CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR

Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA! ...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!

ATUALIZAÇÃO



Em breve atualizaremos essa página.
Por enquanto, para acompanhar as atividades da UNESER, acesse nosso site: www.uneser.com.br

Agradecidos
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II ERESER SACRAMENTO
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29 de setembro de 2012

Contos e Causos do Benedito Franco


Uma vez redentorista, sempre redentorista!

Vocês já repararam na quantidade de produtos químicos que há em um iogurte infantil? Aposto que, reparando, usarão menos...

018 – Mamão

 Mamãe fazia doces para nós e para vender na loja ou na rua. Colocados em pedaços em um prato esmaltado ou de louça, o José Maurício e eu saíamos à rua para vendê-los – no Calado não havia padarias e muito menos confeitaria ou coisa parecida.
Ela aproveitava o mamão para uma infinidade de coisas: maduro in natura ou na salada; já o verde,  refogava-o ou preparava-se os doces em calda, ralado, o “espelho” ou o cristalizado.
            Quando se cortava um pé de mamão, o miolo do caule servia para o doce de mamão ralado. Dos mamãos pequenos, retirava-se o miolo, e com eles inteiros preparava-se um doce em calda e depois os enchia com doce de leite; tampados e imersos no doce de leite, durante mais de um mês, era uma maravilha: o maná dos deuses!   

217 - A geléia

 Enquanto nossa vizinha, Dona Rosa Bragança, preparava as deliciosas geléias de mocotó, eu menino batia papo e ela batia a geléia até branquear – não sei como aguentava – trabalho duríssimo. Acabou me dando a Suely, sua filha caçula, como afilhada. Uma vez, no Seminário de Congonhas, achei um pedaço de revista com a foto de uma menina. Lembrei-me da Suely, enviei o retrato para comadre e ela fez um vestido com o modelo usado pela menina da foto.
Sempre chegavam lá em casa dois pedaços de geléia: a meio transparente, sem ser batida, e a branca, batida! Não sei qual da duas eu gostava mais!
 

035 – A piorra

Os presentes de Natal eram simples, mas sempre presentes. Depois de muita expectativa, achava-os ao lado de nossos sapatos. Num Natal pedi ao Papai Noel uma piorra. Ganhei uma de metal, lata, toda colorida – depois de pouco uso enjoei dela. Gente, tocar piorra o dia todo não é mole não! Na surdina, larguei-a de lado.
Imaculada ganhava um presente a mais, da madrinha Dona Nilza, e o Sô Bento dava um para o José Maurício.
A gente escondia os sapatos, mamãe, com jeitinho, arrancava da gente onde os tínhamos escondidos – nem papai ficava sabendo, só falávamos para ela.  Papai Noel descobria!
         Lembro-me que estava admirando os brinquedos da loja do Zé Avelino e alguém me revelou a verdade sobre o Papai Noel. Fiquei muito decepcionado – gostaria de acreditar nele até hoje! Era maravilhoso! Que saudade!
         E por falar em piorra, havia em Fabriciano várias árvores que davam uma frutinha que a gente chamava de piorra. Só vi quando menino. E os meninos apanhavam no chão essas sementes e brincavam muito de colocá-las para rodar com dois dedos – neste caso, piorra é um pião pequeno que se faz girar com pressão exercida pelas pontas dos dedos.

                   Benedito Franco
Ave Maria!

10 de março de 2012

Contos e causos do Benê

006 - Férias na fazenda - I de III

Na casa da Vovó Olinda, mãe de meu pai, morava na Rua do Pito Aceso, em Antônio Dias, leste de MG, quase sempre havia alguém de fora, que ia para fazer o grupo escolar - equivaleria, em importância para a época e em vivência e saber, ao segundo grau de hoje.
Uma dessas pessoas, que passou alguns anos com a Vovó, foi o José Avelino, pelos idos de 1930, e que mais tarde se tornou meu Tio, pois se casou com a Tia Zina, irmã de mamãe. Orminda - moça bonita, simples e simpática, filha do fazendeiro Sô João de Paiva - também fez o grupo morando com a Vovó.
Nessa época ia eu para a casa da Vovó. Gostava de comer seu arroz avermelhado, com urucum apanhado no quintal; o feijão com farinha de milho - fubá torrado por ela - assim como admirá-la tecendo os chapéus de palha. Ela plantava um pouco de milho em seu quintal ou comprava as espigas, aproveitando as palhas para tecer os chapéus e para seu pito de fumo de rolo -Vovó, e as pessoas mais velhas, mascavam esse fumo para limpar os dentes; o milho para as galinhas e os sabugos para queimar no fogão e para a latrina - serviam de papel higiênico (costume da época!).
Orminda me adorava e eu a ela. Com quatro para cinco anos, pela primeira vez fui à fazenda com seu pai, na garupa do cavalo.
A expectativa da chegada à fazenda superava a terrível e incômoda viagem de duas léguas, de Antônio Dias até lá, na garupa do cavalo do Sô João de Paiva - não tão terrível e ruim assim. Chegando, a descida, ladeando a serra, um imenso paredão desnudo, era realmente de doer. Dava-se um grito e a serra respondia - quando me dei conta do eco. Nas descidas, andando na garupa, a viagem era mais incômoda que nas subidas - chegava cansado, moído e com feridas ou assaduras nas pernas... ou no bumbum. Mas valia a pena. A ida melhor que a volta. Acostumei-me com as idas e vindas, pois durante as férias da Orminda, o passeio acontecia duas vezes ao ano, até aos meus onze anos. Desconheço o porquê, só eu entre os onze irmãos ia à fazenda -adorava. O José Maurício, nunca foi - não nos desgrudávamos um do outro.
Dormia com a Orminda, em colchão de palha de milho. Quantas e quantas vezes fiz xixi na cama... Acordava molhado e sentia-me frio e desconfortável - é horrível levantar assim (a mãe faz falta nessas horas, embora muito bem tratado... mas a mãe da gente...). É por isso que todos nós temos que ter bastante compreensão para com as crianças quando amanhecem molhadas.
Andava-se descalço, aliás, todos andavam descalços na fazenda, exceção feita ao Sr. João de Paiva, usava botinas, e a Orminda, com alguns costumes da cidade. Mesmo na cidade, calçados eram para poucos – para alguns. Eu mesmo, a maioria das vezes, ia descalço para o Grupo Escolar. O tamanco servia de chinelo ou sandália tipo havaiana – papai vendia muitos em sua loja.
Benedito Franco

4 de março de 2012

Vice-Província da Bahia - Arquivo





HÁ 40 ANOS

Na página 20 da Primeira Crônica da Missão Redentorista da Bahia encontramos a seguinte anotação:

Na terra brasileira!
Na sexta-feira, dia 11 de fevereiro de 1972, às 7.00h, estávamos chegando ao porto de Santos. Quando nos encontramos com os agentes policiais brasileiros que revisavam a documentação, nos informaram que devíamos ter a tradução do atestado médico. Anotaram nos documentos que poderemos desembarcar, com a condição que providenciaremos a tradução do atestado de saúde. Conseguimos entrar em contato com uma senhora que nos fez a tradução de todos os atestados para espanhol e inglês. Finalmente, aceitaram a tradução e no passaporte carimbaram a entrada para o Brasil. Tudo isso, demorou até 10.00h.

Quando saímos do navio avistamos confrades que nos estavam esperando: o nosso conhecido Pe. Henrique Smólski e seis outros confrades de São Paulo que nos acolheram alegres e com muita cordialidade.

O calor em Santos foi insuportável, mas os padres nos consolaram que em São Paulo não fazia tanto calor. Esperamos umas quatro horas para passarem as nossas bagagens na alfândega. Os funcionários escrupulosamente mexeram em cada mala e sacola. Pelo caminho, almoçamos e, às 18.00h, chegamos à casa provincial em São Paulo, onde fomos acolhidos com muita festa e alegria. Depois do jantar, cada um de nós recebeu seu quarto e fomos para o merecido descanso.

Desta maneira, vieram para o Brasil os primeiros quatro missionários redentoristas poloneses com a finalidade de iniciar a Missão Redentorista da Bahia. Após a longa viagem de trem (Cracóvia-Viena-Roma), embarcaram em Nápoles, atravessaram o Mar Mediterrâneo, o Atlântico, de navio transatlântico italiano "Augustus" (nos dias de 27 de janeiro a 11 de fevereiro) e, naquela data, foram acolhidos com muita cordialidade e alegria pelos redentoristas da Província São Paulo: Pe. Flávio Cavalca de Castro, Pe. Pedro Ávila, Pe. Antônio da Cruz Vaz, Pe. Conrado Gagliardi, Pe. Werner Anderer e Pe. Gervásio Fabri. Da Vice-Província polonesa de Resistência (Argentina) veio dar as boas vindas aos confrades poloneses Pe. Henrique Smólski que, na época, estava no Brasil, aprendendo português para assumir, em maio daquele ano de 1972, a pastoral da Paróquia de Dionísio Cerqueira-SC, aceita pela Vice-Província da Argentina. A presença do Pe. Henrique foi oportuna, porque ajudava nas conversas dos poloneses com os brasileiros.

Os quatro poloneses vindos para o Brasil foram os seguintes: Pe. Lucas Kocik (de 40 anos de idade), Pe. Francisco Deluga (de 37 anos), Pe. Tadeu Mazurkiewicz (de 32 anos) e Pe. José Danieluk (de 30 anos). Não estava ainda no Brasil o superior da Missão da Bahia, Pe. Ceslau Stanula (de 32 anos de idade), procedente da Vice-Província de Resistência (Argentina), onde trabalhou desde o ano 1966, pois estava esperando o visto para o Brasil, durante longos meses. Pe. Ceslau chegou ao Brasil em abril do mesmo ano.

Os confrades poloneses ficaram maravilhados com a espontaneidade e cordialidade dos padres paulistas, o que o cronista expressou várias vezes nas páginas da Primeira Crônica da Missão Redentorista da Bahia.

Chegando a São Paulo, os padres poloneses encontraram uma carta muito significativa do superior Vice-Provincial da Argentina Pe. Wenceslau Pilarczyk, que teve muito ativa a participação na fundação da Missão da Bahia:

Queridos! Com toda a cordialidade, dou-vos as boas-vindas à Terra da Santa Cruz, à Terra do Cruzeiro do Sul. Estamos convencidos de que vocês assumirão corajosamente a nova missão e não vão se arrepender do sacrifício que estão fazendo. Os primeiros tempos serão difíceis para vocês. Vão precisar passar a 'morte mística'. Mas devem ser decididos, amar o povo e colocar-se a serviço dele. Vocês não vieram para fundar uma nova Polônia, para reimplantar a Igreja polonesa em terras brasileiras. A Igreja na Polônia cresceu e se formou nas próprias tradições; a Igreja do Brasil está se formando em outra realidade. Devem aceitá-la como ela é. Uma mudança deste tipo custa muito, mas vocês devem tomar-se brasileiros para os brasileiros.

O Superior Geral da Congregação, Pe. Tarcísio Ariovaldo Amaral (brasileiro), esteve sempre vivamente interessado pelos primeiros passos da Missão da Bahia, frisando a grande importância do trabalho missionário redentorista na Bahia e, sobretudo, no Santuário do Bom Jesus da Lapa. Como fundador da Missão da Bahia, deu aos novos missionários muito incentivo.

A Província de São Paulo, também desde o início, deu grande apoio aos confrades poloneses. Não havendo, naquela época, cursos da língua portuguesa para os missionários estrangeiros, os padres vindos da Polônia aprendiam a língua do país com os redentoristas nos conventos da Província de São Paulo e faziam as primeiras experiências do trabalho pastoral e missionário no Brasil.





Fonte: Site da Vice-Província

14 de dezembro de 2011

Aniversário da Província de Goiás

Neste mes de dezembro a Província de Goiás está comemorando 17 anos de criação.

Reproduzimos a seguir a história dos Redentoristas em Goiás, publicada no site do Rapidinho...o princípio da Congregação em Goiás e São Paulo.

Aproveitamos para estender a todos confrades de Goiás, nossos parabéns e votos de que esse trabalho evangelizador produza cada vez mais os frutos da Redenção.

NOSSA HISTÓRIA

Origens dos missionários redentoristas de Goiás

“A Província de Goiás, como uma vinha fecunda, estende seus ramos para o Distrito Federal, Tocantins e Mato Grosso e colabora com a missão na Amazônia. Nossa missão, através do Santuário do Divino Pai Eterno, alcança o Brasil inteiro proclamando a mensagem central do evangelho: Deus é Amor! Deus é Pai! O povo acolhe essa mensagem com alegria e vai assumindo as conseqüências da fé em Deus Pai de Amor”. (Pe. Fábio Bento da Costa CSsR – Superior Provincial)
Foi em 1894 que começou a história da presença redentorista no centro do Brasil. Pouco antes, em 1891 assumiu a pastoral da Diocese de Goyaz o bispo Dom Eduardo Duarte da Silva. Ele conheceu a realidade do povo do sertão, e com especial atenção, preocupou-se com a pastoral da Romaria do Barro Preto (Trindade), que reunia muita gente no primeiro final de semana de julho e que não recebia a devida assistência por parte da Igreja. O bispo foi à Europa em busca de uma congregação religiosa para atender a romaria, realizar as santas missões na região sul da diocese, e cuidar da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Campininhas de Goiás.

Visitou diversos superiores de congregações religiosas, mas não obteve resposta positiva. Procurou o superior-geral dos redentoristas na Itália, Pe. Matias Raus, que também negou o pedido. Dom Eduardo já estava bastante desanimado.
Segundo Mons. Francisco Ignácio de Souza, que acompanhou esta viagem do bispo, naquela noite o Pe. Matias teve um sonho com o fundador da congregação, Santo Afonso Maria de Ligório. E no dia seguinte, procurou por Dom Eduardo, e recomendou que fosse a Baviera, e lá conversasse com o superior provincial, Pe. Antônio Shopf, que iria enviar o grupo de missionários para Goiás.
Dom Eduardo Duarte, então, foi à Alemanha e acertou os detalhes da viagem do grupo redentorista para o Brasil. Logo tomou conhecimento que metade daquele grupo deveria ficar em São Paulo, para cuidar do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, atendendo a um pedido do bispo de São Paulo, Dom Joaquim Arcoverde. Para Goiás, os designados foram os seguintes: Gebbardo Wiggerman (superior), João da Mata Spath, Miguel Siebler, e o clérigo Lourenço Hubbauer, além dos irmãos Norberto Waggenlehner, Ulrico Kammeier, Gebardo Konzet e Floriano Grilhist. Para São Paulo, os padres Lourenço Gahr, José Wendl, Valentim von Ridel (que adoeceu e só chegou ao Brasil no ano seguinte), e os irmãos Estanislau Schrafl, Rafael Messner e Simão Veicht.
O grupo de missionários pioneiros reuniu-se no convento bávaro da cidade de Gars em 20 de setembro de 1894, e receberam a visita do Superior-Geral: uma presença paterna, com orientações sobre os desafios que iriam enfrentar no Brasil. Pe. Matias deixou uma benção que certamente era a benção do próprio Afonso de Ligório, o fundador que criou a Congregação do Santíssimo Redentor para os mais abandonados, os esquecidos das montanhas de Nápoles, e (porquê não?) do sertão brasileiro. Esta foi a impressão do próprio chefe da missão, Pe. Gebardo, um ano após sua chegada ao país: “Estou seriamente tentado a afirmar que a Congregação foi fundada especialmente para o Brasil”.

Da Alemanha para Goiás

Pioneiros
foto: os pioneiros
24 de setembro de 1894: começo da viagem de trem rumo à Paris. Três dias na Cidade-Luz, e depois seguem para Bordeus. Lá permaneceram por uma semana, e aproveitaram para fazer uma visita ao Santuário de Lourdes, no dia 29 de setembro.

5 de outubro de 1894: eram duas da tarde quando embarcaram no vapor rumo ao Brasil. Viagem difícil, apesar de estarem na primeira classe com outros 600 passageiros! Foram 16 dias de viagem, chegando ao Rio de Janeiro em 21 de outubro pela manhã. De lá, embarcaram em 24 de outubro em um trem, rumo a São Paulo. Nesta ocasião, já avistaram o Santuário de Aparecida.

Na capital paulista, o grupo se dividiu. Os que vinham para Goiás partiram de lá em 5 de novembro. Seguiram de trem para Uberaba, na companhia de Dom Eduardo, em uma viagem de dois dias. Dali, partiram à cavalo em 17 de novembro, rumo a Campininhas de Goiás, numa viagem de 480 quilômetros que durou 26 dias.

A saga terminou às 13 horas do dia 12 de dezembro. Chovia copiosamente. Completamente encharcados, chegaram, finalmente, ao seu destino. Foram recepcionados pelo vigário, Pe. Inácio de Souza. Diante da Igreja Matriz da Senhora da Conceição, repletos de gratidão a Deus e a Virgem Maria, entoaram o Te Deum. Terminou a viagem: era o começo da missão redentorista no Brasil Central.

Primeiras décadas

Lembranças de Seminário

P A R A B O L A
 
Alexandre Dumas Pasin de Menezes
Guaratinguetá -1949

            Escrevi o título acima sem acentuação tônica, isto foi
deliberado. Relato um fato acontecido ainda no Colegião, em breve,
mudar-me-ei para o Santo Afonso.
Tomávamos as refeições geralmente
em silêncio. Aos sábados, domingos e quintas-feiras era liberado o
bate-papo e a algazarra era imensa. Nos dias de silêncio, eram feitas
leituras, ora do Regulamento dos Juvenistas, ora da História Sagrada,
ora de livros religiosos ou profanos e também de artigos escritos
pelos seminaristas nas revistas editadas em plano interno, Studium e
Maris Stella. Quem comandava as orações, leituras, início e fim das
refeições era o diretor, revezando semanalmente com o prefeito. Estes
eram servidos em uma enorme mesa que ficava logo ali na entrada da
copa, havia uma sineta, que tocada em um, dois ou mais sinais,
significavam algum comando que todos entendiam. A comida subia por
um pequeno elevador acionado da cozinha pelo irmão Wolfgang. No café
da manhã, junto com o pão sem manteiga e café com leite, ele mandava
imensas panelas cheias de batatas cozidas para que nós as
descascássemos, fazíamos isto com muito prazer, pois, as
panelas voltavam com muito menos batatas. A cozinha ficava no andar
térreo, o refeitório no segundo pavimento e a engenhoca que chamávamos
de elevador fazia o transporte entre um e outro, devia ter sido
criada pelo padre Paulo, um alemão, professor de física, que montava e
desmontava aparelhos incríveis, foi o precursor do padre Pacheco, mas
teve um mérito, nunca se meteu na área de foguetes e explosivos . A
leitura da História Sagrada era feita pelos seminaristas da segunda e
terceira séries, a outra, mais extensa, pelos alunos da quarta à
sétima série.
     Naquele fatídico dia, eu fora escalado para ler um
trecho da História Sagrada, cursava a segunda série e já recebera a
fita verde de juvenista, esta me foi concedida sob a condição de que
fosse menos distraído e me concentrasse mais nos estudos, melhorei
bastante, mas a distração me era peculiar. Dirigi-me à tribuna
colocada no centro do salão, abri o livro num lugar já previamente
marcado, nervoso, deparei-me com uma palavra onde o acento mal
aparecia, empostei a voz para que todos ouvissem e soltei "PARABÓÓÓLA
DAS DEZ VIRGENS".
     A platéia gargalhou, foi mais engraçado do que
qualquer representação cômica de nosso seminarista hoje Dom Carlinhos,
ali presente, acredito que também ele riu bastante. Padre Matos, que
presidia o evento, não se conformou, acionou a sineta colocada a sua
frente por um tempo suficiente para que os risos cessassem. Feito
silêncio, ele vociferou indignado: "PARÁÁÁBOLA", ignorante,
"PARÁÁÁBOLA ! ! ! !" , esta palavra é proparoxí í í í í tona ! ! ! .
Nunca mais em minha vida, me esqueci de prestar atenção no acento
tônico, principalmente das proparoxítonas.......

" Wolfgang, irmão, confrade e cozinheiro,
Se esmera todo em bávaros quitutes,
Padre Matos, prefeito, cuida do asseio,
Padre Borges ensina mandamentos
E o Ribolla, retidão, convicção......

Os anos passam, sentimos falta do padre Matos,
Do Ribolla, do Marino, do Pereira
E tantos outros que já morreram,
Dos cantos místicos, dos corredores, do refeitório,
Do pôr do sol, das manhãs frias no Colegião,
Tudo é saudade da CASA DE NOSSA SENHORA....."

9 de novembro de 2011

279 ANOS DA CSSR


A Nossa História
 
A Congregação do Santíssimo Redentor foi a resposta de Santo Afonso de Ligório ao chamado que ele ouviu de Jesus através dos pobres. No ano de 1730, Afonso estava exausto por causa dos seus trabalhos missionários. Seus médicos mandaram-no fazer repouso e respirar o ar puro das montanhas. Com alguns companheiros, ele foi para Scala, na costa amalfitana ao sul de Nápoles. No topo das montanhas ficava o Santuário de Nossa Senhora dos Montes, lugar ideal para descanso, lugar ideal para a contemplação perto da Mãe de Deus: montes, belo panorama e embaixo, o mar.

Mas Scala também significava pobreza. Naquelas montanhas viviam grupos de pastores que vieram ao encontro dos missionários, em busca do Evangelho, da Palavra da Vida. Afonso ficou surpreso com sua fome da Palavra de Deus e recordou o que disse o profeta: "Os pequeninos pedem pão, mas não há ninguém que lhes dê" (Lm 4,4). O primeiro biógrafo de Afonso escreveu que, ao deixar Scala, um pedaço do seu coração ficou com aqueles pastores e que ele chorava pensando como podia ajudá-los.
 
Em Nápoles, depois de muita oração e aconselhamento que o ajudassem a discernir claramente, chegou à conclusão de que devia voltar a Scala. Sim, havia pobreza em Nápoles também, mas lá havia muitos outros que poderiam ajudar os pobres a sair da sua marginalização dentro da sociedade. Em Scala os pobres estavam sós, sem ninguém para ajudá-los, totalmente abandonados. No tempo de Santo Afonso, pastores e camponeses eram o grupo mais oprimido da sociedade: "não eram considerados gente como as outras pessoas, eram os infelizes do mundo". Foi por causa do destino deles na vida que Santo Afonso escolheu ficar a seu lado, compartilhar com eles a sua vida e levar-lhes, com abundância, a Palavra de Deus.


No dia 9 de novembro de 1732, na sua amada Scala, Santo Afonso de Ligório fundou a Congregação do Santíssimo Redentor para seguir o exemplo do nosso Salvador Jesus Cristo anunciando a Boa Nova aos pobres. Tinha 36 anos de idade. Sua vida tornou-se uma missão e um serviço aos mais abandonados.

Os Missionários redentoristas dão continuidade ao carisma de Santo Afonso na Igreja e na sociedade: "Fortes na fé, alegres na esperança, ardentes na caridade, inflamados de zelo, humildes e sempre dados à oração, os Redentoristas, como homens apostólicos e genuínos discípulos de Santo Afonso, seguem o Cristo Redentor com o coração cheio de alegria, abnegados de si mesmos e sempre prontos a enfrentar o que é exigente e desafiador, participam do mistério de Cristo e o proclamam com simplicidade no viver e no falar, a fim de levar ao povo a Copiosa Redenção" (Constituições redentoristas, No. 20).

Os Redentoristas vivem em comunidades missionárias, sempre acolhedoras e orantes, como Maria de Nazaré. Mediante as missões, retiros, serviço paroquial, apostolado ecumênico, ministério da reconciliação e o ensino da teologia moral, proclamam o amor de Deus nosso Pai, que em Jesus "habitou entre nós", de modo a tornar-se imensa misericórdia e a Palavra de Deus que alimenta o coração humano e dá sentido à vida, vivendo tudo isto em plenitude e solidariedade com os outros. Como Santo Afonso, os Redentoristas fazem uma opção muito clara pelos pobres, afirmando a sua dignidade e grandeza perante Deus e acreditando que a Boa Nova de Nosso Senhor se destina especialmente a eles.

Os Redentoristas são aproximadamente 5.500; trabalham em 77 países de todos os 5 continentes, com o auxílio de homens e mulheres que colaboram na sua missão e formam com eles a Família redentorista. "Nossa Senhora do Perpétuo Socorro" é o ícone missionário da Congregação.

Além de Santo Afonso, outros três Redentoristas foram canonizados: São Geraldo Majela, São Clemente Hofbauer e São João Nepomuceno Neumann. Nove Redentoristas foram beatificados: Gennaro Sarnelli, Pedro Donders, Gaspar Stanggassinger, Francisco Xavier Seelos, Domingos Metódio Trcka, Vasyl Velychkovskyi, Zynoviy Kovalyk, Mykolay Charnetskyi e Ivan Ziatyk.

Vivências - De perto @ De longe



2116. Evangelho de quarta-feira (09-11-2011) - Dedicação da Basílica Lateranense - Ez 47, 1-2.8-9.12 (ou 1Cor 3, 9c-11.16-17) Sl 45, 2-3. 5-6. 8-9; Jo 2, 13-22 - Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias o levantarei”. Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.
Recadinho: - Respeitamos os lugares que a comunidade tem para manifestar sua fé? - Não se corre também o risco e usar o que é para o culto para outras finalidades? Para outros interesses? - E nosso coração é também tratado como templo de Deus? - Há às vezes interesses secundários em certas atitudes? - Nosso agir espelha o que vai em nosso coração?
2117. Redentoristas comemoram aniversário - No dia 09 de novembro de 1732, em Scala, na Costa Amalfitana, na Itália, Santo Afonso Maria de Ligório e mais 5 companheiros fundaram a Congregação do Santíssimo Redentor, popularmente conhecida como dos Missionários Redentoristas. Acreditando na inspiração de Deus, a Congregação se consolidou, cresceu e se espalhou pelo mundo, atuando hoje em mais de 75 países. Hoje são em torno de 5.500 redentoristas, mais de 500 deles no Brasil. Os membros desta Congregação são chamados por Deus para continuar a presença viva e a missão de Jesus no mundo, tornando sua pessoa o centro de suas vidas, sendo discípulos missionários seus. A finalidade principal da Congregação é a evangelização, ou seja, o anúncio da Boa Nova revelada por Jesus em especial aos pobres e mais abandonados. E a realizam vivendo em comunidade.
2118. Surgiram os Redentoristas - Como tudo se deu? Foi na capital do Reino de Nápoles, na Itália. Que, em 1696, nasceu Afonso de Ligório, de família rica, importante e cristã. Recebeu a melhor instrução possível naquele tempo, foi advogado de fama. Um dia, em 1726, deixou tudo para ser padre, para ser apóstolo para os que precisavam. Era novo ainda como padre e como padre Afonso era muito procurado para pregações nas igrejas e nos conventos. Não se deixa, porém, prender pelos que já têm assistência religiosa garantida. Quer mais. Como discípulo, quer ser missionário de modo mais radical. Une-se a um grupo de sacerdotes que se dedicavam a pregar missões. Começa assim a conhecer todo um mundo muito diferente do mundo dos importantes ao qual pertencia. Não se contenta com as missões. Cria uma novidade pastoral. Vai para os arredores do mercado e do porto de Nápoles.
Usa de muita criatividade. Ajudado por amigos, começa a reunir seus ouvintes à noitinha, depois do horário de trabalho, numa praça qualquer. Fala-lhes e os ouve falar sobre sua vida e suas lutas. Juntos meditam, rezam, cantam. Nascem fervorosas comunidades cristãs. Gente simples e rude, que estava apenas à espera de quem lançasse-lhes a semente da Graça de Deus.
2119. Fez-se pobre entre os pobres! - Em 1730, com alguns companheiros de apostolado, Afonso vai para os altos da montanha acima de Amalfi, em Scala. Alojam-se ao lado da capela de Nossa Senhora dos Montes. De perto e de longe, pastores de cabras e camponeses da serra acorrem a eles, sedentos e famintos do Evangelho. Ali, no dia 9 de novembro de 1732, surgiram os Missionários Redentoristas. - Onde encontramos Redentoristas hoje, no Brasil? Os padres, diáconos e leigos redentoristas estão no Santuário Nacional de Aparecida (SP); no Santuário do Divino Pai Eterno em Trindade (GO); no Santuário de Bom Jesus da Lapa (BA): no Santuário S. Geraldo de Curvelo (MG); em muitíssimas igrejas e paróquias dirigindo a tradicional Novena de N. Sra. do Perpétuo Socorro; espalhados pelo Brasil nas Missões Populares e em grandes meios de comunicação, disponíveis, evangelizando!

16 de agosto de 2011

DO SITE BOLETIM DO PADRE PELÁGIO (PE.CLÓVIS CSsR)

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO CSsR
PAI, TÔ COM FOME!
Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:
- Pai, tô com fome!!!
O pai, Agenor , sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência... Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria na sua frente... Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:
- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos, ali na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei. Eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino; em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!
Amaro , o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho... A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, a lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...

26 de junho de 2011

HISTÓRIA DO SANTUÁRIO DE TRINDADE - Cap 10 e 11

10 - A SALA DOS MILAGRES
A sala os milagres é o recinto mais visitado pelos romeiros. Reúne um acervo precioso de peças antigas, curiosidades e milhares de ex-votos de promessas. Muitos deles reproduzem as cenas do “milagre” alcançado pela invocação do Pai Eterno.
Um deles é a reconstituição do ataque da onça: “Em 1913, cinco pessoas de Goiabeiras foram caçar uma onça enorme, que tinha feito estragos naqueles lugares. Achavam-se entre eles Jerônimo Martins Borges e Teófilo de tal. Avistando-a de perto, Jerônimo deu um tiro, mas não acertou. A onça enfurecida deu uma volta e atirou-se sobre ele por trás. Jerônimo ficou debaixo da fera, que o maltratava horrivelmente. Nesse momento de angústia, exclamou: “Divino Padre Eterno, valei-me”... No mesmo instante a onça o deixou e precipitou-se sobre o seu companheiro Teófilo, que ficou morto no lugar... (Crônica dos redentoristas)
Poderíamos perguntar: “Por que o Pai Eterno deixou que o companheiro de Jerônimo fosse morto pela fera? Não são todos filhos Dele? Só porque não o invocou?” - São mistérios de Deus que não ousamos perscrutar. Uma coisa é certa: Seu amor por nós não tem limites nem preferências.

25 de junho de 2011

HISTÓRIA DO SANTUÁRIO DE TRINDADE - Cap. 8 e 9

8 - O SANTUARIO BASILICA
Desde 1938 se falava numa nova igreja que ocupasse um espaço desafogado e livre, possibilitando ampliações e acomodações para o bom atendimento dos romeiros. Em 1943 foi lançada a pedra fundamental dessa sonhada igreja, mas somente nestes últimos anos vem se realizando o sonho de todos.
Lembremos os primeiros vigários que foram os alicerces do santuário, entre eles: Pe. Basílio Antonio de Santa Bárbara, o primeiro a celebrar na capelinha de Barro Preto; Mons. Francisco Inácio de Souza, que recebeu os primeiros redentoristas alemães.
Na impossibilidade de mencionar os numerosos redentoristas que trabalharam em Trindade desde 1894, citemos apenas os atuais responsáveis pelo movimento religioso e social das duas igrejas: Pe. Marco Aurélio M. da Silva na igreja matriz e Pe. Robson de Oliveira Pereira no santuário basílica.
Em 2008 o Santuário foi elevado à categoria de basílica menor, graças à mediação do atual Arcebispo Dom Washington Cruz. Nestes últimos anos a rede de comunicação se estendeu de maneira surpreendente, atingindo o país e o estrangeiro e atraindo romeiros de toda a parte.

24 de junho de 2011

HISTÓRIA DO SANTUÁRIO DE TRINDADE - Cap. 6 e 7

6 - OS PRIMEIROS REDENTORISTAS
Nesse meio tempo Dom Eduardo vai a Roma a fim de convidar padres para cuidar do Santuário, que já estava precisando de uma assistência religiosa permanente. Após bater de porta em porta nos conventos de religiosos, chegou até os Redentoristas, que o atenderam prontamente. Logo veio a primeira turma de padres e irmãos coadjutores.
Chegaram dia 12 de dezembro de 1894 após ter percorrido 480 kms. durante 25 dias no lombo de animal. Chegaram molhados até os ossos por causa da chuva torrencial que os pegou nas vizinhanças de Campininha das Flores.
Sua chegada foi uma benção para o povo. Logo se fez uma visita aos moradores do lugarejo de Barro Preto, que mais tarde chamar-se-ia Trindade. Como ainda não sabiam falar a nossa língua, pois eram todos alemães, utilizaram-se da linguagem do amor, a chave mágica que abre os corações.

23 de junho de 2011

HISTÓRIA DO SANTUARIO DE TRINDADE - Cap. 4 e 5

4 – OS ROMEIROS AUMENTAM – AS IGREJAS TAMBEM
Quando aconteceu o achado prodigioso, Goiás ainda caminhava de vagar nas estradas do progresso. As cidades eram poucas, e pouco habitadas. Os meios de comunicação estavam no seu nascedouro. Pelas estradas barrentas transitavam apenas animais de carga e carros de boi. O telégrafo funcionava precariamente. A iluminação provinha dos lampiões a carbureto e das candeias alimentadas com óleo de mamona. Nem se sonhava com a energia elétrica. As moendas eram trocadas por parelhas de bois. As roupas eram de algodão, que passava por vários procedimentos e artefatos (rodas, tecedeiras etc.) até chegar às máquinas rudimentares de costura.
Religiosamente, era um povo entregue a si mesmo por falta de padres e catequistas. Apesar de tudo, a fé popular se mantinha, graças aos catequistas leigos, rezadores e ermitões.
Este panorama de carência geral mudou sensivelmente. Deus serviu-se de um simples medalhão para atrair o progresso em todos os seus níveis: religioso, social e material. Tanto assim, que foi preciso construir capelas e igrejas sempre maiores para o pequeno Barro Preto.

22 de junho de 2011

HISTÓRIA DO SANTUÁRIO DE TRINDADE - CAP. 2 e 3

Desenhos: Victor Filho. Texto: Pe. Clovis de Jesus Bovo, redentorista.
Cap. 2 - CRESCE A DEVOÇÃO
Logo surgiu a capelinha feita de barro e coberta com folhas de buriti, como eram as casas do arraial. Os moradores do lugarejo e da vizinhança começaram a se reunir na humilde capela. Dona Ana “tirava” o terço entoando o “Bendita de Deus, bendita Maria”. Depois cantavam a ladainha e o Ofício:
Agora, lábios meus, dizei e anunciai
Os grandes louvores da Virgem Mãe de Deus.
Sede em meu favor, Virgem Soberana,
Livrai-me do inimigo com vosso valor.
A devoção ao Divino Pai Eterno foi se espalhando pelos povoados. Os romeiros acorriam pressurosos até Barro Preto como os pastores acorreram para Belém. O canto plangente dos carros de boi levando os devotos para ver o Divino Padre Eterno, ecoava ao longe no silêncio do sertão. Muitos traziam as “tralhas” para armar sua barraca ao redor da capelinha. O arraial formigava de gente. Já era tempo de convidar o padre.
O velho Pe. Basílio, vigário de Campininha das Flores, começou a atender os fiéis no primeiro domingo do mês de julho. Essa data foi virando dia de festa. Não tardaram as graças e os milagres.
Assim começou a devoção. Assim começou a romaria. Deus se serve dos pequenos para realizar grandes obras. (960 caracteres)

21 de junho de 2011

HISTÓRIA DO SANTUÁRIO DE TRINDADE - I

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO CSsR
INTRODUÇÃO

Certo cientista estrangeiro, ao visitar o interior do Brasil, parou num vilarejo e perguntou a um sertanejo:
- Por aqui nasceu algum grande homem?
- Não, professor. Aqui só nasceu gente pequena, até hoje.
Os dois riram à vontade, pois entenderam bem o trocadilho.
O Pai do céu costuma realizar grandes obras, começando sempre pelas pequenas coisas. Assim,por exemplo:
- De uma semente pequenina surgiram árvores gigantescas...
- De um fio d’água das nascentes, formaram-se os rios caudalosos...
- Os gênios do saber e das artes nasceram nos bancos da escola...
- O gigante Golias cabia na cabecinha de um alfinete quando foi concebido.
- Os campeões do esporte começaram a jogar bola nas pracinhas do seu bairro.
- Esse imenso universo em que vivemos, chegou a ser o que é, após o simples “faça-se (fiat) do nosso Criador...
- Os santos não nasceram santos; santificaram-se escalando passo a passo a montanha da santidade...
- A grandiosidade atual do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno começou com uma modesta medalha.
Leia os textos e veja as pinturas do desenhista Victor Filho, para saber como tudo isso aconteceu...

CAP. 1 - O ACHADO PROVIDENCIAL
Transportemo-nos até o ano de 1843 para conhecer o poético e bucólico arraial de Barro Preto, localizado no centro de Goiás. Seus poucos moradores trabalhavam na terra, de onde tiravam “o pão de cada dia” com o suor do rosto. Suas moradias eram de pau-a-pique, cobertas com folhas de buriti. Mas todos viviam da Fé robusta e simples, herdada dos antepassados.
Certo dia Constantino Xavier Maria e a esposa Ana Rosa de Oliveira estavam limpando uma plantação, quando notaram no chão revolvido, uma medalha de bom tamanho. Era de terra cota. Tinha formato oval e cerca de meio palmo. Constantino exclamou admirado, mostrando a medalha para a esposa:
- Ana, veja aqui esta medalha.
Ana pegou-a respeitosamente, limpou-a no avental, e beijando-a, disse numa alegre surpresa:
- Veja só! Representa as Três Pessoas da Santíssima Trindade, coroando nossa Mãe, nossa Senhora. Vamos levá-la para casa?
Naquele momento não se interessaram em conhecer a origem do medalhão. Viram simplesmente o dedo de Deus naquele achado providencial. A noticia se espalhou rapidamente. Naquela mesma noite reuniu-se um pequeno grupo na casa de Constantino para rezar o terço diante do Divino.
= Aguarde os próximos capítulos.

31 de maio de 2011

Igreja e Seminário São Geraldo Majella - Parte 6

PADRE LUIS RODRIGUES
BATISTA CSsR
PROVINCIAL DE SÃO PAULO

Resumo da Espiritualidade Redentorista

            A Espiritualidade Redentorista, apreendida de Santo Alfonso, tem alguns pilares fundamentais da vida Cristã. A começar pelo Presépio, que remete-nos ao Mistério da Encarnação. O Filho de Deus assume a nossa condição humana, que por amor sem medida, abraça o caminho da Cruz, até o Calvário, onde se doa totalmente. Do lado de Jesus correu sangue e água, conforme o Evangelho de João, expressão do amor redentivo de Cristo, que se doa totalmente até a Morte na Cruz.
Os Sacramentos são sinais perenes da graça desse Deus que nos quer todo bem. A Eucaristia se torna o alimento essencial para a caminhada dos filhos de Deus na fidelidade a Cristo. Jesus no Sacrário está, incansavelmente, esperando que os corações se aproximem Dele para amá-Lo. O Sacramento da Reconciliação é o grande convite que Deus nos faz para a conversão. Somos no dia a dia convidados a viver reconciliados com Deus e os irmãos.
O grande meio para a perseverança no projeto que Deus quis para a humanidade é a oração. Por isso, Santo Afonso se ocupou em colar nas mãos do povo métodos simples de oração. Escreveu livros e orações, compôs músicas e fez pinturas para que as pessoas fossem despertadas para corresponderem ao amor infinito de Deus.
Maria, a Mãe de Jesus, ocupa um lugar privilegiado no coração dos Missionários Redentoristas. O motivo é que Maria Santíssima participa ativamente na Obra da Redenção, realizada por seu Filho Jesus. Ela é a primeira discípula e missionária de seu Filho. Torna-se dócil à vontade de Deus Pai, pela Ação do Espírito Santo. No Evangelho temos sinais de que Maria intercede junto a seu Filho em favor de todos nós. Ela é a Mãe do Perpétuo Socorro.
Pe. Luís Rodrigues Batista, C.Ss.R
São Paulo, 24 de maio de 2011

NOTA: Agradecemos pela colaboração dos Padres da Província de São Paulo: Bertanha e Luiz Carlos!

30 de maio de 2011

Igreja e Seminário São Geraldo Majella - Parte 5


PADRE LUIZ RODRIGUES
BATISTA CSsR
PROVINCIAL DE SÃO PAULO
Os Redentoristas no Brasil

Em 1893, chegou ao Rio de Janeiro e Juiz de Fora, MG, a primeira comunidade de Redentoristas, vinda da Holanda. Até hoje, os Redentoristas continuam a história dessa fundação, que se expandiu nos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e região do Nordeste Brasileiro.
Aos 28 de outubro de 1894, chegou outro grupo de Redentoristas, vindos da Alemanha, para assumir os trabalhos em Aparecida, SP e Trindade, GO. Essa fundação foi se estabelecendo, iniciou em 1898, o Seminário Redentorista Santo Afonso em Aparecida, começou a pregar as Santas Missões Populares e fundar outras comunidades em São Paulo e no interior do Estado, como Araraquara no ano de 1920, Tietê em 1936, São João da Boa Vista em 1939. Também nos estados de Goiás e do Rio Grande do Sul essa fundação Redentorista, de origem alemã, foi se ramificando e frutificando, até os nossos dias.

29 de maio de 2011

Igreja e Seminário São Geraldo Majella - Parte 4

PADRE LUIS RODRIGUES
BATISTA CSsR
PROVINCIAL DE SÃO PAULO

História resumida dos Missionários Redentoristas

                A Congregação do Santíssimo Redentor teve início no dia 9 de novembro de 1732, em Scala, Reino de Nápolis, sul da Itália. O fundador é Santo Afonso Maria de Ligório, que se compadecendo pela situação dos pobres e abandonados ao seu redor, quis fundar uma família religiosa missionária para dedicar-se de modo exclusivo, anunciando lhes a Copiosa Redenção. Um dos textos bíblicos que iluminou Santo Afonso é Lucas 4, 16 a 20, onde temos: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para evangelizar os pobres, mandou-me anunciar aos cativos a libertação, aos cegos a recuperação da vista, por em liberdade os oprimidos e proclamar um ano de graça do Senhor”.

28 de maio de 2011

Igreja e Seminário São Geraldo Majella - Parte 3

PADRE LUIZ RODRIGUES
BATISTA CSsR
PROVINCIAL DE SÃO PAULO
História do Seminário São Geraldo Majella
Antes de chegar a Sorocaba, o Seminário Redentorista São Geraldo já tem algumas décadas de história. Dia 2 de agosto de 1956, foi a data marcada para a bênção e inauguração do novo berço da Unidade Redentorista de São Paulo: a casa destinada à formação dos futuros Irmãos Coadjutores. Essa casa foi batizada com o nome de Geraldinato.
O local escolhido para a fundação: bairro do Potim, distante 4.200 (metros) do centro de Aparecida, antiga fazenda Jataí, atualmente, fazenda São Geraldo. Essa fazenda foi adquirida pela Comunidade Redentorista de Aparecida em outubro de 1953, sendo Reitor o Revmo. Pe. Antão Jorge, Provincial o Revmo. Pe. Antônio Macedo e Procurador (ecônomo da Província) o Revmo. Pe. Juvenal Martins. A finalidade era o Convento Redentorista de Aparecida possuir uma casa de descanso.

27 de maio de 2011

Igreja e Seminário São Geraldo Majella - Parte 2

PADRE LUIS RODRIGUES
BATISTA CSsR
PROVINCIAL DE SÃO PAULO

História resumida de São Geraldo Majella

Nasceu em 1726, em Muro Lucano, no sul da Itália. Sua mãe, Benedita, uma mulher piedosa, o fez conhecedor do amor infinito e misericordioso de Deus. Geraldo sentia-se feliz porque estava junto de Deus. Quando estava com doze anos, seu pai veio a falecer e ainda menino Geraldo se tornou o apoio da família, sua mãe e duas irmãs.

Entrou como aprendiz de alfaiate. Depois de quatro anos de aprendizagem e justamente no momento em que podia começar a trabalhar como alfaiate, disse que ia trabalhar como criado do bispo de Lacedônia. Os amigos o aconselharam que não aceitasse esse trabalho, mas não foi suficiente fazer Geraldo desistir. Durante três anos se ocupou de tudo e permaneceu nesse trabalho até a morte do bispo.

26 de maio de 2011

Igreja e Seminário São Geraldo Majella - Parte 1

PADRE LUIZ RODRIGUES
BATISTA CSsR
PROVINCIAL DE SÃO PAULO
Igreja e Seminário São Geraldo Majella
A Congregação do Santíssimo Redentor (C.Ss.R) chegará à Sorocaba, SP, através da Igreja e do Seminário São Geraldo Majella. No decorrer do ano de 2011, estão sendo construídos o Seminário e a Igreja, com perspectivas para o início das suas atividades em janeiro de 2012. O local escolhido para a edificação: uma área de 5.460 m², localizada na esquina da Avenida Manoel de Camargo Sampaio com a Rua Henrique Carrara Amaral Rogick, em Lopes de Oliveira, região norte da cidade.
O prédio da igreja, com capacidade para acolher cerca de 600 pessoas, terá Celebrações Eucarísticas diárias, Novena Perpétua, às quartas-feiras, dedica a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, atendimento pastoral pelos sacerdotes (aconselhamentos e confissões), além da presença de religiosos e seminaristas nas atividades, junto às comunidades e pastorais da Paróquia São Luiz Gonzaga, na Vila Barão. Outras atividades ainda poderão ser desenvolvidas, conforme as necessidades e planejamentos pastorais que a realidade paroquial, arquidiocesana e comunitária indicarem.