
PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR
Para que servem os líderes na Comunidade?
Com a grande abertura na Igreja para o ministério, os leigos voltaram a ter lugar de relevância. A comunidade nascida do reconhecimento de Jesus ressuscitado continua se prolongando em cada um de seus membros e todos são importantes.
Se num período histórico tudo dependeu de padres e bispos, hoje nos voltamos para a vocação do leigo e para seu lugar como testemunha, como força atuante e transformadora na comunidade. Eles são chamados a exercer uma atividade evangelizadora, através dos diversos serviços para os quais a comunidade os chama; cada um segundo os carismas que recebeu do Espírito Santo.
Dentre eles destacam-se aqueles que são chamados a liderar a comunidade.
Poderíamos dizer que, em primeiro lugar, sua função é a de conservar, em meio aos conflitos e adversidades, a firme convicção de que o projeto de Deus vai vencer o sentido da morte que o mundo apresenta. O líder deve manter em pé a esperança da comunidade de que o Reino de Deus acontece independente de cada um, mas também através do esforço de todos. Por mais que o mal apareça, a justiça do Reino supera.
Uma segunda função do líder é testemunhar que a vida provém de Deus e que a salvação passa pelo mistério da cruz. A fé assumida e vivida ajuda a entender a vida e a solucionar os problemas.
Um terceiro aspecto é sua ação de animação na Comunidade, ajudando-a a encontrar seu caminho, a desenvolver-se e a se transformar como atualização do projeto de Jesus através do amor e da solidariedade.
Colocando seus dons a serviço, ele é oferta, é gratuidade, é dom para a comunidade.
Tudo isso se faz e acontece num processo de conversão diária, de discernimento meditado, de doação gratuita.
Esse quadro é bem diferente do que muitas vezes vemos com nossos líderes. Há alguns que se aproximam demais dos fariseus que gostavam de aparecer e se promoviam às custas da comunidade. Hoje, quando são convidados a dar seus lugares para outro, revoltam-se e abandonam a comunidade.
Há também aqueles "que não entram e não deixam os outros entrarem". Não repartem seus serviços, ocupam todos os cargos, andam com pencas de chaves. Eles são “tudo” dentro da comunidade, só eles sabem e, se eles não fizerem, ninguém faz. São donos de uma auto-estima doentia. Vivem na dependência de serem valorizados. Usam a comunidade para se promoverem.
Que bonito quando na comunidade se faz um rodízio de atividades e de coordenação, assim todos podem colocar seus dons em comum para o serviço de todos. Quando uma comunidade que não tinha ainda padroeiro veio me perguntar sobre quem poderia ser o seu santo, mandei colocar no altar um desses líderes.
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.
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EDITORA SANTUÁRIO
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