CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR

Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA! ...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!

ATUALIZAÇÃO



Em breve atualizaremos essa página.
Por enquanto, para acompanhar as atividades da UNESER, acesse nosso site: www.uneser.com.br

Agradecidos
PRÓXIMOS EVENTOS (Todos estão convidados)


II ENESER VIRTUAL
Dias 23, 24 e 25 de julho de 2021

II ERESER SACRAMENTO
Dias 28 e29de agosto de 2021






SOM NO BLOG

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29 de março de 2010

29 DE MARÇO - SEGUNDA FEIRA SANTA


PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR

Ontem, acompanhamos Jesus até sua entrada no templo. Ele viu tudo e, porque já era tarde, voltou e passou a noite em Betânia, na casa de Lázaro, Marta e Maria. Hoje vamos ver Jesus dentro do Templo. E Jesus tem um ensinamento muito importante para nós: O templo é o lugar de encontro mais íntimo com Deus. Por isso deve ser respeitado.

No dia seguinte, voltando de Betânia, Jesus entrou no templo. Viu a profanação feita pelos vendedores de bois, ovelhas e pombos. Viu a exploração dos cambistas, em suas bancas. Encheu-se de santa ira e exclamou:
– Tirem isto daqui! Está escrito nas Escrituras: Minha casa é um lugar de oração, e vocês fizeram dela uma toca de ladrões!
E Jesus fez um chicote de cordas, e batendo neles, os expulsou a todos do templo. Os chefes dos sacerdotes e os doutores da Lei se irritaram contra Jesus e resolveram:
– Precisamos achar um jeito para matar esse homem, antes da festa da Páscoa.
E convidaram Judas para uma reunião secreta. - Palavra da Salvação.

Reflexão e preces

A indignação de Jesus, diante da profanação do templo, nos ensina a respeitar a natureza, as pessoas, as coisas como sinais da presença de Deus aqui na terra. Por isso, rezemos:
– Para que respeitemos a água, o ar, a natureza, as plantas e os animais, como sinais da presença de Deus no mundo, rezemos:
– Minha casa é um lugar de respeito e oração!
– Para que respeitemos as pessoas, não abusando delas para nossos lucros e interesses, rezemos:
– Minha casa é um lugar de respeito e oração!
– Para que cuidemos bem de nosso corpo, morada de Deus, e templo do Espírito santo, rezemos!
– Minha casa é um lugar de respeito e oração!
– Para que não profanemos nossa casa com retratos e fotografias inconvenientes, ou assistindo a programas de rádio, televisão ou internet que ofendem a dignidade das pessoas, rezemos!
– Minha casa é um lugar de respeito e oração!
– Senhor Jesus, que o zelo pela casa de Deus, que ardia em vosso coração, nos ajude a respeitar a natureza, as pessoas, os lugares como templos de Deus, e moradas do Espírito santo. Que vosso exemplo nos converta e anime. Amém

Oração

Eu sou a Luz, e tu não me enxergas.
Eu sou o Caminho, e tu não me segues.
Eu sou a Verdade, e tu não acreditas em Mim.
Eu sou a Vida, e tu não me procuras.
Eu sou o Mestre, e tu não me ouves.
Eu sou o Senhor, e tu não me obedeces.
Eu sou teu Deus, e tu não recorres a mim.
Eu sou teu melhor Amigo, e tu não me amas.
Se te sentires infeliz, não ponhas a culpa em mim!

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! PERDÃO E AMIZADE


PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR

Perdão e amizade: serão sempre possíveis?

Ao lado de tantas pessoas que não se preocupam em amar os outros e nada fazem para viver a fraternidade até entre irmãos de sangue, há tantas outras preocupadas por não conseguirem manter a amizade mesmo com gente da própria família.

É uma situação que nasce de certos desencontros, brigas, fofocas, heranças, e tantos outros. Esses desencontros levam pessoas a se manterem distantes umas das outras.

O perdão sempre tem de ser dado em qualquer situação, e o fato de ter perdoado pode levar a um reatamento da amizade. Mas às vezes a inimizade continua. E nem sempre o perdão exige que se volte à amizade.

Precisa-se fazer um discernimento. Afinal vivemos num mundo muito custoso onde nem sempre as pessoas se comportam como equilibradas; outras são mal-informadas, quando não são mesmo educadas. Mal-educados para viverem em fraternidade, incapazes de um raciocínio ou doentes. Elas não são capazes de receber as pessoas. Nesses casos precisa ter prudência e não procurá-las criando mais problemas ainda.

Também não somos obrigados a sentir simpatia por todos; há pessoas que, por seu gênio, atitudes, modo de se colocar diante dos outros, são antipáticas. Erro quando me deixo levar por simpatia ou antipatias e evito ajudar as pessoas. Acima de tudo está a caridade.

Voltamos a dizer que é preciso perdoar. Contudo, se já tentamos uma aproximação que resultou em mais problemas e intrigas, seguramente podemos ficar em nosso lugar, quietos em nosso canto sem nos preocuparmos em ter amizade com essas pessoas.

Faça sempre o que é possível para ser amigo, ser fraterno. E se isso for impossível, você já fez a sua parte. Continue sua vida tranqüilo e feliz. Se algum dia aparecer um sinal de que a situação se modificou, então tente mais uma vez uma aproximação.

Reze por essas pessoas, porque nem sempre são maldosas; elas são malformadas e não foram educadas para uma vida em comunidade e nem mesmo para viverem em sociedade.

Nada disso vai impedir minha participação na missa, porque minha consciência me diz quando sou sincero para com esses irmãos e como gostaria que tudo fosse tão diferente.

É lamentável que em um mundo feito por Deus para ser um céu já aqui as pessoas consigam agredir-se, amesquinhar-se, a ponto de não se considerarem filhos de um mesmo Pai que é Deus, criando a violência, as divisões e as exclusões de irmãos.

DO LIVRO:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE-VOLUME 3
EDITORA SANTUÁRIO
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.
http://www.redemptor.com.br

“Essa gente boa espalhada pelo mundo!” 47

Pe Luiz Carlos de Oliveira CSsR

Quem pode ver, pode alegrar-se. No dia 24.01.02, pudemos ver o Papa João Paulo II rezando com mais de 70 líderes, chefes e grandes homens que servem às grande religiões do mundo. Ali estavam homens e mulheres curtidos pelo Espírito de Deus. Eram eles cristãos católicos, ortodoxos, anglicanos e evangélicos, muçulmanos, budistas, judeus, xintoístas, animistas e outros que não me recordo. Estavam juntos para juntos rezarem. É a segunda vez que assim fazem. Depois de todos os acontecimentos deste final de ano, pudemos ver que a paz é possível. Por isso rezamos para que ela aconteça.

Se prestarmos atenção, veremos que é uma novidade muito grande. Todas as religiões têm o costume de dizer que só nós prestamos, o resto está perdido. Neste dia 24, o Santo Padre fez um gesto maravilhoso: reuniu os homens que praticam religiões tão diferentes e até opostas. Víamos muçulmanos e judeus juntos. Víamos cristãos e budistas, animistas e crentes em Cristo. Todos convocados a juntos rezar para que haja paz no mundo. Na verdade o Papa estava dizendo: sua oração tem um grande valor e pode transformar o mundo. Todos leram suas mensagens fazendo seu discurso. Depois cada grupo diferente foi rezar suas orações pela paz. Os cristãos, ortodoxos, católicos, evangélicos rezaram juntos, junto ao túmulo de São Francisco, o irmão universal. Todos estavam felizes e se comprometeram fortemente a agir por esta paz.

Então tudo é a mesma coisa? O Papa não afirmou isso, mas disse que todos temos que nos empenhar pela paz e que contamos com a oração de todas as religiões para que esta paz transforme a situação do mundo. Toda oração tem valor, pois quem reza com sinceridade, seja como for, chega a Deus.

De onde nasce o valor desta oração de todos? Aqui entra uma questão difícil: São Paulo afirma que Cristo é o Senhor de tudo. “Tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de tudo, nele tudo subsiste” (Col 1,16-17). O Concílio Vaticano II diz que em todos os povos há as sementes do Verbo. Mesmo na evangelização dos assim chamados pagãos, nós vamos ao encontro de Cristo onde Ele já atua de modo misterioso. Isso não é novidade, pois S. Pedro, quando foi à casa de Cornélio e viu a graça de Deus agindo diz: “Verifico que Deus não faz acepção de pessoas, mas que em qualquer nação, quem o teme e pratica a justiça, lhe é agradável” (Atos 10,32). Não se perde o valor da evangelização. Em todas as religiões há coisas muito boas. A missão da Igreja será dizer a cada povo diferente: no seu jardim há flores que ainda não se abriram. Se todos procuram o bem, a justiça e o amor com sinceridade, chegaremos à unidade da fé.
Artigo (29.01.02)

MINHA ORAÇÃO DE HOJE - DEUS EM MINHA CASA

PADRE FLÁVIO CAVALCA DE CASTRO CSsR

ORAÇÃO DA MANHÃ PARA TODOS OS DIAS

Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.

29 de março

SÃO SEGUNDO, MÁRTIR

Evangelho (Jo 12,1-11) “Maria tomou quase meio litro de perfume de nardo, puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos.”


Se perguntassem a Maria porque tanto desperdício, ela diria que ainda era pouco para demonstrar seu amor ao Mestre. O amor não faz apenas o útil ou o necessário: faz o mais que pode, e ainda acha pouco. E isso vale de nosso amor a Deus e de nosso amor ao próximo. Qual o tamanho de meu amor?

Oração
Senhor, é verdade. Vendo o que faço por vós e por meus irmãos, será que posso dizer que meu amor é grande? Somente vós podeis mudar meu jeito de amar, para que seja generoso e não fique ridicando. Ensinai-me, pois, a amar pelo menos um pouco como me amastes, ou como vos amou a Maria de Betânia. E perdoai todos esses anos em que de fato eu pouco soube amar. Amém.

P A R A B É N S



DANIEL CHAGAS OLIVEIRA de Barra Bonita - SP
(Na foto com seu filho)


JOSÉ FABIANO DE RESENDE de Juiz de Fora - MG


JOSÉ TADEU DE MORAES de São Paulo - SP

São os aniversariantes de hoje, dia 29 de março.

Aos três, nossos votos de muitas felicidades e muitos anos de vida, repletos de luz e bênçãos!
Um forte abraço da família UNESER!

28 de março de 2010

Carta Pastoral aos Católicos na Irlanda- Aos que abusaram


Aos sacerdotes e aos religiosos que abusaram dos jovens

Traístes a confiança que os jovens inocentes e os seus pais tinham em vós. Por isto deveis responder diante de Deus omnipotente, assim como diante de tribunais devidamente constituídos. Perdestes a estima do povo da Irlanda e lançastes vergonha e desonra sobre os vossos irmãos. Quantos de vós sois sacerdotes violastes a santidade do sacramento da Ordem Sagrada, no qual Cristo se torna presente em nós e nas nossas acções. Juntamente com o enorme dano causado às vítimas, foi perpetrado um grande dano à Igreja e à percepção pública do sacerdócio e da vida religiosa.
Exorto-vos a examinar a vossa consciência, a assumir a vossa responsabilidade dos pecados que cometestes e a expressar com humildade o vosso pesar. O arrependimento sincero abre a porta ao perdão de Deus e à graça do verdadeiro emendamento. Oferecendo orações e penitências por quantos ofendestes, deveis procurar reparar pessoalmente as vossas acções. O sacrifício redentor de Cristo tem o poder de perdoar até o pecado mais grave e de obter o bem até do mais terrível dos males. Ao mesmo tempo, a justiça de Deus exige que prestemos contas das nossas acções sem nada esconder. Reconhecei abertamente a vossa culpa, submetei-vos às exigências da justiça, mas não desespereis da misericórdia de Deus.

MEMÓRIAS DO ABNER - RETIRO ESPIRITUAL

ABNER FERRAZ DE CAMPOS - Turma de 1955

O Retiro Espiritual

Padre Sidney, ouvindo as Quatro Estações de Vivaldi para acalmar a mente, dormir, descansar e poder enfrentar um novo dia cheio de problemas e incertezas. O telefone o tira dos devaneios. Deixando tudo de lado, sai correndo para a pequena capela ao lado. Toma o Santo Viático nas mãos, cobre-o com uma toalha de linho branco e sai em disparada. Ele precisa correr. Tem que ser mais rápido que a morte, Só Cristo venceu a morte. Embora preocupado, segue seu caminho, orgulhoso por poder andar pela rua com um Deus mais vivo que nunca em suas mãos. Sentia-se um Deus e poderoso como Deus. E ter o poder de curar uma alma e colocá-la sã e salva nos braços do Pai. É aqui a casa, pensou e entrou sem tocar a campaninha ou bater. Se a morte entra sem bater, padre Sidney também entra, ainda mais se estiver com o Deus vivo. Uma voz de um quarto em penumbra disse: “É você, padre Sidney? Entre.” Ele entra, mas a cena é bem diferente. Um quarto todo perfumado, flores vermelhas, musica suave, enfim uma armadilha muito bem preparada. Preparada para acabar com ele e com o Deus vivo que sempre morou em seu coração.
Padre Sidney era jovem, bonito por dentro e por fora, e com um vigor físico bem maior do que os homens de sua idade. Enquanto milhões de coisas passavam pela sua cabeça, a voz continuava, “entre, não tenha medo, estou sozinha lhe esperando. Meu marido viajou e só voltará daqui três dias; venha, dê-me as mãos que vou conduzi-lo para um céu nunca imaginado” Padre Sidney apavorado, chocado, sem saber o que fazer, ou falar, apertou com força no peito o Cristo. Sufocados. O quarto e a cama arrumada. O vaso de rosas vermelhas no criado mudo. O champanha e duas taças de cristal. O castiçal com velas vivas. A música suave e o cheiro do pecado inundando tudo, principalmente a alma do padre. A camisola cor de rosa, diáfana, quase transparente, insinuando as formas de uma mulher linda, cabelos longos, negros e sedosos caindo sobre os ombros desnudos, pronta para acolhê-lo em seus braços. Linda como nunca e tentadora como o próprio diabo, e num clima que só um diabo muito astuto podia criar.
Padre Sidney, suando frio, sai em disparada, apertando com mais força ainda o Viático contra o peito, tentando transferir a força do coração de Jesus para o seu, enfraquecido como nunca. Se sentia como um Tarcísio, fugindo dos soldados romanos. O coração em brasa. O desejo e o medo o devorando, arrancando a sua carne jovem aos nacos, como um monstro insaciável. Não parava de cheirar, lamber o sangue que fervia em seu corpo quente. A alma imortal agonizando, correndo pela rua deserta, cambaleando e morrendo aos poucos no resfolegar da boca seca.

Três dias de retiro espiritual, três dias de silêncio. Só assim se pode ver e sentir bem de perto o Deus todo poderoso. Todos têm um dia a sua Sarça Ardente. É só querer. Silêncio, silêncio. Oração, meditação. Mas o silêncio e o retiro também podem preparar um cantinho no seu pensamento onde a maldade se instala e se aflora. O desejo e o pecado passeando de mãos dadas pelos corredores intermináveis do seminário se insinuando aos incautos retirantes. O que mais se ouvia era inferno, inferno, pecado mortal, aquele que mata e condena a alma para o fogo eterno, se não tiver o arrependimento. Como se arrepender de um pecado sabendo que ele vai voltar com toda sua força? Como saber se realmente eu me arrependi e não foi só um fingimento por medo de Deus e do inferno? Como saber se fui perdoado? Que seria do diabo se nós não tivéssemos mais pecados? A morte e o sangue de Cristo perderiam o sentido. Tudo era silêncio, nas gramas dos jardins, nem os insetos falavam. As rosas pareciam mais tristes, nem uma brisa soprava. Apenas os Jabotis se espreguiçavam ao sol e aproveitavam o silêncio para se amarem. Não pensavam em Deus, diabo, pecados, essas coisas que afligiam a cabeça de um menino de doze anos; os Jabotis se amando. Sem pressa e sem medo. Casco contra casco. O diabo de camisola cor de rosa tentando o padre Sidney. Formas lindas, macias como pétalas de rosas. E se colocarem uma camisola no jaboti? Acho que não ia dar certo. Tinha que ser mesmo casco contra casco, era a natureza. A mulher é o instrumento do diabo! Por que o diabo tinha que usar justamente a mulher para nos tentar e levar-nos para o inferno? Mas Deus não fez a mulher para ser companheira do homem? Mas ela fez uma aliança com o diabo, pecou e levou seu companheiro também para o pecado. Está aí a explicação. A impressão é que o resgate da mulher e do homem não foi aceito nem assimilado pelos padres educadores. As mulheres continuavam sendo aquela ameaça de perigo permanente, vista pelos clérigos medievais. A mulher continuava sendo o instrumento melhor que o Diabo tinha para nos fazer pecar. Nada mais lógico para os clérigos antigos e modernos com cabeças antigas. O maior perigo para a castidade e a pureza era a mulher, um mal necessário, necessário porque paria e paria também homens. Houve até um religioso da Reforma que disse, ser melhor que a mulher parisse um homem e morresse no parto. A diferença da mulher e o homem, é que ela foi feita, não criada, de uma costela falsa do primeiro homem, falsa e de carne, ligada à concupiscência e à tagarelice. Se ela não fosse tagarela, não conversaria com a serpente. A mulher era um mal necessário.
Pela atitude dos seminaristas, compenetrados, parece que ninguém naquela casa tinha desejos impuros nem maus pensamentos nem pecados. Todos eram santos do modo de cada um. Que vontade que dava de ser um cágado e não passar por essas de pecado e inferno. Não seria mais interessante ter vindo ao mundo como um bicho qualquer e viver conforme a programação do Criador, prestando toda honra e gloria sem lhe dar dor de cabeça e trabalho para o diabo? Não sei.

SANTOS DO DIA 28 DE MARÇO

São Gontrão

Também conhecido como São Gontran e São Guntrammus


Filho do Rei Clotaire e de Santa Clotilde. Foi coroado rei de Orleans e Burgundy em 561, enquanto seus irmãos Charibert reinavam em Paris e Sigebert em Metz.

Em geral sua vida foi a de um pacificador. Ele protegeu seus sobrinhos contra as maldades das rainhas Brunehault e Fredegunde.
Mas ele tinha períodos de intemperança. Divorciou de sua esposa Maercatrude e ordenou a execução de seu medico. Ele teve depois enorme remorso e lamentou por esses pecados pelo resto de sua vida, por si próprio e por sua nação. Ele jejuava, orava, chorava e oferecia-se ao Deus que tinha ofendido.
Seu reinado foi prospero e ele deu exemplos de como as máximas do Evangelho podiam ser usados efetivamente na política.
Ele foi o protetor dos oprimidos, ajudou os doentes, e cuidou dos parentes de seus súditos. Ele abriu a sua fortuna e a da coroa especialmente nos períodos da fome, seca e das pragas. Ele fez seguir as leis de maneira justa e estrita, independente da pessoa mas estava pronto a perdoar ofensas contra ele, incluído duas tentativas de assassinato.
Gontrão construiu magníficas igrejas e vários monastérios. São Gregório de Tours relata vários milagres feitos pelo Rei antes e após a sua morte, alguns que ele mesmo testemunhou. Na época de sua morte, em 28 de marco de 592, Gontrão havia reinado por 31 anos e imediatamente seus súditos o aclamaram como santo. Ele foi enterrado na igreja de São Marcellus, a qual ele havia construído. Os Huguenots queimaram suas relíquias e espalharam suas cinzas no século 16º mas deixaram, em sua fúria, o crânio intocável. Ele está agora em uma caixa de prata na mesma igreja.
Na arte litúrgica da Igreja ele é representado como um rei encontrando um tesouro e dando para os pobres. Algumas vezes ele é mostrado com três bolsas de tesouros perto dele, um globo e uma cruz.
Ele é o padroeiro dos divorciados, dos guardiões e dos assassinos arrependidos.

Gisela nasceu aproximadamente em 985, foi a quarta filha do duque bávaro Henrique e de Gisela da Borgonha.
Embora tivesse vocação religiosa, Gisela casou-se com Estêvão, rei da Hungria. Foi a primeira rainha cristã da Hungria. Influenciado pela esposa, Estêvão converteu-se ao cristianismo e dedicou-se a difundir a fé cristã em seu reinado, auxiliado pela rainha Gisela. Foram construídas luxuosas igrejas e a catedral de Vezprim.
Gisela teve cinco filhos. Os dois primeiros morreram, duas filhas casaram-se e Américo que deveria ser o herdeiro do trono real, faleceu. No dia 15 de agosto, festa da Assunção de Nossa Senhora, em 1038, quando a Hungria foi consagrada a Maria, falece o rei Estêvão. O rei e seu filho Américo foram canonizados.
Tendo ficado viúva, começam as perseguições contra a rainha Gisela, que acaba sendo presa e maltratada pelos pagãos húngaros.
Foi libertada por seu irmão Henrique II, quatro anos mais tarde, quando ingressa no Mosteiro de Niedernburg, tornando-se beneditina. Por sua experiência, qualidades e virtudes, foi eleita abadessa-princesa. Governou a abadia até sua morte em 1065.

Oração
Senhor, nosso Deus, neste dia nós vos agradecemos pelo dom de nossas vidas. Dai-nos discernimento para reconhecermos a missão que destes a cada um de nós. Pedimos a intercessão de Santa Gisela, que embora tivesse a vocação religiosa, tornou-se rainha e, por seu exemplo de fé, muitos se converteram Muitas vezes tomamos rumos diferentes daqueles que gostaríamos, e por isso, Senhor, iluminai-nos para que nunca nos distanciemos dos caminhos que para nós reservastes. Amém.

S. Sisto III, papa, +440

O Papa Sisto III foi eleito em 31 de Julho de 432. Morreu a 18 de Agosto de 440.
Mostrou-se conciliador em relação aos nestorianos e velou pela conservação dos direitos da Santa Sé sobre a Ilíria - contra o Imperador do Oriente que queria torná-la dependente de Constantinopla. Restaurou as Basílicas de Santa Maria maior e de S. Lourenço-fora-de-Muros.
Foi autor de várias epístolas.

28 de março - DOMINGO DE RAMOS

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR

Apesar de tantas mudanças de costumes e mesmo de tradições,
a Semana Santa continua sendo para nós cristãos:

- A Semana do Amor, do amor crucificado por nós. Esta lição de amor não foi escrita com tinta mas com o sangue do Cordeiro.

- A Semana do perdão. Jesus está de braços abertos na cruz para nos dar o abraço do perdão e da reconciliação.

- A Semana da conversão. Quem terá coragem de continuar de costas viradas para o Crucificado? Vivendo uma vida pecaminosa?

- A Semana do compromisso. Compromisso com a Campanha da Fraternidade deste ano: Não podemos servir a Deus e ao dinheiro

- A Semana da expectativa: A espera ansiosa pela ressurreição do Cristo e a nossa ressurreição para uma vida nova. Preparemo-nos com alma e coração.

Senhor! Nós vos adoramos e vos bendizemos
porque pela vossa santa cruz remistes o mundo!

PERSONAGENS DO DRAMA DA PAIXÃO

Nestes dias sagrados veremos desfilar diante de nossos olhos todo o tipo de personagens do Drama da Paixão:

> Judas, com seu cinismo de traidor asqueroso.
> Os apóstolos, medrosos e fujões.
> Os fariseus, cheios de ódio, inveja e ambição.
> Pilatos, com sua covardia.
> Os outros juizes, zombadores e irresponsáveis.
> Os carrascos, sem coração e sem piedade.
> Cireneu, repartindo com Jesus o peso da cruz.
> Verônica e as santas mulheres cheias de compaixão.
> O bom ladrão arrependido e humilde.
> O mau ladrão, impenitente e blasfemo.
> Homens caridosos como José de Arimatéia e Nicodemos.
> João Evangelista, o discípulo fiel.
> Madalena, a pecadora arrependida.
> A Mãe das Dores, serena e sublime em sua imensa dor.
> JESUS, o protagonista desse drama sangrento em que um Deus morre pelos seus filhos.

Participemos dessa Via Sacra dolorosa. Não com a multidão que zombava e vociferava. Mas com o Cireneu, a Verônica, a Mãe das Dores e os nossos irmãozinhos que sofrem.
Nós vos adoramos, Senhor, e vos bendizemos...

Porque, pela vossa santa cruz remistes o mundo.

SEMANA SANTA COM A BÍBLIA
Reflitamos com a Bíblia os acontecimentos da “Grande Semana” e mudemos nossa vida para melhor: Domingo de Ramos: A multidão que ia na frente e a multidão que seguia atrás gritava dizendo: Hosana ao Filho de Davi! Bendito quem vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas! (Mt 21,9) Segunda Feira Santa: Seis dias antes da Páscoa Jesus foi a Betânia onde estava Lázaro... Os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro, pois por sua causa muitos se separavam dos judeus e criam em Jesus (Jo 12,1.10-11) Terça Feira Santa: Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe:... Quanto a ti, uma espada te atravessará tua alma (Lc 2,34-35). Quarta Feira Santa: Os sumos sacerdotes combinaram com ele (Judas Iscariotes) a quantia de trinta moedas de prata. Desde aquela hora, ele procurava uma boa ocasião para entregar Jesus (Mt 26, 14-16). Quinta-feira Santa: Desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco antes de sofrer (Lc 22,14). Sexta-feira Santa: Humilhou-se mais ainda, fazendo-se obediente até a morte, e morte numa cruz (Fl 2,8). Sábado Santo: Mas ao terceiro dia ressuscitarei (Mt 27,63) Domingo da Páscoa: Por isso Deus o exaltou e lhe deu um nome que está acima de todo o nome (Fl 2,9-10). Aleluia!!!

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! PERDÃO

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR

Perdão ou mágoa — onde está o pecado?

A mensagem básica do Evangelho que reflete bem a prática de Jesus consiste na revelação de um Deus que é Pai de todos. Essa realidade nos leva a descobrir que o fundamental em nossas vidas é o amor a todos indistintamente. Nada me dá o direito de não amar; ao contrário, se eu quiser ser feliz, necessariamente tenho de amar com um amor que constrói a vida, fundamenta a partilha e a não-violência.

O perdão é um gesto de amor e de partilha, um gesto de fé. A possibilidade de errar está cravada em nossa natureza, mas existe o perdão que reconstrói a vida em quem errou. Jesus vai dizer-nos que é preciso “perdoar setenta vezes sete”, significando uma infinidade de perdão. São João comenta que amar a quem nos ama é fácil e até os que não têm fé o fazem. Difícil é amar a quem não nos ama, a quem nos ofende, a quem nos exclui e nos mata.

De qualquer forma ninguém pode ser feliz negando o perdão, negando-se a abrir o coração e derramar sobre o outro o amor de um modo idêntico ao agir de Deus que “derramou seu amor sobre nós”. Todos têm direito ao perdão.

Aqui se faz necessário distinguir perdão e mágoa. Mágoa é um sentimento que nos marca às vezes para o resto da vida. Perdão é um ato inteligente que leva em consideração outros valores e realidades. Os sentimentos não dependem de nós, eles se fazem presentes por mais que não os queiramos e exercem uma influência grande em nosso agir. Assim sendo não somos culpados pelos sentimentos que aparecem em nós. Quanto esforço fazemos para que um sentimento não estrague nossa vida e não nos traga dificuldades e tristezas, mas ele aí está independente do nosso querer.

O que se pode fazer? Cada um tem de fazer um trabalho psicológico para colocar tudo em seu devido lugar, considerando os valores, a realidade; um trabalho de convencimento de que aquilo tudo já é passado e não pode gozar de tanta atenção como estamos dando. É necessário aprender a administrar essas marcas, apagando-as de nossa memória ou assumindo-as em seu tamanho certo. Não se pode carregar uma mágoa pela vida afora. É preciso fazer uma terapia consigo mesmo, um trabalho que às vezes pode ser longo, mas que permita um dia a volta da tranqüilidade.

Cada um precisa entender que quanto mais se conscientiza, melhor se vive e mais liberdade se alcança. A abertura que o Evangelho pede é esta: quem precisa do meu perdão vai receber na medida em que precisar. O que restou dentro de mim vai passar por uma terapia até que tudo chegue em seu devido lugar. E se amanhã acontecer de novo, vou perdoar, vou compreender e não vou-me machucar mais; assim posso dizer que me sinto livre em Jesus.

DO LIVRO:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE-VOLUME 3
EDITORA SANTUÁRIO
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.
http://www.redemptor.com.br

Homilia do Domingo de Ramos (28.03.10)

Pe. Luiz Carlos de Oliveira CSsR

“Por que me abandonastes”

Bendito o rei que vem!

Nos reunimo-nos para ir ao encontro de Cristo que vem. Não se trata de uma celebração em que recordamos um acontecimento. Fazemos memória, isto é, vivemos o mesmo mistério na celebração. Acolhemos Cristo. S. Gregório de Creta, pelos anos 700, prega que devemos ir ao encontro de Cristo no monte das Oliveiras... imitemos os que foram a seu encontro não para estendermos os ramos de oliveira a sua frente... mas para nos prostrar-nos a seus pés, com humildade e retidão de espírito a fim de receber o Verbo de Deus que se aproxima, e acolher aquele Deus”. Nas celebrações da Semana Santa não há diferença entre o que ocorreu no momento histórico e o que vivemos na fé. Por isso, digamos levantando os ramos espirituais: “Bendito o que vem em nome do Senhor”. Em todas as missas nós repetimos estas palavras para significar que Ele sempre vem ao nosso encontro e nós O acolhemos com alegria. A liturgia do dia tem dois momentos: o alegre e festivo da procissão e o doloroso da narrativa da Paixão. Pela Paixão chegamos à glória. Jesus entra em Jerusalém como o rei prometido e o povo O identifica. Jesus entra em confronto com os fariseus que dizem: “Mestre, repreende teus discípulos!”. Ao que responde: “ Se eles se calarem as pedras gritarão” (Lc 19,39-40). A solenidade de Ramos interessa para o mundo de hoje. Tenhamos segurança que toda essa pressão contra Cristo, significa sua importância, do contrário, não teria tantos inimigos. Por isso: “Bendito o que vem”!
Um exemplo de humildade
A Semana Santa é uma escola para conhecer Jesus. Isaías disse que Ele aprende como aluno”(Is 50,4). Jesus não é somente o Salvador e o Rei glorioso no Céu, mas é o exemplo de obediência e humildade. Sabemos que a humildade está presente na Trindade pelo mútuo acolhimento. Jesus era aberto ao Pai, sem orgulho. Qual o sentido de humildade? Rezamos: “Ó Deus, para dar aos homens um exemplo de humildade, quisestes que nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz...” (oração). A humildade é a chave de entendimento da Paixão de Cristo. Ele se abaixou ao extremo, como lemos em Filipenses: “Humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte, e morte de cruz” (Fl 2,8). É o único modo de chegar à ressurreição. A atitude de humildade que caracteriza a Paixão está explicada no Lava-Pés. Humildade e acolher no serviço humilde de escravo. A morte de Jesus é também a morte do escravo. Jesus aceita até o abandono de Deus. Por isso vemo-lo gritar na cruz: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”(Sl 22,1). É o máximo da humilhação. Assim é reconhecido pelo ladrão que pede: “Lembrai-vos de mim, quando entrares no teu Reinado” (Lc 23,42). “Por isso Deus o exaltou!” Exclama Paulo (Fl 2,9).
Todo joelho se dobre
A entrada de Jesus em Jerusalém ilumina a Paixão que não é o fim, mas o meio para se chegar à glorificação. No mundo, as forças da oposição à fé se tornam até instrumentos de morte. É uma participação nossa nas dores do Cristo. Não podemos perder de vista que Cristo venceu e que tudo será submetido a seu domínio. Mesmo que não se diga, vemos em muitas atitudes do mundo, as sementes do evangelho. Por isso, diante do universo, nós dobramos o joelho e O acolhemos como Senhor. No abandono, também nós lamentamos, mas creiamos na glória que se aproxima.
Leituras: Lc 19,28-40 – Procissão de Ramos;Isaias 50,4-7; Sl 21; Filipenses 2,6-11; Lucas 23,1-49
Ficha nº 904 – Homilia do Domingo de Ramos (28.03.10)

1. Reunimo-nos para ir ao encontro de Cristo que vem. Acolhemos colocando, não ramos ou mantos, mas nos prostramos para receber o Verbo de Deus que se aproxima. Não há diferença espiritual no fato ocorrido e em nossa celebração. Levantamos nossos ramos espirituais. A liturgia de Ramos tem o momento festivo e a narrativa da Paixão. Pela Paixão chegamos à glória.

2. A Semana Santa é uma escola para conhecer Jesus. Jesus é o exemplo de humildade e obediência. Jesus era aberto ao Pai. O sentido da humildade é o entendimento da Paixão. Ele se abaixou ao extremo humilhando-se até à morte de Cruz. Sua humildade se manifesta no serviço. Ele passa pelo abandono total. Sua morte é um serviço que leva à glorificação.

3. A entrada de Jesus em Jerusalém ilumina a Paixão que não é o fim, mas o meio de chegar à glorificação. No mundo há oposição a Jesus. Não podemos perder de vista que Cristo venceu e tudo será submetido a seu domínio. Mesmo entre os opositores há semente do Evangelho que Ele plantou. Por isso dobramos os joelhos. No abandono lamentamos, mas creiamos na glória que se aproxima.

Um rei ao avesso

Lucas escreve seu Evangelho como uma grande viagem de Jesus a Jerusalém que se inicia no batismo e termina na Ascensão. Os judeus esperavam um Messias maravilhoso e miraculoso. Mas... veio um homem do interior, fora dos esquemas que haviam feito para Ele. Entrou na cidade montado em um jumentinho e cercado de um povinho ignorante, mas bom, que O aclamava. Eles reconheceram Jesus. Os fariseus não aceitaram. As pedras gritariam se o povinho não gritasse as aclamações.
Mas não parou aí. A recusa a Jesus vai ao extremo de O prenderem, maltratarem e crucificaram. Por que tudo isso? Porque era o representante de todas as dores do povo e de sua humildade.
Ele, na sua humildade, é o servo obediente que entrega a vida até à morte para que todos tenham vida. Morreu na cruz carregando nossos males. O centurião pagão diz: “Este homem era um justo” (Lc 23,47).
Era um rei ao avesso, mas tem sua glória do direito, quando todas as glórias viram do avesso e mostram a verdadeira fraqueza que é o mal.

MINHA ORAÇÃO DE HOJE - DEUS EM MINHA CASA

PADRE FLÁVIO CAVALCA DE CASTRO CSsR

ORAÇÃO DA MANHÃ PARA TODOS OS DIAS

Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.

28 de março

SÃO GONTRÃO, REI

Evangelho (Lc 19,28-40) “Quando estava na descida do Monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos alegre começou a louvar a Deus pelas maravilhas que tinha visto.”


Se eram muitos os que rejeitavam Jesus, eram também muitos os que acreditavam e viam nele uma esperança para sua vida. E na festa de Jerusalém eles demonstraram alegremente sua fé. Organizaram para ele uma verdadeira festa, uma recepção triunfal, e disseram corajosamente para todos que o acolhiam como o Messias, o chefe enviado por Deus para a salvação do povo. Provavelmente a maioria era gente simples e pobre, que não consegue influenciar muito os acontecimentos. Poucos dias depois haveria muitos gritando e pedindo a morte de Jesus, exigindo de Pilatos que o mandasse crucificar como um malfeitor e falso profeta. Imagino que entre eles não estava nenhum dos que alegremente aplaudiram Jesus que entrava na cidade. Não podiam esquecer seu amor em tão pouco tempo. Talvez tenham é desaparecido, tristes e amedrontados.

Oração
Senhor, eu vos agradeço os momentos de entusiasmo e de alegria que me concedeis de vez em quando. Nessas horas tudo parece luminoso e fácil. Podem dizer que vida não é assim. Mas, o certo é que esse entusiasmo e essa alegria, mesmo breves, me ajudam a enfrentar e suportar os dias difíceis e as horas sombrias. Dai-me sempre alguns momentos assim. Mas ajudai-me a não depender tanto deles, e que aos poucos eu vá aprendendo a me apoiar mais em vossa graça e em vosso amor. Ensinai-me a orar mesmo quando não tenho gosto, a continuar fazendo o bem mesmo sem grandes perspectivas, a enfrentar dificuldades sem desanimar. Se me amparardes, Senhor, poderei enfrentar todos os perigos e obstáculos, conservando a alegria e o entusiasmo apesar de tudo. Amém.

P A R A B É N S

ANIVERSARIAM HOJE, DIA 28 DE MARÇO:


AFONSO DE SOUZA CAVALCANTI, turma de 1969,  de Mandaguari - PR.
Afonso está lançando hoje seu livro: "Caminhos da vida: passeio ou ocupação contínua em 60 anos?"




PADRE GERARD HUBERT HENGENS (PADRE PIO) da Vice Província de Recife  Comunidade São Clemente - Paróquia do Sagrado Coração de Jesus en Natal - RN comemora 77 anos de vida.



Lembramos também na data de hoje os 199 anos do nascimento de São João Nepomuceno Neumann  na Filadélfia - USA e também os 158 anos de sua Ordenação Episcopal.

AOS ANIVERSARIANTES NOSSOS VOTOS DE MUITAS FELICIDADES E ALEGRIAS!

Um forte abraço da família UNESER!

27 de março de 2010

Carta Pastoral aos Católicos na Irlanda- Às Vítimas


Às vítimas de abuso e às suas famílias

Sofrestes tremendamente e por isto sinto profundo desgosto. Sei que nada pode cancelar o mal que suportastes. Foi traída a vossa confiança e violada a vossa dignidade. Muitos de vós experimentastes que, quando éreis suficientemente corajosos para falar de quanto tinha acontecido, ninguém vos ouvia. Quantos de vós sofrestes abusos nos colégios deveis ter compreendido que não havia modo de evitar os vossos sofrimentos. É comprensível que vos seja difícil perdoar ou reconciliar-vos com a Igreja. Em seu nome expresso abertamente a vergonha e o remorso que todos sentimos. Ao mesmo tempo peço-vos que não percais a esperança. É na comunhão da Igreja que encontramos a pessoa de Jesus Cristo, ele mesmo vítima de injustiça e de pecado. Como vós, ele ainda tem as feridas do seu injusto padecer. Ele compreende a profundeza dos vossos padecimentos e o persistir do seu efeito nas vossas vidas e nos relacionamentos com os outros, incluídas as vossas relações com a Igreja. Sei que alguns de vós têm dificuldade até de entrar numa igreja depois do que aconteceu. Contudo, as mesmas feridas de Cristo, transformadas pelos seus sofrimentos redentores, são os instrumentos graças aos quais o poder do mal é infrangido e nós renascemos para a vida e para a esperança. Creio firmemente no poder restabelecedor do seu amor sacrifical – também nas situações mais obscuras e sem esperança – que traz a libertação e a promessa de um novo início.
Dirigindo-me a vós como pastor, preocupado pelo bem de todos os filhos de Deus, peço-vos com humildade que reflictais sobre quanto vos disse. Rezo a fim de que, aproximando-vos de Cristo e participando na vida da sua Igreja – uma Igreja purificada pela penitência e renovada na caridade pastoral – possais redescobrir o amor infinito de Cristo por todos vós. Tenho confiança em que deste modo sereis capazes de encontrar reconciliação, profunda cura interior e paz.

SANTOS DO DIA 27 DE MARÇO

S. João Damasceno, presbítero, Doutor da Igreja, +749


João de Damasceno nasceu mais ou menos na metade do século VII de família árabe cristã e morreu em 749. É considerado o último representante da patrologia grega e equivalente oriental de Santo Isidoro de Sevilha, por suas obras monumentais como A Fonte do conhecimento. A sua actividade literária é multiforme: passeia com autoridade da poesia à liturgia, da eloquência à filosofia e à apologética. Filho de um alto funcionário do califa de Damasco, João foi companheiro de brinquedos do príncipe Yazid, que mais tarde o promoveu ao mesmo encargo do pai, que corresponde mais ou menos ao de ministro das finanças. Na qualidade de Logoteta, foi representante civil da comunidade cristã junto às autoridades árabes.

A um determinado ponto João deixou a corte, demitindo-se do alto cargo, provavelmente pelas tendências anti-cristãs do califa. Em companhia do irmão Cosme, futuro bispo de Maiouma, retirou-se para o mosteiro de são Sabas, preparando-se para o cargo de regador titular da basílica do Santo Sepulcro.

Santo Alberto Chmielowski, religioso, fundador, +1916


Nasceu a 20 de Agosto de 1845, como primogénito de Alberto Chmielowki e de Josefa Borzylawska e foi baptizado a 26 desse mês, com o nome de Adão Hilário Bernardo.
A família era abastada, detentora de enormes quintas.
Aos sete anos, perdeu o pai. A mãe mudou-se para Varsóvia, onde Adão prosseguiu os estudos, primeiro, na escola de cadetes, depois no instituto de agronomia, para melhor se dedicar à sua lavoura.
Pelos 18 anos, participou na insurreição contra o domínio do Czar. Foi ferido, na batalha de Melchow e levado prisioneiro. No cárcere, foi-lhe amputada uma das pernas, operação que aguentou com heróica valentia. Volvido um ano, conseguiu fugir clandestinamente e matriculou-se em Paris, numa academia de pintura. Passou à Bélgica e caminhou para Mónaco, regressando depois a Varsóvia onde completou a formatura em pintura e arquitectura.
As suas telas tornaram-no muito popular e conhecido. Entretanto, começou a preocupar-se e a afligir-se com os necessitados e pobres.
Em 1880, entrou na Companhia de Jesus cujo noviciado abandonou, atormentado por escrúpulos e achacado por séria enfermidade. Refeito da doença, hospedou-se em Cracóvia, fazendo-se pobre com os pobres, à semelhança de Cristo que de tudo se despojou para enriquecer os outros. Ia distribuindo os haveres ganhos com os trabalhos de pintor notável pelos mais carenciados que reunia nos albergues públicos, onde ele também dormia.
Tornado franciscano da Ordem Terceira, vestido com o hábito de burel, prosseguiu na sua caridade para com os indigentes.
Como não se sentisse capaz de sozinho socorrer tantos pobres, com a aprovação do bispo de Cracóvia, juntou alguns companheiros e lança, deste modo, os fundamentos de uma nova congregação, os Servos dos Pobres, mudando o seu nome para Alberto, ao fazer os seus votos de pobreza, castidade e obediência.
Não escreveu nenhuma Regra, mas o seu exemplo e proceder foram incentivo e modelo inédito de viver à maneira de Cristo.
Construiu oficinas várias, para os necessitados poderem ganhar alguma coisa e reconstituírem a vida. Jamais aceitou bens imóveis ou auxílios económicos estáveis. Vivendo em casas do Estado ou da Diocese, limita-se a receber o que lhe iam dando, dia a dia. Nos albergues acolhia todos os infelizes, sem cuidar de saber sua origem, raça, etnia ou religião.
A 15 de Janeiro de 1891, ao reparar nas necessidades de tantas mulheres e raparigas, com a cooperação de Ana Francisca Lubanska e Maria Cunegundes Silokowka, seduzidas pelo seu exemplo, fundou um ramo feminino da sua associação, para que alimentassem as famintas e as acolhessem em abrigos decentes, sobretudo nos casos de epidemias
Com palavras de ânimo e conselhos apropriados, com pregações sobre os desajustamentos sociais, vincando a obrigação de todos, sobretudo os mais favorecidos em riquezas, ajudarem os ignorantes e miseráveis, Santo Alberto não só formava os seus seguidores como suscitava nos ricos um desprendimento que os impulsionasse a uma generosa caridade.
A 25 de Dezembro de 1916, já com várias comunidades ao serviço dos pobres e com mais de uma centena de discípulos, entregou a sua alma a Deus.

Santo Alexandre, patriarca de Alexandria, +326


Hoje, lembramos a vida de Santo Alexandre, que governou a Igreja em Alexandria. Alexandre, santo bispo, esteve zelando pelo rebanho do Cristo e, principalmente, cuidando do alimento doutrinal que começou a ser ameaçado pelo Arianismo.

Ário era um sacerdote de Alexandria, que começou a espalhar uma mentira, afirmando que somente o Pai poderia ser chamado Deus, enquanto que Cristo é inferior ao Pai, distinto por natureza Dele seria, portanto, uma criatura, excelente e superior às demais, mas não divina, nem eterna.

Várias correções, o bispo Alexandre fez a Ário, mas, irreversível, não deixou de envenenar os cristãos, mesmo depois de saber da condenação de sua doutrina. Santo Alexandre, um ano antes de sua morte, juntamente com o imperador Constantino e principalmente com Papa da época, foram os responsáveis pela realização do Concílio Ecumênico em Nicéia, Ásia Menor, que definitivamente condenou a heresia e definiu: "Filho Unigênito do Pai... Consubstancial ao Pai".

E ainda...

São João do Egito
Nasceu por volta do ano 305 no Egito. De família pobre, trabalhou como carpinteiro até os 25 anos quando deixou tudo e abraçou a vida de eremita. Adotou como seu guia espiritual um eremita mais velho. Um dia, a fim de pôr à prova sua obediência, este mandou o mais jovem regar um galho seco fincado no chão. E isto ele o fez por mais de um ano. Como se tal não bastasse, pediu-lhe também que movesse um enorme rochedo. São João do Egito tudo cumpriu com solicitude e humildade. Depois da morte do ancião, São João refugiou-se numa montanha na região de Licópolis. Ali construiu três celas que se comunicavam entre si: uma para dormir, outra para as refeições e o trabalho e a última para orações. Viveu ali 40 anos, abençoando o povo que ia à sua procura. São João morreu por volta do ano 374, com 89 anos de idade. É chamado o "Profeta do Egito". Sua festa litúrgica é no dia 27 de março.

DO SITE DO PE.PELÁGIO....(PE.CLÓVIS CSsR)

27 DE MARÇO – OS SANTOS DO DIA

O MISSIONÁRIO DA PAZ E DA CONCÓRDIA



São Roberto de Salzburgo foi um grande missionário do século VIII. Em vez de destruir os templos pagãos como faziam alguns missionários, São Roberto preferia aproveita-los, transformando-os em igrejas cristãs. Assim ele fez, p.ex.,em Regensburg e Altötting. Construía igrejas onde não havia templos para serem adequados ou readaptados.
Ele fez muito para ajudar os trabalhadores das minas de sal.
Salzburgo, onde foi bispo, significa cidade do sal, pois possuía muitas minas de sal.

Certa vez Roberto fez um viagem até sua terra e voltou com 12 novos candidatos para as missões, sendo um deles a sua irmã Santa Ermentrudes, O mosteiro em que residiu em Nonnenberg, existe até hoje, foi o local da filmagem do filme Noviça Rebelde.
S. Roberto é considerado o apóstolo da Baviera e da Áustria. Morreu no Domingo de Páscoa logo após celebrar a missa e pregar a "boa nova" da ressurreição de Jesus.

27 DE MARÇO - SÃO PAULO SABIA REPREENDER E ELOGIAR

Hoje temos um santo, bastante desconhecido, mas citado por São Paulo na carta aos filipenses: Santo Epafrodito. Leiamos esta passagem, também bastante desconhecida:

Espero pelo menos, no Senhor Jesus, enviar-lhes em breve Timóteo , a fim de eu mesmo ser aliviado, recebendo notícias de vocês. Realmente não tenho ninguém que saiba como ele interessar-se de coração sincero pela situação de vocês: todos buscam seus próprios interesses, não os de Jesus Cristo. Mas ele, como vocês sabem, tem demonstrado isto: é como um filho junto do seu pai que ele serviu comigo à causa do Evangelho. Espero, pois, enviá-lo a vocês, logo que minha situação ficar decidida.

Aliás, tenho firme esperança no Senhor, de que em breve eu mesmo possa ir. Mas julgo necessário enviar a vocês Epafrodito, esse irmão que é meu companheiro de trabalho e de combate, e que vocês delegaram para socorrer minha pobreza. Pois ele tinha grande desejo de rever todos vocês e não tinha mais sossego pelo fato de vocês terem sabido da sua doença. É verdade que ele esteve doente e às portas da morte; mas Deus teve piedade dele, e não só dele, mas também de mim, não deixando que eu tivesse tristeza sobre tristeza.

Então, apresso-me a enviá-lo de volta a vocês, a fim de que, ao vê-lo, vocês retornem à alegria e eu próprio tenha menos sofrimento. Acolham-no, pois, no Senhor, com toda alegria, e tenham em grande estima pessoas como ele. Foi pela obra de Cristo que ele quase morreu, tendo arriscado a vida para suprir vocês no serviço que vocês mesmos não me podiam prestar.(Fl 2,19-30)

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
http://www.boletimpadrepelagio.org

OS "NÃO" DA IGREJA


Cardeal Antonelli: “Todos os ‘não’ da Igreja são função de um grande ‘Sim’ ”

Discorre no Fórum Internacional dos Jovens no dia da Anunciação

Por Roberta Sciamplicotti

ROMA, quinta-feira, 25 de março de 2010 (ZENIT.org). – Os “vetos” impostos pela Igreja são sempre função de um bem maior, advertiu o cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, ao discorrer no X Fórum Internacional dos Jovens nesta quinta-feira, ocasião da solenidade da Anunciação.

O evento, que ocorre de 24 a 28 de março, em Rocca di Papa, tem como tema “Aprender a amar”, e conta com a participação de delegados de 90 países dos cinco continentes.

Em sua homilia, o cardeal lembrou que, embora a cultura moderna reduza o amor “à emoção sexual e sentimental, desprovida de um projeto”, exaltando “a dimensão lúdica da relação sexual e empobrecendo sua dimensão relacional e negando aquela procriadora”, “segundo o projeto de Deus, a sexualidade está integrada ao amor verdadeiro, isto é, no empenho pelo bem das pessoas, da sociedade e da Igreja”.

“A Igreja não deprime a sexualidade, mas sim a exalta. Não a torna amarga com seus preceitos e proibições, mas a liberta da tirania do instinto, a preserva da degradação do vício, purifica-a e guarda do pecado, para que assim possa expressar todo seu significado e beleza”.

“Há normas morais, mas é preciso compreender seu significado e valor” – assinalou. “Os vetos servem para canalizar as energias em direção a um bem maior.” “Todos os ‘não’ são função de um grande ‘Sim’”.

“Na medida em que se percebe o significado e o valor das normas morais, cresce também a energia para observá-las, especialmente se acompanhadas de oração, da confissão e da Eucaristia”, “que alimentam nossa relação com o Senhor Jesus Cristo, aquele que nos comunica a graça do Espírito Santo”.

Aquele que “está intimamente convencido de ser amado pelo Senhor”, sublinhou o cardeal, “tem também o desejo de retribuir este amor, e se empenha sempre mais em cumprir a vontade de Deus”.

“Se, por vezes, não o consegue, reconhece humildemente sua condição de pecador e confia a si mesmo à misericórdia divina. Faz o bem que é capaz de fazer, e reza para compreender melhor o valor das normas morais e para ter força para realizar aquele bem do qual ainda não é capaz”.

Deste modo, “caminha na direção certa, e gradativamente seu amor se purifica, tornando-se cada vez mais belo e verdadeiro”.

A família, escola de amor e evangelização

Os homens, lembrou o cardeal Antonelli, “foram feitos não para a solidão, mas para a realização com os outros”.

“Fomos criados à imagem e semelhança do Deus uno e trino. Assim como as pessoas divinas vivem em perfeita comunhão de amor entre elas, também nós podemos ser felizes se nos comunicamos com os outros e com Deus no amor”.

O exemplo de amor por excelência, acrescentou, é aquele entre o homem e a mulher, porque “a relação de casal, quando autêntica, é imagem primordial e participação na vida divina”, constituindo “o modelo emblemático para sair do isolamento e entrar em comunhão com os demais”.

Em uma família autêntica, observou o purpurado, “o amor de desejo e o amor de doação fundem-se espontaneamente”.

“Todos consideram as outras pessoas como um recurso e uma vantagem para seu próprio bem; mas devemos, acima de tudo, considerá-las como um bem em si, como pessoas insubstituíveis, sem preço e com valor absoluto. Se há uma atenção preferencial, esta é pelos mais fracos: as crianças, os doentes, os deficientes, os idosos”.

“A família, instituição do dom e da comunhão, introduz até mesmo nos mercados um componente de gratuidade e solidariedade que lhe é necessário”.

O cardeal Antonelli destacou então que “não basta ser uma família socialmente respeitável; não basta nem mesmo ser uma família que frequenta a missa, se em seu dia-a-dia continua a pensar e agir de maneira secularizada”.

De fato, é preciso “manter uma relação viva e pessoal com o Senhor Jesus: orar, ouvir sua palavra”, para assim viver plenamente “a Eucaristia, a conversão permanente, a edificação recíproca, a abertura para o diálogo, o serviço ao próximo, o perdão recíproco, a fé encarnada nas relações e atividades cotidianas”.

Deste modo, “a família se torna sujeito de evangelização desde seu interior, em seu ambiente, na paróquia, na sociedade”.

O purpurado finalmente concluiu sua conferência convidando a imitar Maria, que “respondeu com seu amor, gratidão comovida e pronta obediência ao amor de Deus: Magnificat e Fiat”.

“Deus amou primeiro também a nós: nos criou, nos faz viver, nos doa as coisas e pessoas que constituem o nosso mundo; e doou-se a si mesmo em Jesus Cristo, que nos chama para a vida eterna”.

“Na medida em que nos convencemos de que somos amados, dispomos da alegria e da energia espiritual para obedecer às suas ordens”.

AINDA DO SITE DO PE.PELÁGIO CSsR


PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR

POR QUE NUNCA SE CASOU

Certo dia perguntaram ao ministro do exterior da França, Roberto Chamam, por que nunca se casou. Ele explicou:
- Há muito tempo, andando de metrô, pisei no pé de uma mulher. Antes que pudesse pedir desculpas, ela foi gritando:
- Seu idiota, você não olha onde pisa?
Só então ela olhou para mim, reconsiderou o que havia dito e exclamou:
- O senhor me desculpe. Pensei que fosse meu marido -
(Pierre Lefèvre, Aprendendo com a vida).

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! PENA DE MORTE

PADRE ANTÔNIO CÉSAR MOREIRA MIGUEL CSsR

A Igreja Católica e contra a Pena de Morte?

A Igreja e o evangelho são contra a pena de morte. E aqui vão as razões:

1ª- A tese da Igreja é de valorizar a vida de todos os seres humanos.

2ª - Não se freia a violência com mais violência. Está provado que em países onde se estabeleceu a pena de morte não diminui o crime. ao contrário a criminalidade aumentou.

3ª - Nós cristãos acreditamos que o ser humano, guiado pela graça de Deus, tem condição de vencer o mal. Portanto, acreditamos na conversão das pessoas e sabemos que essa é a vontade de Deus: que nos convertamos e tenhamos a vida.

4ª - Acreditamos na responsabilidade que nós temos em relação aos outros. Quando alguém comete um crime, a culpa é também de todos porque não se deu a essa pessoa as condições de viver reta e dignamente.

Por fim, não concordamos que a questão de colocar a pena de morte na lei brasileira se faça por meio de plebiscito. As pessoas vão votar levadas por sentimentos e estariam, sendo convencidas por falsos argumentos.

A saída é combater as causas da violência, valorizar a prática da lei, fortalecer a família, criar senso de cidadania, refazer o poder judiciário. Enfim, renovar a sociedade brasileira! Fazer isso é bem mais custoso e demorado que simplesmente aprovar a pena de morte, que não é solução.


DO LIVRO:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE-VOLUMES 1 E 2
EDITORA SANTUÁRIO
Pe. César Moreira, C. Ss. R.
http://www.redemptor.com.br

“Participando do holocausto”! - 45

Pe Luiz Carlos de Oliveira CSsR

A vida cotidiana é um sofrimento contínuo. Jó dizia que a vida do homem na terra era uma batalha (Jo 7,1). Não é nada fácil levar adiante os dias da vida e vê-los terminar em situações sempre mais complicadas. Comumente se ouve dizer que o Inferno é aqui mesmo, pois os sofrimentos já pagam o mal. As pessoas nascem com um destino ou são marcadas para sofrer? Ou pior ainda quando dizemos que nos fizeram mal. Qual é o valor de todos estes sofrimentos?

O problema do mal e do sofrimento acompanha toda a reflexão filosófica e teológica de todos os tempos. Sempre se procuram soluções e explicações, rituais e magias para aliviar a vida das pessoas. Também não tenho explicações. Vemos como o próprio Jesus passou por tudo o que passamos, com diz a carta aos Hebreus, menos o pecado (Hb 4,15). Dizemos que os sofrimentos são fruto do pecado. Ainda há gente que ousa dizer que pagamos pelos antepassados. Cada um é responsável pelo mal que faz. Mas os sofrimentos não são mandados por Deus, porque Ele ama seus filhos e os quer todos felizes. Os males existentes são frutos de nosso mundo. Devemos procurar as causas e não jogar nas costas de Deus.

O sofrimento existe. Jesus, no auge de sua dor colocava tudo na vontade do Pai, como foi o caso de sua agonia no horto e na Paixão (Lc 22,42). Isso significa que, mesmo na sua angústia, Ele continuaria fazendo como Deus quer, amando e se entregando pela vida do mundo. Nossa vida dedicada ao que nos é proposto, é a resposta ao sofrimento.

Existe o termo Holocausto, designando o massacre de multidões de judeus, cristãos, ciganos e outros que queriam eliminar. Holocausto também significa uma oferenda pessoal a Deus por um causa. É uma oferta amorosa mesmo na dor, continuar amando e acolhendo os sofrimentos, deixando-se consumir pelo amor de Deus, qualquer que seja a situação em que se viva. Claro que não é uma resignação absurda querendo o sofrimento e o mal. Mas em uma procura de vida plena, na pessoa não pode perder-se nem se desorientar quando os males são grandes. Naquela situação continuar ligado a Deus e aos irmãos pelo amor. O amor consome estes males e torna-os sacrifício a Deus. Os males terminam? Não! Ou podem terminar. Mas tomam sentido de vida. Deus não quer os males que sofremos, mas se sofremos, quer que vivamos este sofrimento unidos a Ele. Este sofrimento pode se tornar Redentor na medida em que o “oferecemos” pelos outros. Podemos explicar assim: o amor com que vivo esta situação será expandido e fará bem a todos. Ninguém sofre no lugar de ninguém. O que podemos fazer, como Jesus, é mostrar que Deus continua amando a mim e aos outros, nas situações difíceis.

Artigo nº 45(22.01.02)