AS DESCULPAS DOS SANTOS
Os santos sabiam inventar pretextos para encobrir e disfarçar suas obras de caridade, seus arroubos místicos ou a própria santidade.
Os santos sabiam inventar pretextos para encobrir e disfarçar suas obras de caridade, seus arroubos místicos ou a própria santidade.
— As galhetas de vidro são melhores, acredite. A gente enxerga o que está dentro. São transparentes. Não há perigo de derramar água em vez de vinho no cálice, ou vice-versa.
São Vicente de Paulo, quando menino, vinha vindo certa vez com um saco de farinha. Vendo um pobre no caminho, deu-lhe a metade, explicando: — Leve isto para você. Não estou agüentando carregar tanto peso.
São Filipe Néri tem uma infinidade de extravagâncias desse gênero. Para que o povo o tivesse por louco ou bobo, apareceu em público certa vez com a barba feita só de um lado. Outra vez inventou de cortar os cabelos dentro da... igreja. Chegava a pronunciar errado certas palavras para que o tomassem por ignorante. Quantas vezes vestiu roupas esquisitas e fora de moda, ou no avesso, ou descombinadas. — Frei Junípero, disse o Superior, sua falta é tão grande, mas tão grande, que não sei como castigá-lo.Para ajudar o Superior, o frade exagerado sugeriu este castigo:
— Como castigo e penitência eu lhe peço que me deixe voltar nu ao meu convento.
Pe. José Picco (+1946) foi visto um dia no bosque, sobraçando maços de urtigas. Todos sabem a coceira que esta planta provoca. Advertido, respondeu: — Faço assim porque faz bem à saúde. Ele queria, na verdade, martirizar seu corpo com essas plantas selvagens.

São João Bosco, quando menino, viu um colega de escola com um pãozinho seco, enquanto o dele tinha manteiga. Propôs um "negócio": — Vamos trocar? Eu prefiro pão puro, sem mistura...

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