CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR

Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA! ...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!

ATUALIZAÇÃO



Em breve atualizaremos essa página.
Por enquanto, para acompanhar as atividades da UNESER, acesse nosso site: www.uneser.com.br

Agradecidos
PRÓXIMOS EVENTOS (Todos estão convidados)


II ENESER VIRTUAL
Dias 23, 24 e 25 de julho de 2021

II ERESER SACRAMENTO
Dias 28 e29de agosto de 2021






SOM NO BLOG

QUANDO QUISER ASSISTIR ALGUM VÍDEO DO BLOG, VÁ ATÉ À "RÁDIO UNESER INTERATIVA" (caixa à direita do blog) E CLIQUE NO BOTÃO DE PAUSA (II).
APÓS ASSISTIR O VÍDEO, CLIQUE NO MESMO BOTÃO (PLAY) PARA CONTINUAR OUVINDO A RÁDIO.

Mostrando postagens com marcador Casos de Missionários. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Casos de Missionários. Mostrar todas as postagens

18 de abril de 2013

Os Pastores Redentoristas


O Papa Francisco foi citado sobre seu desejo de que os padres não fiquem na sacristia, mas que saiam e se misturem com as ovelhas… a ponto de, “serem pastores com o cheiro das ovelhas”. Quando ouvi o Santo Padre dizer isto, pensei, primeiramente, em nosso fundador Santo Afonso, que deixou Nápoles para, literalmente, trabalhar entre os pastores abandonados de SCALA – do qual este Boletim recebe o nome. Então comecei a pensar nos confrades aos quais estou familiarizado e que fazem exatamente o que o Santo Padre disse. Talvez vocês também conheçam alguns. Seria muito bonito indentificá-los. Aqui estão os meus quatro. Enviem-me os seus para futuras edições do SCALA
O Bispo Emérito de Coari, Amazonas, Brasil, D. Gutemberg Freire Regis, C.Ss.R., que, após um vigoroso episcopado no coração do Amazonas, estando “aposentado” juntou-se a outros Redentoristas em uma nova missão próxima à fronteira com o Peru. p

Os missionários Redentoristas Americanos Joe Maier e Michael Shea, os quais despenderam 40 anos, cada um, na Tailândia, trabalhando em Bangkok, nas favelas, entre os mais abandonados, as crianças de rua, os órfãos e vítimas de AIDS.
p p

Padre Brian Holmes, missionário Irlandês, trabalhando entre os mais pobres, primeiramente em Fortaleza, Brasil, e, atualmente, em Moçambique, África.
p
Padre Tony Branagan, missionário Irlandês, trabalhando em Kemerov, Sibéria, com 78 anos.
p
Nossos “Redentoristas-Francisco” do mês!
Graça e Redenção para Todos!
Gary Ziuraitis, C.Ss.R.

Fonte: Scala de Abril/2013

5 de novembro de 2011

VOCÊ GOSTA DE "MORTANDELA" ?

Um caso escrito pelo Padre Antônio Peixoto e contado pelo Padre Pereira. Com sua licença, transcrevo de seu facebook:

Como é belo viver na simplicidade e sentir a presença de Deus nas pquenas coisas.





Há algum tempo atrás recebi o convite de um casal de velhinhos para almoçar com eles num domingo a combinar... Nunca fui!
Mas, um dia, numa quarta-feira passando naquele bairro da periferia de minha cidade, lembrei do convite do casal ao passar em frente a casa deles... Parei, bati palmas e fui alegremente recebido... Mas, a alegria durou pouco quando disse que estava ali, para almoçar com eles!
O seu Oscar me disse:
Padre, eu não preparei nada... Hoje não tem mistura... O senhor tinha que avisar com antecedência... E por ai vai...
Então eu disse!
Deixa disso, seu Oscar... O importante é a companhia e não a mistura... Deixa pra lá e vamos almoçar!
Senti que o casal ficou constrangido, mas não havia como recuar!
Então sua esposa disse:
O senhor gosta de “mortandela”?
Respondi rapidamente que adorava!
Ela disse ao seu esposo: Tem 0,75 centavos no pé de Nossa Senhora, vá no armazém e compra “mortandela” pro padre!
O homem foi alegremente e voltou rapidamente, num fôlego só...
Na mesa, resolvi repartir aquelas quatro fatias de mortadela entre nós...
Comemos alegremente, num ambiente de simplicidade, de acolhimento e de entendimento de que a vida deve ser sempre celebrada!
***
Na vida, não devemos alimentar expectativas em relação às pessoas...
Elas dão o que elas possuem!
Nem sempre as pessoas podem oferecer a nós, o que nós desejamos receber...

 O TEMPERO DA VIDA QUEM FAZ SOMOS NÓS!!!

15 de setembro de 2011

CASOS DE MISSIONÁRIOS


PADRE RUBEM LEME
GALVÃO CSsR

RUIM DE UM JEITO, PIOR DO OUTRO...
Nos velhos tempos de Seminário, mesmo nas férias, os estudantes seminaristas não podiam ir para casa de seus pais. As férias eram passadas coletivamente em alguma casa de campo. Como eram sempre numerosos, não era fácil acomodar todo mundo. E as improvisadas acomodações exigiam renúncias e até sacrifícios. Mas, a bem da verdade, deve-se dizer que a turma era animada, topava qualquer parada e levava na esportiva os percalços e imprevistos. Esses começavam, às vezes, já na viagem, ou apareciam à hora das refeições ou da hospedagem.
De um modo ou de outro sempre se encontrava uma solução.
Certa ocasião, não havendo cama para todos, improvisaram-se uns tabuleiros, que foram forrados com "magras" esteiras. Dormiu todo mundo no "duro" e acordaram todos com o corpo moído. Para a noite seguinte, uns "sabidos" pensaram ter encontrado radical solução. À tardinha, cortaram e amontoaram bastante capim seco e "engordaram" as magras esteiras. Beleza! Mas...ó terrível mas! O que eles não repararam é que o capim estava infestado de carrapatos!...Assim, se as camas ficaram mais fofas, a coceira acabou com o sono da turma e a "catança" no dia seguinte ocupou bom tempo das vítimas do desastrado arranjo. Creio que nunca se aplicou tão bem, como nesse caso, o ditado popular: "Foi muito pior a emenda do que o soneto!..."
REVISTA DE APARECIDA - SETEMBRO 2011

2 de setembro de 2011

CASOS DE MISSIONÁRIOS


PADRE RUBEM LEME
GALVÃO CSsR

"FORAS" DE MISSIONÁRIO...
Muitas vezes os missionários trabalham sozinhos. Nesses casos só eles e Deus tomam conhecimento dos "foras" que acontecem durante a missão. Azar maior é estar trabalhando com mais colegas que, impiedosamente, passam adiante esses deslizes. Vamos a alguns exemplos.
Procissão da madrugada. O missionário caminha pelas ruas rezando o terço pelo alto-falante. De repente, distraído ou sonolento, ele anuncia com firmeza: "Quinto Mistério Glorioso: coroação de espinhos de Nossa Senhora no Céu!"
Outra: Entusiasmado com a pregação, o missionário em lugar de dizer: "Quando soarem os clarins e as trombetas, chamando para o juízo final..." diz:" Quando soarem as claretas e os trombins..."
Não sei se foi fome ou sono que levou um outro a ler em lugar de: "Jesus mandou seus discípulos à frente para preparar a Páscoa...", anunciar solenemente: " Jesus mandou os discípulos à frente preparar a "paçoca"."
Será que os judeus já faziam paçoca naquele tempo?
REVISTA DE APARECIDA - SETEMBRO 2011

7 de agosto de 2011

CASOS DE MISSIONÁRIOS

PADRE RUBEM LEME
GALVÃO CSsR
MISSIONÁRIO MENTIROSO
Embora todos os missionários sejam impulsionados pelo mesmo Espírito, cada um tem dom ou carisma especial para esta ou aquela função.
Lidar com as crianças é um apostolado indispensável mas bastante cansativo e não é qualquer um que tem o dom e o fôlego necessários para sair-se bem nesse ministério. Mas, graças a Deus, sempre tivemos em nossas equipes alguém capacitado para isso.
Entre eles a figura do Padre Carlinhos - José Carlos de Oliveira, hoje bispo emérito da Diocese Rubiataba-Mozarlândia, Goiás.
Extrovertido, alegre e brincalhão, ele exercia um verdadeiro fascínio sobre a criançada. Fascínio esse que acabava se estendendo sobre os pais e os professores. E ele nunca se importava com a presença de algum missionário, fosse quem fosse. E foi por isso mesmo que um colega pode testemunhar o seguinte fato:
Narrando a história bíblica que conta a luta entre o pequeno Davi e o gigante Golias, e querendo impressionar a criançada, abriu os braços e exclamou pateticamente: "Aí, o pequeno Davi pegou a espada do gigante. Uma espada de três metros de comprimento(imagine!) e cortou a cabeça do gigante Golias!".
Até que ele teria se saído muito bem se, em meio ao silêncio da criançada, um garoto não gritasse bem alto: "É mentira seu padre!". E agora?

15 de julho de 2011

CASOS DE MISSIONÁRIOS

PADRE RUBEM LEME
GALVÃO CSsR
O MILAGRE QUE JESUS NÃO FEZ!
Se volto ao meu tempo de infância, recordo que a gente imaginava o padre como algo de diferente, um ser sobre-humano. Jamais me esqueci o dia em que, com mais alguns coleguinhas, vimos pela primeira vez a calça de um padre. Era como se estivesse visto um anjo sem asas!...A secularização do mundo moderno despiu, até demais, a figura do sacerdote daquela aura divina que o cercava. O simples fato de a maioria dos padres andarem sem o hábito ou batina, já contribuiu muito para isso. Mesmo assim, não são poucas as pessoas, principalmente as mais idosas, que fazem uma idéia ainda bastante elevada do sacerdote e custam acreditar que o padre possa errar, principalmente nas orações e celebrações. Mal sabem essas pessoas  os apuros em que se metem os sacerdotes e a "ginástica" que às vezes têm de fazer para sair dos sufocos em que se vêem envolvidos, quando vítimas de suas limitações humanas. Essas "gafes" acontecem em bom número de vezes em meio à sonolência que assalta os missionários, visto que nem sempre podem deitar-se cedo e tem de levantar-se diariamente às 4 e meia da madrugada.
Para ilustrar, dois exemplos. Imaginem o meu apuro quando, rezando o terço com o povo na procissão da madrugada, inverti a ordem dos mistérios meditados no dia e fiz o Menino Jesus ser apresentado no templo, antes de ter nascido!...Consolou-me ficar sabendo que um colega caiu em algo semelhante, "forçando"  Jesus a carregar a cruz depois de nela já ter morrido.
REVISTA DE APARECIDA - JULHO/2011

1 de julho de 2011

CASOS DE MISSIONÁRIOS

PADRE RUBEM LEME
GALVÃO CSsR

PONTO FINAL!
Por ocasião das Semanas  Santas está se tornando cada vez mais frequente a apresentação das cenas da Paixão de Cristo, ao vivo. Nem sempre, porém, com a grandiosidade que é apresentada anualmente em Nova Jerusalém, estado de Pernambuco. Cada representação depende, é claro, das possibilidades de cada comunidade. A inventividade entra em jogo e algumas encenações chegam até a um bom grau de perfeição e arte. E é incrível e comovente o empenho e a seriedade com que os personagens assumem e representam, cada um, seu papel. É bastante comum o público se emocionar e chegar até as lágrimas. Mas (olha o "mas" aí de novo), nem mesmo esse doloroso tema e a seriedade dos atores e da platéia impedem que lá uma vez  ou outra aconteça algo engraçado e pitoresco.
Aconteceu que, numa dessas encenações, o missionário redentorista, Padre Renato, fazia o papel de Jesus. "Pregado" na cruz, procurou assumir com maior perfeição possível o papel de morto. Foi aí que um de nossos colegas, que estava no meio da platéia, ouviu um grupinho comentar: "Nossa! Acho que ele está morto mesmo!"E outro: "Claro que não está. Ele está só fingindo!" . E assim foi:"...está, não está...está, não está..." até que alguém interveio e colocou um ponto final, dizendo: "Está morto nada. Olhe só o "barrigão" dele!..."
E agora? Os "barrigudos" não morrem?!...
REVISTA DE APARECIDA - JULHO/2011

17 de junho de 2011

CASOS DE MISSIONÁRIOS

PADRE RUBEM LEME
GALVÃO CSsR

DERRAMA OU DERRAME?

"Nossa cidade será abençoada, porque o Senhor vai derramar seu amor. Derrama, Senhor! Derrama, Senhor! Derrama sobre ela o seu amor!"
Náo há, pelo menos entre aqueles que já participaram de uma das Missões populares redentoristas, alguém que não saiba cantar a melodia da estrofe acima.
Em uma das comunidades de Simonésia, Minas Gerais, entretanto, o missionário ficou sabendo que, no meio desse coro festivo de vozes, havia um senhor que não abria mais a boca para cantar isso.
Mas  o que houvera?
Acontece que esse fulano tinha um medo louco de morrer, pois ele viu um amigo cantar entusiasmado o "Derrama" e, no dia seguinte, morrer, vítima de um derrame!...
REVISTA DE APARECIDA - JUNHO/2011

3 de junho de 2011

CASOS DE MISSIONÁRIOS

PADRE RUBEM LEME
GALVÃO CSsR
É MELHOR NÃO COMPLICAR!
Não foi sem motivo que Santo Afonso, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, exigiu que seus missionários, ao tratarem com o povo, usassem sempre uma linguagem muito simples. Isso, para que as mensagens pudessem ser recebidas e compreendidas por todos, desde os mais sábios até os mais ignorantes. Aliás, o Divino Mestre, o grande missionário do Pai, já nos deu o exemplo. Basta ler as Escrituras para perceber isso. Seu modo de falar era sempre muito simples e acessível. Porém, quando algum de nossos, consciente ou inconscientemente foge a essa regra, paga imediatamente o preço.
Assim, um dos nossos missionários ao agradecer uma refeição muito bem e carinhosamente preparada pelos seus hospedeiros, disse à dona da casa:"Minha senhora, muito obrigado, Deus lhe pague pela ótima refeição!"
Até aí, tudo bem. Mas, sem querer ele estragou tudo quando, querendo ser muito gentil, acrescentou: "Mas a senhora não precisa se preocupar em preparar sempre uma comida tão requintada assim!"
Tarde demais, o missionário percebeu o "fora" que dera quando a mulher, profundamente magoada respondeu:"Não, padre. Por amor de Deus! Eu jamais faria uma coisa dessa. Eu nunca teria a coragem de servir para um padre, principalmente para um missionário, uma comida requentada!..."
Não adianta mesmo. O melhor é falar simples para não complicar as coisas.
De acordo?!?
REVISTA DE APARECIDA - JUNHO/2011

21 de maio de 2011

CASOS DE MISSIONÁRIOS

PADRE RUBEM LEME
 GALVÃO CSsR
FAVOR IMPOSSÍVEL!
Certa tarde, a turma estava em oração na capela de nosso Seminário Maior, em Tietê, São Paulo.
Às tantas, um sol muito forte começou a incomodar.
Um seminarista, importunado pelo calor, pediu delicadamente ao colega que estava ao lado da janela que fechasse a cortina.
O colega, porém, nem se mexeu.
Julgando que ele não ouvira, pediu mais alto:
-"Por favor, feche a cortina para mim!"
Nada! O colega não se moveu.
Quando, já bastante irritado, ele pediu a terceira e quarta vez e o colega não deu a mínima, ele se levantou furioso, pulou por cima das pernas do indiferente e mal-educado e...só então percebeu que exatamente aquela janela estava sem cortina!...
REVISTA DE APARECIDA - MAIO/2011

11 de maio de 2011

CASOS DE MISSIONÁRIOS

PADRE RUBEM LEME 
GALVÃO CSsR
ONDE ESTÁ O DOENTE?
"Estive doente e vocês me visitaram."
"Tudo que fizerdes ao menor dos meus irmãos, é a mim que o fazeis."
Se essas afirmações de Jesus valem para todos os cristãos, quanto mais urgem para a consciência dos sacerdotes.
Santo Afonso, fundador da Congragação Redentorista, mandava que, se necessário, se vendessem até os livros da biblioteca para tratar bem os nossos doentes!
Em nossas Missões, temos um tempo reservado para a Missa dos enfermos e idosos, e para visitá-los em suas casas ou nos hospitais. Pois em um desses dias, um senhor, a cavalo, foi procurar um missionário. Com ele já trouxera outro animal arreado. Prontamente o padre deixou seus afazeres e apetrechou-se do necessário para atender bem o doente. Levou a Santa Eucaristia e os Santos Óleos para a Unção dos Enfermos, se fosse o caso.
Montaram os dois e lá se foram, cavalgando sob um sol de rachar.
Depois de percorridos uns bons quilômetros de uma estradinha estreita e poeirenta, chegaram a uma casinha muito simples, dessas típicas dos que moram em pequenos sítios.
Apearam e, amarrados convenientemente os animais nos moirões da cerca, entraram.
Como não aparecesse ninguém para recebê-los, não havendo, portanto, a quem mais se dirigir, o missionário voltou-se para o seu companheiro de viagem e disse:
-"Muito bem, meu amigo, cá estamos nós. Mas onde está o doente?"
Puxando uma cadeira e enxugando o rosto suado com as "costas" da mão, o caboclo respondeu com toda a simplicidade:
-"Pois o doente sou eu, seu vigário".
O que você faria num caso desses?

REVISTA DE APARECIDA - MAIO/2011

15 de abril de 2011

CASOS DE MISSIONÁRIOS

PADRE RUBEM LEME GALVÃO CSsR
VAI OU RACHA!
Tendo o Senhor criado o ser humano livre, ele é o primeiro a respeitar essa liberdade. Mas como pai bondoso e sábio, encontra sempre algum meio de tocar as consciências e dar um "empurrão" sempre, é claro, para o bem.
Esse "empurrão" vem muitas vezes de modo imprevisível.
Missões na localidade de Fervedouro, Rio de Janeiro.
Como acontece nessas ocasiões, a resposta é diversa. Há os que aderem imediatamente e com entusiasmo. Outros se deixam contagiar aos poucos, havendo outros que resistem até o fim, quando não se opõem abertamente ao trabalho dos missionários.
Pois bem, na referida Missão, uma senhora desempenhava entusiasmadamente as funções. De nada valeram seus rogos e insistência para que seu marido fosse também. Ela que fosse sozinha!
Certa manhã, o som dos alto-falantes, chamando para a procissão da penitência, acordou o casal.
Desestimulada pela atitude do marido, a mulher também resolveu ficar na cama.
Mas aí aconteceu!
De repente a cama se quebrou e os dois rolaram no chão!
Interpretando o fato como um sinal de Deus, olharam um para o outro e, em silêncio, aprontaram-se e foram imediatamente para a igreja.
A mensagem do Evangelho tocou fundo o coração do homem que, daí em diante, não perdeu mais nada nas Missões.
Que tal se a gente contratasse uns "cupins" para minar algumas camas por aí?!...

REVISTA DE APARECIDA - ABRIL/2011

1 de abril de 2011

CASOS DE MISSIONÁRIOS

PADRE RUBEM LEME GALVÃO CSsR

POR UM TRIZ!

Por ocasião das Missões, muitas vezes nos vemos às voltas com dificuldade de encontrar um local apropriado para as confissões.
A maioria das igrejas têm esse lugar apenas para um padre.
Assim, os missionários, logo que chegam, saem à procura de um cantinho mais discreto para o atendimento dos fiéis.
É muito comum usarem para isso a sala que normalmente existe debaixo da torre , logo à entrada das igrejas.
E essas salas prestam-se muito para instalação de aparelhagem do som externo. Ali tocam músicas de chamadas e fazem os  apelos para que o povo participe dos atos da Missão.
Pois, certa ocasião, o missionário, que ligara o aparelho para esse fim, esqueceu-se depois de desligar o amplificador e o respectivo microfone. 
Aconteceu que, logo em seguida, apareceu uma pessoa para se confessar. Tranquilamente o padre sentou-se junto à mesinha para atendê-la. Como ali, penitente e confessor ficavam bem à vontade, o sacerdote iniciou logo o atendimento, sem perceber que o aparelho estava ligado e que, o que ali se falava, ia espalhar-se por toda a cidade pelos alto-falantes da torre!
Por muita sorte, um missionário que estava ao lado da igreja percebeu o que estava acontecendo e correu a alertar o desatento colega.
Assustado, ele desligou imediatamente o amplificador. Não fosse essa pronta e providencial intervenção, os "segredos" daquela confissão teriam se espalhado por toda a cidade!
Foi mesmo por um triz!

REVISTA DE APARECIDA - ABRIL/2011

5 de março de 2011

CASOS DE MISSIONÁRIOS

PADRE RUBEM LEME GALVÃO CSsR

INESQUECÍVEL BELISCÃO!

Lá se vão os bons tempos em que a Semana Santa era guardada para veler mesmo. O jejum da Quaresma era rigoroso e, assim mesmo, respeitado.
Na Sexta-feira Santa então, o luto era total. Os trens não apitavam, os automóveis não buzinavam e em casa a gente não podia cantar, falar alto e muito menos assobiar. Era um silêncio geral em respeito à morte do Filho de Deus, na Cruz. Os sons dos sinos e campainhas eram substituídos pelo estalar das matracas de madeira. Na procissão do enterro, ou do Senhor morto, não podia faltar ninguém. As casas se esvaziavam e a população comparecia em peso, e, atrás do esquife, a multidão caminhava no mais profundo silêncio.
Ainda pequeno fui levado pelos meus pais para participar dessa cerimônia. Em dado momento pára a procissão para o tradicional canto da Verônica.
Embora muito longe para ouvi-la (não havia ainda os alto-falantes) paramos também. Quase esmagado no meio daquele povão, acostumados aos termos da fazenda e sem entender o motivo daquela parada, falei bem alto: 
-"EH!EMPACOU!..." 
A seriedade daquele momento não impediu que muita gente risse alto de minha intempestiva intervenção, assim como não impediu o doloroso beliscão que minha mãe pespegou em meu braço.
Se não chorara pelo Senhor Morto, foi com lágrimas nos olhos que acompanhei até o fim da cerimônia. Até hoje, quando acompanho essa procissão, agora como padre, e ouço o canto da Verônica, parece-me que ainda sinto no braço a dor daquele tão longínquo beliscão.

REVISTA DE APARECIDA - MARÇO/2011

4 de fevereiro de 2011

CASOS DE MISSIONÁRIOS

PADRE RUBEM LEME GALVÃO CSsR

Cada vez mais raro atualmente, o uso de cavalos era uma constante na vida dos missionários. Não havia a facilidade dos carros e das estradas de hoje.

Só Deus sabe o montante das distâncias percorridas pelos beneméritos apóstolos no lombo de animais. E, porque não dizer também, os tombos que aqui ou ali aconteceram.
Acredito ser oportuno lembrar também que, naqueles tempos, nem para montar era permitido tirar a batina. Se por um lado era incômodo, por outro "machucava-se" a batina mas...livrava-se a pele!
Outro pormenor a recordar é que, normalmente, o missionário não escolhia o animal que ia cavalgar. Tinha de contentar-se com o que traziam e nem sempre era grande coisa. Mas, não havendo outra saída, era montar e ir em frente.
Pois bem, certa ocasião saí a cavalo para atender um doente em uma fazenda. Ao regressar, não eram poucas as pessoas que esperavam o padre cavaleiro à porta da capela. Escondendo o secreto desejo de dar uma de experimentado peão, fiz a maior pose do mundo para apear. O castigo veio na hora! Esqueci-me de que o laço estava dependurado ao lado do arreio.
Nele enrosquei o pé, perdi completamente o equilíbrio e...esborrachei-me no chão bem na frente de toda aquela gente! Não é difícil imaginar a vergonha que passei.
Para amenizar o vexame, um velho e fiel amigo que estava ao lado segurou o cavalo pelas rédeas e comentou bem alto: "O Padre Galvão foi esperto. Quando viu que ia cair, deitou!"
Obrigado, velho amigo, pela "colher de chá"!
REVISTA DE APARECIDA - FEVEREIRO 2011


1 de janeiro de 2011

CASOS DE MISSIONÁRIOS

PADRE RUBEN LEME GALVÃO CSsR

Tio ou tia?

Nos bons e saudosos tempos de estudos de Filosofia e Teologia em nosso Seminário Maior "Sta.Teresinha", na cidade paulista de Tietê, o padre que tomava conta dos estudantes levava pomposo título de "Prefeito".
Na época em que lá estudei, o "prefeito" era um padre holandês de nome Henrique Broekhuizen. Era um sacerdote exemplar, piedoso, inteligente e culto, mas muito simples e humilde.
Amava os estudos e seus estudantes. A eles dedicava todo o tempo necessário.
Tanto assim que, nas horas de recreio e sempre que podia, não deixava de jogar umas boas partidas de basquete, esporte que apreciava muito.
Alto e magro, deslizava ligeiro pela quadra, não sendo nada fácil exercer marcação sobre ele. Em resumo, um amigo que deixou profundas saudades em todos os que conviveram com ele.
No começo, holandês que era, não era raro complicar-se no uso da língua portuguesa. Sabia, porém, levar na "esportiva" as gafes cometidas e até se divertia com elas. Entre muitas outras, veio-me à memória a seguinte:
Certa vez ele recebeu uma carta de sua terra natal. Era de uma sua irmã comunicando-lhe que acabara de ser mãe, que tivera um bebê. Pois, na hora do recreio, ao comunicar - todo feliz - a notícia aos estudantes, ele assim se expressou com toda a simplicidade: "Olhem! Acabo de receber uma carta de minha irmã, da Holanda, dizendo que teve um bebê. Mas como ela não disse na carta se é menino ou menina, eu não sei se sou tio ou tia!..."
REVISTA DE APARECIDA - JANEIRO 2011

17 de novembro de 2010

CASOS DE MISSIONÁRIOS

PADRE RUBEM LEME GALVÃO CSsR

RESPOSTA INESPERADA

Criança  é sempre criança. Tem hora que alegra, diverte e alivia o ambiente e, às vezes, faz a gente chorar de tanto rir.
Mas, infelizmente, essa mesma criança irrita, incomoda e chega a desafiar a paciência de qualquer um. Não quero falar daqueles pais desalmados, embrutecidos, que chegam a maltratar e até, Deus o livre, a matar seus próprios filhos. Em compensação, há muitos e muitos que se dedicam de corpo e alma à educação, à formação de tantos pequeninos. E, aqui vai um conselho : Para se agüentar melhor essa "turminha" nada melhor do que se lembrar que todos nós já fomos crianças também ( ou será que você não foi? ) e só Deus sabe o que aprontamos para os nossos pais. Outra coisa: não deixa de ser sempre um problema para os pais levar os seus filhos à igreja. Se não levam, a criança não se acostuma e os pais desacostumam. Se levam, é aquele caso sério.
Mas vamos ao fato: Certa vez, uma senhora, não querendo perder uma conferência, e não tendo com quem deixar a criança, levou-a consigo.
No começo, tudo bem. Mas, às tantas, veio o inevitável. Acordando de seu tranqüilo sono, o nenê aprontou logo aquele berreiro. Não conseguindo acalmar a criança e controlar o seu choro, a mãe levantou-se para deixar a igreja. Querendo ajudar  a aflita mãe, o pregador, Padre Carlinhos - hoje Bispo Emérito de Rubiataba e Morzalândia, em Goiás - acudiu solícito:-"Minha senhora, por favor, não faça isso!Não precisa ir embora por causa da criança. Pode ficar!" Aí é que veio a inesperada resposta. A mãe, dessas caboclas simples e sem malícia, respondeu tranqüilamente: -"Não, seu padre, não estou saindo por causa do choro da criança, não! É porque o senhor, com a sua falação, não está deixando meu filhinho dormir!"...


REVISTA DE APARECIDA - NOVEMBRO/2010

2 de novembro de 2010

CASOS DE MISSIONÁRIOS

PADRE RUBEM LEME GALVÃO CSsR

QUE TAL A RECEITA?

Padre José Marques, participando da Missão na cidade mineira de Simonésia, ficou incumbido de cuidar da "Missãozinha" da criançada.
E criança, como se sabe, ao mesmo tempo em que quase nos tira do sério quase nos mata de rir.
E como são invejáveis a naturalidade e a sinceridade delas quando não aprenderam ainda a malícia ou a hipocrisia de tantos adultos.
Pois foi com essa naturalidade e franqueza que um garoto de seus nove anos foi ter com o padre José Marques e sapecou à queima-roupa:"Seu missionário, o senhor tem uma bênção especial para quem fala demais?"
O missionário perguntou espantado:" Que é isso, menino?"
"É isso mesmo, seu padre", respondeu o garoto, dando a seguinte explicação: "A mamãe e a professora dizem que eu falo demais e falo muita coisa fora de hora. O senhor não tem uma bênção para que eu possa falar menos e no horário certo?"
Diante da inesperada pergunta, o padre respondeu: "Olhe, para isso só tenho a bênção do esparadrapo. Você tapa a boca com um pedaço de esparadrapo e não vai mais falar na hora que não precisa.Ou tapa somente a metade da boca, falando menos do que normalmente fala..."
Que bom se muita gente reconhecesse com a sinceridade do garoto esse defeito e usasse a receita do missionário!
Haja esparadrapo!


REVISTA DE APARECIDA - NOVEMBRO/2010

20 de setembro de 2010

CASOS DE MISSIONÁRIOS

PADRE RUBEM LEME GALVÃO CSsR

E perderam a hora!

Conta-nos o colega missionário Padre Antônio Pacheco CSsR(foto abaixo):
"Na Comunidade urbana de Santa Efigênia, da paróquia de São Sebastião de Itabirito, em Minas Gerais, trabalhavam três missionários: um de estatura média-baixa, um baixo e outro alto.
Ficaram hospedados na sede da conferência de São Vicente, que ficava bem perto da capela.

No quarto de dormir, as três camas ficavam uma ao lado da outra.
Assim, eram acordados às quatro e meia da madrugada, para a procissão da penitência, pelos três despertadores que soavam quase que simultaneamente.
Aconteceu que, achando que o despertador do vizinho bastava para acordá-lo, cada um desligou o seu!
Conseqüência: Foram acordados pelo povo às cinco e meia, com insistentes batidas à porta.
Foi então aquela correria!
Vestir-se, calçar os sapatos, passar uma água no rosto, pentear os cabelos e correr para abrir a igreja.
Tudo isso em apenas 5 minutinhos!
Claro que com toda essa pressa e correria, mal tiveram tempo para pegar cada um a sua veste.
Era pegar e vestir!
Assim aconteceu, e lá se foram os missionários: um, arrastando a túnica na procissão da penitência...Enquanto que o outro foi celebrar missa com a veste litúrgica a meia canela!..."
Se o povo reparou, isso ele não me contou. Mas, é a tal história de um deixar para o outro...
E se ninguém fizer?


REVISTA DE APARECIDA - SETEMBRO/2010

13 de setembro de 2010

CASOS DE MISSIONÁRIOS


PADRE RUBEM LEME GALVÃO CSsR

PESO PESADO

Na noite de quarta-feira da segunda semana, já na terceira fase da Missão, está programada uma procissão luminosa. Sempre que possível, procura-se juntar várias dessas procissões numa concentração; os homens ocupam lugar de destaque para a renovação dos compromissos de fé, das promessas do Santo Batismo.
Na caminhada eles levam sempre um andor iluminado com a imagem do Cristo Crucificado. Para melhor visualização, sempre pede, que essa imagem e o respectivo andor sejam do maior tamanho possível.
Pois bem! Em uma cidade, nosso colega missionário padre Olívio Copetti sugeriu que o andor fosse enfeitado com imitação de pedras, fazendo lembrar o Calvário. Lógico que ele estava pensando naqueles papéis que imitam pedra, tão usados na montagem dos presépios de Natal.
Mas...aconteceu que os encarregados entenderam que o missionário estava falando de pedra mesmo.
Fizeram um andor e montaram um Calvário de pedras de verdade e ligadas com cimento!
Somem o peso da imagem, com o peso da bateria para os faróis de iluminação, e não será difícil imaginar quanto estava pesando aquilo tudo.
Em cima da hora, e sem possibilidade de improvisar outro andor, não restou ao padre senão aumentar o número de varais e arregimentar vinte homens bem forçudos para carregarem o "Andorzinho"!

REVISTA DE APARECIDA - SETEMBRO/2010