CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR

Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA! ...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!

ATUALIZAÇÃO



Em breve atualizaremos essa página.
Por enquanto, para acompanhar as atividades da UNESER, acesse nosso site: www.uneser.com.br

Agradecidos
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II ENESER VIRTUAL
Dias 23, 24 e 25 de julho de 2021

II ERESER SACRAMENTO
Dias 28 e29de agosto de 2021






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1 de junho de 2014

Ascenção do Senhor


A presença de Jesus foi e será sempre o apoio àqueles que assumirem a missão de levar a mensagem do Evangelho, a tarefa de serem seus discípulos missionários.

Pe. Geraldo Rodrigues, CSsR

Mensagem para o mês de junho


CORAÇÃO ABERTO PARA TODOS

“Vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas, mas um soldado lhe atravessou o lado com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água.” É o que nos diz João (19,33-34).  O texto sempre chamou a atenção dos comentaristas, que ali viam o símbolo do nascimento da Igreja, nova Eva que nasce do coração de Jesus.
Nessa mesma linha de ideias, podemos pensar que o coração rasgado pela lança é o coração aberto para nos acolher a todos, para fazer de nós a comunidade fraterna de discípulos. Se assim é, então, só podemos fazer parte dessa comunidade se nos deixamos acolher e conquistar pelo amor de Cristo. Esse amor é que nos transforma e salva, sacia nossa fome e nossa sede de união, paz e felicidade. Só podemos amar o próximo como devemos, se nos deixamos amar pelo amor encarnado do Filho de Deus.

Pe. Flávio Cavalca de Castro, CSsR



27 de abril de 2014

Domingo da Divina Misericórdia



20 de abril de 2014

Evangelho do dia 20/04/14 - Domingo de Páscoa

A ressurreição de Cristo...
mostra-nos a justiça de Deus;
confirma-nos na fé;
alimenta e sustenta nossa esperança;
realiza o mistério da Redenção!


RecadinhoEm meio às tempestades da vida você busca fortalecer a fé em Cristo ressuscitado? 
Quando sente que em sua vida tudo parece escuro, qual a primeira atitude que toma? 
Você busca sempre partilhar alegrias e esperanças, angústias e dores? 
Como você acolhe os que o procuram buscando uma amizade sincera? 
Faça um ato de fé na Ressurreição de Cristo.
Pe. Geraldo Rodrigues, CSsR

18 de abril de 2014

Evangelho do dia 18/04/14 - Sexta-Feira Santa


Olhemos para a cruz... 
Ele, silencioso. 
O Todo Poderoso ali quieto. 
Saibamos escutá-lo. 
Escute-O. 
Ao lado do crucificado há mais alguém! 
Peça ajuda de Nossa Senhora, aquela que de cruz entende e muito! 
Ave, Maria!
RecadinhoMorremos aos poucos.... cada dia! 
Mas é morte que nos leva à Ressurreição! 
Deve ser, então, confortadora, compensadora, a caminho da felicidade plena!


17 de abril de 2014

Mistério Pascal

No tempo pascal, certamente você irá se deparar com esta expressão "Mistério pascal".
Nessa expressão está a essência da nossa fé cristã
O que significa "Mistério"?
Aqui a palavra 'mistério' tem o sentido de iniciação ou de introdução. Imagine um adulto não batizado, que deseja ser cristão. Ela precisa não só ter umas aulas de catequismo, mas também passar por uma experiência pessoal de encontro de fé com Jesus, de conhecimento de seu Evangelho e de participação gradativa na comunidade cristá. É todo um processo de introdução na vivência cristã, para tornar-se católico consciente e ativo. Pois bem, esse caminho de ingresso na fé cristã, que será celebrado com  Batismo, a Crisma e a Eucaristia, é chamado de 'mistério'. Por isso, esses três sinais são denominados Sacramentos da Iniciação cristã.
E qual é o sentido da palavra "Pascal"?
Ela se refere a Jesus e aos acontecimentos finais da sua vida: sua paixão, morte, ressurreição e ascensão. Jesus é introduzido no sofrimento humano ara libertá-lo da sua dependência do poder do mal e da morte, através de sua Ressurreição. Esta é a nossa Páscoa! E Jesus nos oferece a possibilidade de sermos introduzidos em sua Páscoa e dela participar, para sermos também libertados da escravidão do pecado e da morte. Eis o Mistério pascal: o caminho pascal de Jesus torna-se o caminho pascal do cristão.
Mistério Pascal: Nós em Jesus e Jesus em nós
Esse Mistério pascal é um dom do Pai para cada pessoa e para toda a humanidade, como fonte de libertação e como experiência de comunhão, ainda que sob o véu dos sinais sacramentais. Assim, pela invocação do Espírito Santo, as celebrações litúrgicas nos fazem participar dos fatos passados, e atualizam sobre nós a mesma graça redentora que se derramou sobre Maria Santíssima, sobre os apóstolos e os primeiros discípulos de Jesus: O Batismo nos faz filhos adotivos do Pai, a Crisma nos dá o Espírito Santo e a Eucaristia nos mantém em comum união com Jesus e com os irmãos.
Se alguém vier lhe perguntar o que é Mistério pascal, pode resumir tudo o que refletimos acima, respondendo com alegria: Mistério pascal é a vida de Jesus Ressuscitado em mim e a minha vida em Jesus Ressuscitado!

Fonte: A12

Quinta-Feira Santa - Vivências no Youtube

O ser humano, batizado, sabe que terá a vida eterna...
se estiver gastando sua vida para o bem dos outros,
se estiver “lavando os pés” do próximo,
se estiver, como os antigos escravos, sempre servindo...
através de seu amor desinteressado, sincero.





4 de abril de 2014

Primeira Sexta-Feira do mês


O SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS.
 

            A Primeira Sexta-feira de cada Mês.
           
           
            INTRODUÇÃO.
 
         Como conseqüência das aparições de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque no mosteiro de Paray-le-Monial a partir de 1673, este culto teve um incremento notável e adquiriu a sua feição hoje conhecida. Nenhuma outra comunicação divina, fora as da Sagrada Escritura, receberam tantas aprovações e estímulos da parte do Magistério da Igreja como esta.
         Entre os documentos mestres nesta matéria encontramos a encíclica de Pio XII, “Haurietis aquas”, de 15 de Maio de 1956. Pio XII salienta que é o próprio Jesus que toma a iniciativa de nos apresentar o Seu Coração como fonte de restauração e de paz:
            “Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mt. 11, 28-30)

         Não é por acaso que as aparições a Santa Margarida Maria deram-se num momento crucial em que se pretendia afirmar secularização e que a devoção ao Sagrado Coração apareceu sempre como o mais característico de todos os movimentos que resistiram à descristianização da sociedade moderna.
 
A GRANDE REVELAÇÃO.
 
         A chamada Grande Revelação foi feita a Margarida Maria durante a oitava da festa do Corpus Domini (Corpus Christi) de 1675.
 
         Mostrando o seu Coração divino, Jesus confiou à Santa:

        
“Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar seu amor. Como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelas suas irreverências, sacrilégios, e pela tibieza e desprezo que têm para comigo na Eucaristia. Entretanto, o que Me é mais sensível é que há corações consagrados que agem assim. Por isto te peço que a primeira sexta-feira após a oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa particular para  honrar Meu Coração, comungando neste dia, e O reparando pelos insultos que recebeu durante o tempo em que foi exposto sobre os altares”.
        
“Prometo-te que Meu Coração se dilatará para derramar os influxos de Seu amor divino sobre aqueles que Lhe prestarem esta honra”.

         Jesus apareceu-lhe numerosas vezes de 1673 até 1675. Dos seus colóquios com Nosso Senhor distinguem-se classicamente 12 promessas. Eis alguns extratos da Mensagem do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria. (10)

            “Os fiéis acharão, pelo intermédio desta devoção amável, todos os socorros necessários ao seu estado, ou seja, a paz nas suas família, o alívio nos seus trabalhos, as bênçãos do Céu em todas as suas empresas, a consolação nas suas misérias, e é propriamente neste sagrado Coração que alcançarão um lugar de refúgio durante toda a vida e principalmente na hora da sua morte”.

         “O Meu divino Salvador fez-me compreender que aqueles que trabalham pela salvação das almas encontrarão a arte de comover os corações mais empedernidos e trabalharão com um êxito maravilhoso se eles mesmos estiverem penetrados de uma terna devoção ao divino Coração”.

         “Asseverando-Me que Ele recebia um contentamento singular em ser honrado sob a figura deste Coração de carne, cuja imagem desejava fosse exibida em público, com a finalidade – acrescentou – de tocar por seu intermédio o coração insensível dos homens; prometendo-me que derramaria em abundância todos os dons que possui em plenitude sobre todos aqueles que O honrassem; e que em todo lugar em que esta imagem fosse ostentada para ser objeto de especial honra ela atrairia toda sorte de bênçãos”.

         “Sinto-me totalmente imersa neste divino Coração; (...) estou como num abismo sem fundo onde Ele me revela os tesouros de amor e de graça que concede às pessoas que se consagram e sacrificam para lhe render e alcançar toda a honra, amor e glória de que são capazes”.

            “Confirmou-me o contentamento que recebe em ser amado, conhecido e venerado pelas suas criaturas e tão grande que prometeu-me que todos aqueles que Lhe sejam devotados e consagrados não morrerão jamais”.

            “Numa sexta-feira, durante a Sagrada Comunhão, disse estas palavras à sua indigna escrava: “Prometo-te, na excessiva misericórdia do meu Coração, que o seu amor onipotente obterá a todos aqueles que comunguem nove primeiras sextas-feiras do mês seguidas a graça da penitência final, que não morrerão na minha desgraça, sem receber os seus sacramentos e que o Meu divino Coração será o seu refúgio assegurado no último momento”. “Nada temas, Eu reinarei apesar dos meus inimigos e de todos aqueles que procurarão opor-se”.

            “Este amável Coração reinará, apesar de Satanás. Isto me arrebata de alegria.” “Afinal reinará, este amável Coração, apesar de todos os que se quererão opor. Satã e todos os seus seguidores serão confundidos”.
 
 
 
 AS DOZE PROMESSAS DO SAGRADO CORAÇÃO.
 
A SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE.
  1. A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração.
  2. Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
  3. Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.
  4. Eu os consolarei em todas as suas aflições.
  5. Serei seu refúgio seguro na vida, e principalmente
    na hora da morte.
  6. Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.
  7. Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias.
  8. As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção.
  9. As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.
  10. Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos.
  11. As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração.
  12. A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.

7 de março de 2014

Primeira Sexta-Feira do Mês



Para quem não conhece, seguem as 12 promessas que Jesus fez a Santa Margarida Alacoque para todos os que são devotos do Seu Sacratissimo Coração:
1ª Promessa: “A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração”.

2ª Promessa: “Eu darei aos devotos de meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.” 

3ª Promessa: “Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias”.

4ª Promessa: “Eu os consolarei em todas as suas aflições”.

5ª Promessa: “Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte”.

6ª Promessa: “Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhose empreendimentos”.

7ª Promessa: “Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias”.

8ª Promessa: “As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção”.

9ª Promessa: “As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição".

10ª Promessa: “Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos”.

11ª Promessa: "As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no meu Coração”. 

12ª Promessa: “A todos os que comunguem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.

Esta última promessa é a denominada de "A grande promessa" ... Jesus disse assim a Santa Margarida Maria:“Eu te prometo, na excessiva misericórdia de meu Coração, que meu amor onipotente concederá a todos os que comungarem durante nove primeiras sextas-feiras do mês seguidas a graça da penitência final: não hão de morrer em minha desgraça, nem sem receber os sacramentos, servindo-lhes meu Coração de asilo seguro naquela última hora”. Esta promessa foi feita numa sexta-feira de maio de 1688 durante a comunhão, na missa.  Sabemos que é uma graça muito grande receber o sacramento da unção dos enfermos nos momentos finais da vida.  Mas, não é tão simples assim, é preciso cumprir algumas condições para fazer valer a grande promessa e o cumprimento destas condições, na verdade, são um exercício de conversão. 
A comunhão deverá ser feita durante nove primeiras sextas-feiras seguidas sem faltar. Caso falte em uma, deverá começar outra vez. A comunhão deve ser feita em estado de graça. Para isso deve-se  fazer uma boa confissão antes de comungar, todos os meses. Deveremos receber a Eucaristia com a intenção de cumprir a novena e de honrar o Sagrado Coração de Jesus. Uma última condição importante é o propósito de perseverar na graça de esforçar-se para não pecar.
Percebe que o periodo desta novena, isto é, nove meses é  o tempo que uma criança leva para nascer, então, é o tempo em  que cada um de nós, devotos do Sagrado Coração, nasceremos novamente, renovados pela força da confissão mensal coroada pela Eucarisita em honra ao Sagrado Coração de Jesus!
Não vamos desperdiçar tantas graças, queridos irmãos, e vamos logo em busca desta consagração e devoção ao Sagrado Coração de Jesus!

PAZ!

21 de fevereiro de 2014

Consistório ?


Do latim con, que significa junto e, sistere, que significa parar ou ficar firme surge a palavraconsistorium que literalmente poderíamos traduzir como “ficar junto” e, na época da Roma imperial, significava “Local de reunião do conselho imperial”. Mais tarde essa mesma palavra passou a designar a reunião do Papa com seus próprios conselheiros, o clero de Roma, chamados cardeais. Colocando de maneira simples, o consistório nada mais é que a reunião dos cardeais com o Papa.
 
COM + SISTERE = CONSISTORIUM
(Local de reunião do conselho Imperial)
Para entender melhor porque acontecem essas reuniões é importante olhar a história da Igreja e ver como evoluiu a relação do Papa com os demais membros do seu presbitério e o clero do mundo inteiro. Desde os tempos mais antigos da cristandade os papas conversavam com o seu presbitério sobre as questões importantes de serem tratadas na Igreja. Como exemplo disso podemos ver como o Papa Cornélio, no século terceiro, conversa com San Cipriano antes de aceitar a reconciliação de três cismáticos, ou ainda o caso do Papa Siricio que, no final do século 4, condenou a heresia de Joviniano somente depois de consultar o seu presbitério.
Além de consultar com frequência o seu clero, o Papa presidia vários concílios que eram realizados em Roma, onde participavam os cardeais mais os bispos de outras regiões da Itália e também bispos de outras partes do mundo que estavam em Roma na época do Concílio. Os concílios então são diferentes dos consistórios, porque nestes só participam os cardeais enquanto naqueles participam bispos também de outras regiões.
Foto de: Agência Ecclesia
No Consistório de novembro de 2012, Bento XVI
criou seis novos Cardeais.

 
No entanto, com o aumento das questões que precisavam ser abordadas, ficou mais difícil organizar concílios (pela dificuldade de reunir bispos que não residiam em Roma) e o papa passou a tratar esses assuntos mais exclusivamente com o seu clero, ou seja, os cardeais, nos consistórios.
Até o século XV os consistórios continuaram atuando como conselho supremo dos papas. Porém as questões a serem tratadas nessas reuniões não paravam de aumentar e terminaram diminuindo a importância dos consistórios, o que numa primeira impressão pode parecer uma contradição, já que com o aumento dos temas, se esperaria naturalmente o aumento também do número de consistórios. O que, então, aconteceu?
A solução para que se pudesse tratar de todos os assuntos foi a criação de congregações, que são comitês particulares de cardeais que tratavam de temas específicos. Hoje em dia existem várias congregações como a congregação para a doutrina da fé, a congregação para o clero ou ainda a congregação para a evangelização dos povos. As congregações já não são exclusivamente compostas por cardeais mas continuam com a missão de ajudar o Papa no governo da Igreja. Com o aparecimento das congregações, os consistórios passaram a ser cada vez menos frequentes, mas nunca deixaram de acontecer.
 
Presbitério significa “membros do clero”, ou seja, diáconos, presbíteros e bispos.  
O presbitério do Papa é o clero de Roma, porque o papa é o Bispo de Roma.
Hoje em dia existem os consistórios ordinários, onde estão presentes os cardeais de Roma e os cardeais que estão em Roma na época da reunião e os consistórios extraordinários, nos quais são convocados cardeais de várias partes do mundo e até sacerdotes convidados. Normalmente nos consistórios se dialoga sobre a situação atual da Igreja, falam sobre algum tema específico importante na Igreja atual, se discutem a causa de canonização dos santos e se criam novos cardeais.
No próximo dia 22 de Fevereiro de 2014 se realizará o primeiro consistório para a criação de novos cardeais convocado pelo papa Francisco. Nos dias 20 e 21 se discutirá sobre o tema da família em preparação para o Sínodo dos Bispos que acontece nos dias 5 a 19 de Outubro. No dia 23 o Papa presidirá uma Missa com a concelebração dos novos cardeais.
Conheça os novos cardeais, entre eles o brasileiro Dom Orani João Tempesta, O.Cist., arcebispo do Rio de Janeiro (Brasil).
1 – Dom Pietro Parolin, secretário de Estado.
2 – Dom Lorenzo Baldisseri, secretário geral do Sínodo dos Bispos.
3 – Dom Gerhard Ludwig Muller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
4 – Dom Beniamino Stella, prefeito da Congregação per o Clero.
5 – Dom Vincent Nichols, arcebispo de Westminster (Grã Bretanha).
6 – Dom Leopoldo José Brenes Solórzano, arcebispo de Manágua (Nicarágua).
7 – Dom Gérald Cyprien Lacroix, arcebispo de Québec (Canadá).
8 – Dom Jean-Pierre Kutwa, arcebispo de Abidjã (Costa do Marfim).
9 – Dom Orani João Tempesta, O.Cist., arcebispo do Rio de Janeiro (Brasil).
10 – Dom Gualtiero Bassetti, arcebispo de Perúgia-Città della Pieve (Itália).
11 – Dom Mario Aurelio Poli, arcebispo de Buenos Aires (Argentina).
12 – Dom Andrew Yeom Soo jung, arcebispo de Seoul (Coreia).
13 – Dom Ricardo Ezzati Andrello, S.D.B., arcebispo de Santiago do Chile (Chile).
14 – Dom Philippe N. Ouédraogo, arcebispo de Ouagadougou (Burquina Faso).
15 – Dom Orlando B. Quevedo, O.M.I., arcebispo de Cotabato (Filipinas).
16 – Dom Chibly Langlois, bispo de Les Cayes (Haiti).
17 – Dom Loris Francesco Capovilla, arcebispo emérito de Mesembria.
18 – Dom Fernando Sebastián Aguilar, C.M.F., arcebispo emérito de Pamplona.
19 – Dom Kelvin Edward Felix, arcebispo emérito de Castries

7 de fevereiro de 2014

Primeira Sexta-feira do mês


sagrado-coracao-de-jesus-12-promessas
Sagrado Coração de Jesus



A Grande Promessa das 9 primeiras sexta-feiras do mês

Esta Grande Promessa trata-se apenas de uma das “12 Promessas” de Jesus aos devotos de Seu Sagrado Coração:
“Eu prometo, na excessiva misericórdia do meu Coração, que meu amor todo-poderoso concederá a todos aqueles que comungarem, em nove primeiras sextas-feiras do mês seguidas, a graça da penitência final, que não morrerão na minha desgraça, nem sem receberem seus sacramentos e que o meu divino Coração será o seu asilo seguro no último momento.”
Para merecer a graça da Grande Promessa, é necessário:
1. Receber a Santa Comunhão na primeira sexta-feira de cada mês, por nove meses seguidos.
2. Para comungar é INDISPENSÁVEL estar na graça de Deus.
3. Quem tiver pecado grave, deve fazer uma boa confissão, antes de comungar. O dever da CONFISSÃO é uma lei grave da Igreja, ainda hoje em vigor.
A consagração do dia da primeira sexta-feira de cada mês deve ser preparada, de véspera, pelo piedoso exercício da “Hora Santa”, prática revelada por Jesus a Santa Margarida Maria:

“E para me acompanharem na humilde oração que eu apresentei a meu Pai, no meio de todas as minhas angústias, todas as quintas-feiras levantar-te-ás, entre as onze horas e a meia noite, para comigo te prostrares durante uma hora, com o rosto em terra, assim para aplacar a ira divina, pedindo misericórdia para com os pecadores, como para adoçar, de alguma maneira, a amargura que eu sentia com o desamparo em que me deixavam meus apóstolos, o qual me obrigou a lançar-lhes em rosto o não terem podido velar uma hora comigo.”
  • Darei a eles as graças necessárias ao seu estado.
  • Levarei socorro às famílias que se encontram em dificuldades e instaurarei a paz nas famílias divididas.
  • Os consolarei nas suas aflições.
  • Serei seu seguro refúgio em vida e especialmente na hora da morte.
  • Espalharei abundantes bençãos sobre todas as suas obras.
  • Os pecadores encontrarão no Meu Coração a fonte e o oceano da Misericórdia.
  • As almas mornas se tornarão fervorosas.
  • As almas fervorosas alcançarão em breve grande perfeição.
  • Abençoarei os lugares onde a imagem do meu Sagrado Coração for exposta e honrada.
  • A todos aqueles que trabalharem pela salvação das almas darei o dom de comover os corações mais endurecidos.
  • O nome daqueles que propagarem a devoção ao Meu Sagrado Coração será escrito no Meu Coração e não será nunca esquecido.
Eu te prometo, no excesso da Misericórdia do Meu Coração, que o Meu Amor Onipotente concederá a todos aqueles que comungarem na primeira sexta-feira do mês, por nove meses consecutivos, a graça da penitência final. Esses não morrerão em minha desgraça, nem sem receber os Sacramentos, e o Meu Coração será o seu abrigo seguro naquela hora extrema.

ORAÇÕES PARA AS NOVE PRIMEIRAS SEXTAS-FEIRAS

Oração Final para todas as Sextas-feiras
Jesus meu, vos dou meu coração…, Consagro-vos toda minha vida…, em vossas mãos ponho a eterna sorte de minha alma… e vos peço a graça especial de fazer minhas nove primeiras sextas-feiras com todas as disposições necessárias para ser participante da maior de vossas promessas, a fim de ter o destino de voltar um dia a ver-vos no céu. Amém.

Primeira Sexta-Feira: Eu te prometo, na excessiva misericórdia de meu coração, que meu amor onipotente concederá a todos os que comunguem nas primeiras sextas-feiras de mês, durante nove meses consecutivos, a graça da penitência final, e que não morram em minha desgraça, nem sem receber os Santos Sacramentos, assegurando-lhes minha assistência na hora final.
Oh! bom Jesus, que prometestes assistir em vida, e especialmente na hora da morte, a quem invoque com confiança vosso Divino Coração! Vos ofereço a comunhão do presente dia, a fim de obter por intercessão de Maria Santíssima, vossa Mãe, a graça de poder fazer este ano as nove primeiras sextas-feiras que devem ajudar-me a merecer o céu e alcançar una santa morte. Amém.

Segunda Sexta-Feira: Lhes darei todas as graças necessárias a seu estado.
Jesus misericordioso, que prometestes, a quantos invoquem confiantes vosso Sagrado Coração, dar-lhes as graças necessárias a seu estado: vos ofereço minha comunhão do presente dia para alcançar, pelos méritos e intercessão de vosso Coração Sacratíssimo, a graça de uma terna, profunda e inquebrantável devoção a Virgem Maria.
Sendo constante em invocar a valiosa providencia de Maria, Ela me alcançará o amor a Deus, o comprimento fiel de meus deveres e a perseverança final. Amém.

Terceira Sexta-Feira: Porei paz nas famílias.
Abençoarei os lugares donde se venera a imagem de meu coração.
Jesus amantíssimo, que prometestes abençoar as casas onde se venera a imagem de vosso Sagrado Coração, eu quero que ela reine em meu lar; vos ofereço a comunhão do presente dia para alcançar por vossos méritos e pela intercessão de vossa Santa Mãe que todos e cada um dos membros de minha família conheçam seus deveres; os cumpram fielmente e consigam entrar no céu, com as mãos repletas de boas obras.
Oh! Jesus, que vos empenhais em tirar de nossos lares as discussões, as enfermidades e a miséria!
Fazei que, nossa vida seja uma não interrompida ação de graças por tantos benefícios. Amém.

Quarta Sexta-Feira: Serei seu consolo em todas as tribulações.
Jesus meu, que prometestes consolo a quantos a Vós recorram em suas tribulações: vos ofereço minha comunhão do presente dia para alcançar de vosso Sagrado Coração e do Coração Imaculado de vossa Mãe Santíssima a graça de vir ao Sacrário a pedir força e consolo quantas vezes me visitem as penas.
Oh! Jesus, oh! Maria, consolai e salvai aos que sofrem!
Fazei que nenhuma de suas dores os perda para o céu! Amém.

Quinta Sexta-Feira: Derramarei copiosas benções em todas as suas empresas.
Jesus meu, que prometestes abençoar os trabalhos de quantos invoquem confiantes vosso Divino Coração: vos ofereço a comunhão do presente dia para alcançar por vossa Santíssima Mãe a graça de que abençoe meus estudos…, minhas provas…, meu trabalho…, e todos os trabalhos de minha vida.
Renovo o inquebrantável propósito de oferecer-vos cada manhã ao levantar-me, e por intermédio da Santíssima Virgem, as obras e trabalhos do dia…, e de trabalhar com empenho e constância para engrandecer-vos e alcançar em recompensa o céu. Amém.

Sexta Sexta-Feira: Os pecadores acharão em meu coração um oceano de misericórdia.
Sagrado Coração de Jesus, sempre aberto aos pecadores arrependidos: vos ofereço a comunhão do presente dia para alcançar por vossos méritos infinitos e pelos de vossa Santíssima Mãe a conversão de quantos trilham o caminho do mal.
Vos suplico, bom Jesus!, inundeis os seus corações de uma grande dor de haver-vos ofendido. Fazei que vos conheçam e vos amem.
Dispensai-me a graça de amar-vos mais e mais e em todos os instantes de minha vida, para consolar-vos e reparar a ingratidão de quem vos tem esquecido. Amém.

Sétima Sexta-Feira: As almas tíbias acharão fervor. As almas fervorosas chegarão logo a perfeição.
Sem vosso auxilio, Jesus meu, não podemos avançar no caminho do bem.
Senhor, por intermédio da Virgem Maria, vos ofereço a comunhão deste dia para que aviveis em minha alma o amor a vosso Coração Sagrado e concedais este amor a quantos não o sentem.
Ajudado de vossa divina graça lutarei, Senhor, para que cada semana…, cada mês…, avance um pouco na virtude que mais necessito. Amém.

Oitava Sexta-Feira: Darei a quantos trabalham pela salvação das almas o dom de abrandar os corações mais endurecidos.
Sagrado Coração de Jesus, que prometestes inspirar aos que trabalham pela salvação das almas aquelas palavras que consolam, comovem e convertem os corações; vos ofereço minha comunhão de hoje para alcançar, mediante a intercessão de Maria Santíssima, a graça de saber consolar aos que sofrem e a graça de voltar a Vós, Senhor, aos que vos tem abandonado.
Doce Salvador meu, concedei-me e ajudai-me a salvar almas!
São tantos e tantos os desgraçados que empurram aos demais pelo caminho do vicio e do inferno!
Fazei , Senhor, que empenhe toda minha vida em fazer melhores aos que me rodeiam e em levá-los comigo ao céu. Amém.

Nona Primeira Sexta-Feira: Guardarei recordação eterna de quanto uma alma haja feito para a maior glória de meu coração. Os que propaguem esta devoção terão seu nome escrito em meu coração, de onde não será apagado.
Vos ofereço, Jesus meu, a comunhão do presente dia para alcançar a graça de saber infundir na alma de quantos me rodeiam ilimitada confiança em vosso Coração Divino.
Dai-me quanto necessito para levar a Vós aos que lutam…, aos que choram…, aos caídos…, aos moribundos… e dignai-vos, oh! Jesus!, escrever hoje meu nome em vosso Coração e dizer aos anjos que rodeiam vosso Tabernáculo:  ”Este nome é o de um devoto que, amando-me muito, quer consolar-me do esquecimento e ingratidão de tantos homens.” Amém.

Fonte: http://paroquiasantoagostinhorj.com.br/a-grande-promessa.html

30 de novembro de 2013

Todos os Santos da Ordem Franciscana







Santos canonizados da primeira ordem, 110; Santas canonizadas da segunda ordem, 9; Santos e Santas canonizados da terceira ordem regular e secular, 53; Religiosos da primeira ordem beatificados, 161; Religiosas da segunda ordem beatificadas, 34; da terceira ordem regular e secular, 95 beatificados. Total de membros das ordens franciscanas canonizados e beatificados, no fim do milênio, 482.

No aniversário da aprovação da regra de São Francisco Honório III, no dia 29 de novembro de 1223. A ordem franciscana recolhe-se em oração festiva para contemplar a grandiosa árvore de santidade nascida daquele livrinho que Francisco dizia ter recebido do próprio Jesus e constituía a “medula do Evangelho”.

Era esse precisamente o projeto de vida e o carisma do pobrezinho: ser sal da terra e luz do mundo, fazer reviver na Igreja o Evangelho em sua pureza, ou seja, apresentar perante os homens a vida de Cristo em todas as suas dimensões: desde a pobreza ao zelo pela salvação de todos, do anúncio da Boa Nova ao sacrifício da cruz.

Quem poderia contar a imensa multidão de Santos, Beatos, Veneráveis e Servos de Deus – se quisermos utilizar esta terminologia canônica – ou melhor ainda, de todos os irmãos e irmãs, sem nome e sem rosto, que nos limites da sua fragilidade viveram a perfeição evangélica, fazendo da regra franciscana a norma da sua vida? É um imenso capital de santidade e de amor, muitas vezes desconhecido, outras vezes esquecido, quando não mesmo desprezado pelo mundo! O bem dá menos nas vistas do que o mal; no entanto, a história do bem, tantas vezes anônima e despercebida, tem escrito o nome e o rosto de Cristo. É essa história que impede o mundo de cair no desespero e fecunda as atividades da Igreja.

São Francisco disse um dia aos irmãos, numa explosão de alegria: “Caríssimos, consolai-vos e alegrai-vos no Senhor! Não vos deixeis entristecer pelo fato de serem poucos, nem vos assusteis da minha simplicidade nem da vossa, pois o Senhor me revelou que há de fazer de nós uma inumerável multidão e nos propagará até os confins do mundo. Ele me mostrou um grande número de pessoas a vir ter conosco, com o desejo de viverem segundo a nossa regra. Ainda me parece ouvir o ruído dos seus passos! Enchiam diversos caminhos, vindos de todas as nações: eram franceses, espanhóis, alemães, ingleses, uma turba imensa de várias outras línguas e nações”.

Ao ouvirem estas palavras, uma santa alegria se apoderou dos irmãos, pela graça que Deus concedia ao seu Santo. T


14 de novembro de 2013

COMUNIDADE DE COMUNIDADES: UMA NOVA PARÓQUIA (II)


  COMUNIDADE DE COMUNIDADES: UMA NOVA PARÓQUIA (II)
 
Perspectiva Teológica
 


A abordagem desta Ficha recai sobre o Capítulo 2: Perspectiva Teológica, do Estudo 104 da CNBB - “Comunidade de Comunidades: Uma nova Paróquia”, que apresenta as concepções teológicas sobre a comunidade e a paróquia. A ideia principal é resgatar a noção eclesiológica da “Domus Eclesiae” (Igreja Doméstica) dos tempos apostólicos, onde os cristãos se reuniam para professar a fé, ouvindo e celebrando a Palavra, vivendo a caridade e orando, a partir dos ensinamentos de Jesus.

1. A Igreja Doméstica: No cristianismo nascente, os discípulos se reuniam nas casas daqueles que os acolhiam para a partilha da palavra e fração do pão, formando as primeiras comunidades cristãs. Paulo, em sua peregrinação no Mediterrâneo, formou comunidades cristãs que ele designou de Igrejas Domésticas. Não eram identificadas pelo prédio ‘igreja’ - como espaço para o culto - tal qual hoje conhecemos, mas pela existência de grupos de cristãos que viviam relações interpessoais da comunhão de fé.

2. O surgimento das paróquias: Com a centralização das lideranças em Roma e o crescimento do número de cristãos, a Igreja Doméstica foi sendo substituída por assembleias cada vez mais numerosas e anônimas, que celebravam o culto em lugares específicos para esta finalidade. O reconhecimento do cristianismo como religião oficial, no século IV, fez com que a Diocese e o Bispo se tornassem as principais referências eclesiais e responsáveis pela expansão das comunidades dirigidas pelos Presbíteros, numa estrutura organizacional muito semelhante a que conhecemos hoje como Paróquia. Durante a Idade Média, predominaram as catedrais, as igrejas ligadas aos mosteiros e as pequenas igrejas dos vilarejos nas quais aconteciam as funções religiosas, e a missão se caracterizava, essencialmente, na construção de novas igrejas para reunir os cristãos. O Concílio de Trento (séc. XVI) determinou a ereção de novas Paróquias para atender ao crescimento populacional, segundo o principio da territorialidade, modelo que, substancialmente, ainda subsiste, e, no período que antecede a era industrial, a Paróquia abarcava a sociedade local como comunidade territorial, para atender as famílias. No Código de Direito Canônico (CDC) de 1917, a Paróquia é definida como a menor circunscrição local, pastoral e administrativa, porém, no novo CDC (1983), ela é a comunidade de fiéis, constituída de maneira estável e confiada a um Pároco, como seu pastor.

3. A paróquia no Concilio Vaticano II: Embora  este Concílio não tenha produzido nenhum texto específico sobre a Paróquia, ele traz uma importante colocação a partir da Lumen Gentium, sobre ‘A Igreja Particular’ que explicita o seguinte: “Esta Igreja de Cristo está verdadeiramente presente em todas as legítimas comunidades locais de fiéis, que unidas com seus pastores, são também elas, no Novo Testamento, chamadas de igrejas”.
A Igreja Particular se caracteriza como porção do Povo de Deus, e é formada pela interligação das paróquias que a compõem, as quais são consideradas ‘células da diocese’. No Brasil, como uma nova forma de organização eclesial, surgiram pequenas comunidades ligadas a uma determinada paróquia, as quais, entendidas no horizonte da comunhão, todos os que nelas participam fazem a experiência de ser Igreja com multiplicidade de dons, de carismas e de ministério, e possuem força profética num mundo marcado pelo individualismo. Esta comunhão deve ser a característica principal de todas as formas de organização da vida eclesial. Quando se propõe uma nova paróquia como comunidade de comunidades, mais do que criar novas estruturas, trata-se de recuperar as relações interpessoais e de comunhão como meio de pertença eclesial. Neste sentido, o Concílio Vaticano II aponta para três direções quanto ao modelo vigente de Paróquia: a passagem do territorial para o comunitário; do princípio único do pároco para uma comunidade toda ministerial; e da dimensão cultual para a totalidade das dimensões da comunhão e da missão da Igreja no mundo.

4. A Renovação paroquial na América Latina e no Caribe: Na América Latina, desde Medellín, passando por Puebla e Santo Domingo, o magistério confirmou a tradição paroquial, recomendando a sua renovação: A paróquia não é território, nem estrutura, nem edifício, mas é a família de Deus... que acolhe as angústias e esperanças, anima e orienta a comunhão, a participação e a missão, como Igreja inserida na sociedade e solidária com suas aspirações e dificuldades. Ela deve evangelizar, celebrar, fomentar a promoção humana e fazer progredir a inculturação da fé, e ser uma rede de comunidades. Aparecida destaca a multiplicação das comunidades e intensificação da pastoral urbana, e ressalta a contribuição das CEBs. Afirma que não há comunidade com multidões anônimas na Paróquia, daí a necessidade dela se tornar comunidade de comunidades, lugar privilegiado onde a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e da comunhão eclesial. As comunidades paroquiais são casas e escolas de comunhão e devem ser um todo orgânico que envolve os diversos aspectos da vida, pois como vimos nas DGAE, as paróquias têm um importante papel na vivência da fé para a maioria dos fiéis (Fichas: 46, 47, 48, 49, 50, 51).

5. A Paróquia como Casa: Para propor a reflexão sobre a renovação da paróquia, como comunidade de comunidades, o Estudo 104 resgata a imagem da ‘Igreja como Casa’, onde as pessoas se encontram em comunidade, num ambiente de vida e aconchego que garante o referencial para o cristão encontrar-se no lar e prosseguir na estrada de Jesus, e com Ele se deter na casa dos  amigos. Hoje há uma situação de desamparo, falta de pertença e deserto espiritual, que reclama uma casa de acolhida. Por isso, a necessidade da Paróquia ser essa casa, onde se ouve a convocação para que todos sejam um e vivam como irmãos na família de Deus. Esse é um desafio da Igreja, de recuperar esta fraternidade das casas, pois relações que não formam vínculos, não criam sentimento de pertença.

A Paróquia, como Casa da Palavra e do discípulo que a acolhe e pratica, é a  Igreja que se define pelo acolhimento do Verbo que colocou a sua tenda entre os homens. Porém, a Palavra não deve estar presente apenas na Celebração Eucarística, mas em todo o agir eclesial, principalmente, como fonte de conhecimento da História da Salvação que precisa ser ensinada a todo povo de Deus. Portanto, é na Casa da Palavra que o estudo, a formação e a oração devem ocupar também lugar de destaque.

A Igreja, como Casa do Pão, atrai os que têm fome, e é o lugar onde os cristãos se nutrem com a Eucaristia, estabelecem as novas relações que o Evangelho propõe. É fonte da vocação e do seu impulso missionário que leva a Paróquia a concretizar o seu compromisso social pela caridade. Deus fez a sua morada entre os homens; nasceu em Belém, a “casa do pão”; peregrinou pela Galileia e Judeia; providenciou a Palavra e o Alimento para os cansados e abatidos. Assim, também, deve ser a Igreja, onde a comunidade vive da Eucaristia que a une pelo Espírito Santo, em Cristo, para chegar ao Pai.

A Igreja, como Casa da caridade (ágape), é onde na Palavra e na Eucaristia, o cristão vive o amor como ágape na relação com Deus. A amizade é o paradigma de todo relacionamento de Jesus com os discípulos, e de Deus com a humanidade. Diante do pecado, Deus não se torna inimigo, mas se revela como o Deus-Conosco, o Emanuel, que, em Jesus Cristo, se faz amigo e irmão. A Igreja é a comunidade santa porque nela se vive o amor. Deus oferece aos homens, a filiação adotiva em Cristo, chamando-os à santidade, que é a vida de união com Ele, com os irmãos e as irmãs, e a criação. A amizade se refere ao amor e torna-se expressão do ágape, o centro do amor cristão. Quando Deus convoca a humanidade para derrubar as barreiras que impedem a fraternidade, esta amizade, amor ágape, é traduzida em compaixão pelos que sofrem.

6. A Paróquia Hoje: A Paróquia é importante para a construção da identidade cristã, e é o lugar onde o cristianismo se torna visível na cultura e na história. Ela está desafiada a se renovar diante das aceleradas mudanças, inserindo a revisão da ação pastoral de modo geral, em vista da urgência de uma nova evangelização.

É preciso compreender duas noções de Paróquia: como casa de acolhida e como comunidade que é lar dos cristãos onde se faz a experiência de seguir Jesus. Como acolhimento, ela é o espaço para receber pessoas com suas buscas e vivências, que pretendem seguir o caminho. E enquanto espaço da comunidade, ela reúne esses cristãos em grupos comprometidos a viverem o evangelho em comunidade, a partir da fé, em profunda comunhão com Deus e entre si, numa verdadeira comunhão eclesial que encontra a sua expressão mais imediata e visível na Paróquia. Embora, por vezes, pobre em pessoas e em meios, e outras vezes dispersa em territórios vastíssimos ou quase desaparecida no meio de bairros modernos, populosos e caóticos, a Paróquia é, sobretudo, a família de Deus, o próprio mistério da Igreja presente e operante nela.

Teologicamente, o fundamento da Paróquia é ser uma comunidade eucarística que celebra a presença de Cristo, Palavra e Eucaristia, estabelecendo os vínculos de comunhão entre os seus fiéis, e remete todos à missão de testemunhar na caridade a verdade professada. Assim, a nova Paróquia, descrita no Estudo 104 da CNBB, é aquela que se abre aos desafios do século XXI assumindo, como modelo, a ação de Jesus Cristo: proclamar o ano da graça do Senhor (Lc 4,18- 19).


Para Refletir:
1. Na vivência comunitária atual, vivemos realmente a proposta cristã original? Qual é a sua realidade?
2. Como a proposta de pequenas comunidades, com ativa participação ministerial dos cristãos leigos pode ser uma boa perspectiva de renovação paroquial?
3. De que modo nós, cristãos do terceiro milênio, podemos, a partir da comunidade de comunidades, fazer florescer, de fato, a tão sonhada comunhão?

Orientações para a Interação:
a) Você poderá  discutir este texto, presencialmente,  com seus amigos na comunidade.
b) Você poderá enviar sua opinião usando a caixa de comentários do texto publicado
c) Por fim, você poderá interagir na sala de aula virtual   “Ambiente Virtual de Formação” da Arquidiocese.  Acesse http://www.avf.org.br/ e siga as orientações.

Este texto está publicado no site:  Ambiente Virtual de Formação: Igreja em Rede http://goo.gl/o6Isxy onde você poderá fazer o download em PDF.

Aguarde a publicação da próxima ficha: 27 novembro –  Estudo 104 – CNBB – “Comunidade de Comunidades: Uma nova Paróquia” (III) – Novos contextos: Desafios a Paróquia

Acesse o cronograma das próximas Fichas de Estudos.

Colabore com Equipe do AVF na produção e edição  das Fichas. Saiba como acessando este link ou escrevendo para avf@arquidiocesecampinas.com


Publicação da Arquidiocese de Campinas
 

4 de outubro de 2013

Primeira Sexta-feira do mes


Como conseqüência das aparições de Nosso Senhor à Santa Margarida Maria Alacoque no mosteiro de Paray-le-Monial a partir de 1673, este culto teve um incremento notável e adquiriu a sua feição hoje conhecida. Nenhuma outra comunicação divina, fora as da Sagrada Escritura, receberam tantas aprovações e estímulos da parte do Magistério da Igreja como esta.
Entre os documentos mestres nesta matéria encontramos a encíclica de Pio XII, "Haurietis Aquas", de 15 de Maio de 1956. Pio XII salienta que é o próprio Jesus que toma a iniciativa de nos apresentar o Seu Coração como fonte de restauração e de paz:
“Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mt. 11, 28-30)Não é por acaso que as aparições a Santa Margarida Maria deram-se num momento crucial em que se pretendia afirmar secularização e que a devoção ao Sagrado Coração apareceu sempre como o mais característico de todos os movimentos que resistiram à descristianização da sociedade moderna.
A GRANDE REVELAÇÃO
A chamada Grande Revelação foi feita a Margarida Maria durante a oitava da festa do Corpus Domini (Corpus Cristhi) de 1675.
Mostrando o seu Coração divino, Jesus confiou à Santa:
“Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar seu amor. Como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelas suas irreverências, sacrilégios, e pela tibieza e desprezo que têm para comigo na Eucaristia. Entretanto, o que Me é mais sensível é que há corações consagrados que agem assim. Por isto te peço que a primeira sexta-feira após a oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa particular para honrar Meu Coração, comungando neste dia, e O reparando pelos insultos que recebeu durante o tempo em que foi exposto sobre os altares”.“Prometo-te que Meu Coração se dilatará para derramar os influxos de Seu amor divino sobre aqueles que Lhe prestarem esta honra”.
Jesus apareceu-lhe numerosas vezes de 1673 até 1675. Dos seus colóquios com Nosso Senhor distinguem-se classicamente 12 promessas. Eis alguns extratos da Mensagem do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria. (10)
“Os fiéis acharão, pelo intermédio desta devoção amável, todos os socorros necessários ao seu estado, ou seja, a paz nas suas família, o alívio nos seus trabalhos, as bênçãos do Céu em todas as suas empresas, a consolação nas suas misérias, e é propriamente neste sagrado Coração que alcançarão um lugar de refúgio durante toda a vida e principalmente na hora da sua morte”.

“O Meu divino Salvador fez-me compreender que aqueles que trabalham pela salvação das almas encontrarão a arte de comover os corações mais empedernidos e trabalharão com um êxito maravilhoso se eles mesmos estiverem penetrados de uma terna devoção ao divino Coração”.“Asseverando-Me que Ele recebia um contentamento singular em ser honrado sob a figura deste Coração de carne, cuja imagem desejava fosse exibida em público, com a finalidade – acrescentou – de tocar por seu intermédio o coração insensível dos homens; prometendo-me que derramaria em abundância todos os dons que possui em plenitude sobre todos aqueles que O honrassem; e que em todo lugar em que esta imagem fosse ostentada para ser objeto de especial honra ela atrairia toda sorte de bênçãos”.
“Sinto-me totalmente imersa neste divino Coração; (…) estou como num abismo sem fundo onde Ele me revela os tesouros de amor e de graça que concede às pessoas que se consagram e sacrificam para lhe render e alcançar toda a honra, amor e glória de que são capazes”.
“Confirmou-me o contentamento que recebe em ser amado, conhecido e venerado pelas suas criaturas e tão grande que prometeu-me que todos aqueles que Lhe sejam devotados e consagrados não morrerão jamais”.
“Numa sexta-feira, durante a Sagrada Comunhão, disse estas palavras à sua indigna escrava: “Prometo-te, na excessiva misericórdia do meu Coração, que o seu amor onipotente obterá a todos aqueles que comunguem nove primeiras sextas-feiras do mês seguidas a graça da penitência final, que não morrerão na minha desgraça, sem receber os seus sacramentos e que o Meu divino Coração será o seu refúgio assegurado no último momento”. “Nada temas, Eu reinarei apesar dos meus inimigos e de todos aqueles que procurarão opor-se”.
“Este amável Coração reinará, apesar de Satanás. Isto me arrebata de alegria.” “Afinal reinará, este amável Coração, apesar de todos os que se quererão opor. Satã e todos os seus seguidores serão confundidos”.
AS DOZE PROMESSAS DO SAGRADO CORAÇÃO.
A SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE.
  1. A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração.
  2. Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
  3. Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.
  4. Eu os consolarei em todas as suas aflições.
  5. Serei seu refúgio seguro na vida, e principalmente
    na hora da morte.
  6. Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.
  7. Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias.
  8. As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção.
  9. As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.
  10. Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos.
  11. As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração.
  12. A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.