CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR
Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA!
...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!
ATUALIZAÇÃO
Por enquanto, para acompanhar as atividades da UNESER, acesse nosso site: www.uneser.com.br
Agradecidos
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2 de janeiro de 2015
31 de dezembro de 2014
30 de dezembro de 2014
12 de maio de 2013
Informativo da Província - Maio/junho -2013
2. Perfil
Pe.Ulysses
50 anos como
Redentorista
Ao celebrar o Jubileu de Ouro de minha dedicação
ao Cristo Redentor, meu primeiro sentimento é dizer que continuo contente de ser
Redentorista. Foram 50 anos de caminhada e não me recordo de ter tido um segundo
sequer de arrependimento por ter escolhido essa vocação e essa família
missionária. Vivo a alegria de ser Redentorista, até mesmo nos momentos de
tristeza.
No dia 2 de fevereiro de 1963, quando fiz a
profissão na Basílica Velha, o papa ainda era João XXIII e apenas havia
terminado a 1ª sessão do Concílio Vaticano II. Ainda não tínhamos consciência
da importância daquele acontecimento, mas já se respirava uma nova esperança em
toda a Igreja e o horizonte que se abria diante de nós, jovens professos, era imenso
e cheio de desafios. E se havia algo que os anos de Seminário Santo Afonso
haviam gravado em nós, desde meninos, era o gosto e a disposição para a
aventura.
Fiz a minha primeira profissão com a vontade
clara de ser missionário itinerante. Já tinha consciência suficiente de que não
desejaria ser salesiano ou jesuíta, exatamente por não querer ser professor ou
administrar colégios acessíveis apenas às elites. Lembro-me bem que, juntamente
com meus colegas de curso, sonhava em ser missionário na Prelazia de Rubiataba,
em Goiás, ou na Amazônia, ou até mesmo na África. Hoje, ao fazer as contas desses
50 anos, constato que por mais de 30 anos a santa obediência exigiu que eu
fosse professor, formador, provincial, conselheiro geral e, agora, secretário
geral. Sobraram alguns anos em que pude atuar diretamente em paróquias, no
Santuário Nacional e nas Missões Populares.
Para muita gente, creio que eu parecia quase sempre como se
fosse uma figura importante, um “pezzo grosso”, como dizem os italianos. Tanto
assim que, após o último mandato de provincial, quando fui transferido para o Jardim Sinhá, na periferia de São Paulo, alguém
comentou que era um castigo. Pelo contrário, mesmo que jamais me tenha sentido desiludido,
nunca me senti confortável nesses encargos. Parecia estar traindo meus sonhos de
menino e de jovem redentorista. O que sempre me consola é a nossa Constituição
2 que nos garante que formamos um só corpo missionário. Tenho, porém, a
impressão de estar vivendo e trabalhando na cochia, isto é, atrás ou debaixo do
palco, trabalhando para que os verdadeiros atores da nossa Congregação possam
desenvolver bem a sua missão diante do mundo.
Por isso, às vezes descubro dentro de mim um sentimento de
inveja, porque tenho certeza de que os verdadeiros atores do nosso carisma
missionário são aqueles confrades que vivem e trabalham no meio do povo, sempre
bem próximos, no diálogo direto com as pessoas, principalmente com os pobres e abandonados.
São eles os autênticos figurões ou “pezzi grossi” da nossa Congregação.
Contudo, interiormente eu me sinto feliz de ser simplesmente
um acessório ou ajudante desses confrades, espalhados por todo o mundo.
Ao longo desses 50 anos foram milhares os confrades que
conheci e conheço, que nunca se preocuparam em ser superiores ou ocupar qualquer
encargo aparentemente importante. Meus próprios colegas de curso tiveram mais
sorte do que eu. São simplesmente missionários redentoristas e não existe
título maior do que esse.
Repito que sou feliz como redentorista. E espero que o
Cristo Redentor esteja contente comigo. Minha fidelidade vive atrelada à misericórdia
do Pai, a quem pedi e continuo pedindo perdão, bem mais do que setenta vezes
sete. A obediência tantas vezes exigiu-me sacrificar tantos sonhos
missionários, e nem sempre consegui abraçar com gosto os encargos que me
confiavam. Era como se estivesse economizando energias para gastar
em alguma missão mais tarde. A pobreza tem me exigido bem
pouco, pelo contrário possibilitou-me uma vida sem tantas preocupações
materiais. A Congregação jamais deixou faltar tudo o que é necessário para uma
vida digna. Contudo, quando medito sobre a vida dos santos, vejo que quase
todos eles viveram próximos e solidários com os pobres. E isso me tem faltado,
com exceção dos poucos anos em que pude atuar na pastoral direta. Não há dúvida
de que o lugar social onde se vive limita a proximidade e o compromisso com os pobres.
E sem a solidariedade com os pobres, o nosso voto de pobreza será sempre manco.
Quanto à castidade, que parecia o único voto contra o qual cometíamos pecados a
toda hora, sinto que para além das fragilidades naturais, ele é o voto que nos
compromete com uma atitude constante de atenção e de respeito, de afeto e de
ternura para com todas as pessoas, a começar dos próprios confrades. É o voto
que torna a vida em comunidade uma experiência de amor e o trabalho pastoral
uma relação de pessoas, em que as mais pequenas e frágeis são as mais cuidadas.
Por tudo isso, estou longe de tê-los cumprido cem por cento. Ainda bem que o
Senhor nos deixou o sacramento do perdão e, ao longo desses 50 anos, muitas
vezes tive que pedir a absolvição de algum confrade para continuar percorrendo
o mesmo caminho. Já não tenho segurança sobre o meu tempo de validade. Sei que
o prazo já está bem pra cá do horizonte. O que eu gostaria de pedir ao Senhor é
que continue tendo paciência comigo e faça com que minha vida continue sendo
adubada, como o pé de figo do Evangelho, até que possa produzir mais frutos.
Que Ele complete a obra começada há tantos anos. E me faça
viver com gosto e com alegria cada segundo do tempo que ainda me conceder.
Não gostaria de ter que cantar logo o “Nunc dimittis”,
prefiro entoar ainda por muito tempo o “Magnificat”. Tenho certeza de que a
Nossa Senhora Aparecida, sob cujo manto fiz meus primeiros votos, continuará a
ser o meu Perpétuo Socorro, e intercederá por mim para que a copiosa Redenção
se realize plenamente em vida.
Nota: A seguir a mensagem enviada aos Jubilares de 2013 pelo grupo de Ex-seminaristas que estava em Retiro Espiritual na Pedrinha, gentilmente publicada pelo Pe. Ulysses no Informativo da Província.
Pe. José Ulysses da Silva, C.Ss.R.
Roma – Itália
Fonte: Informativo da Província de SP
Fonte: Informativo da Província de SP
9 de fevereiro de 2013
Peripécias de uma caminhada
O Pe. José Augusto da Silva, C.Ss.R., que completou 60 anos de Profissão Religiosa na Congregação Redentorista no dia 26 de janeiro, fala sobre sua trajetória vocacional e a felicidade em celebrar esse jubileu.
Pe. José Augusto, C.Ss.R.: Quando
criança, recebia de uma tia religiosa da Congregação das Irmãs da
Divina Providência santinhos feitos por elas. Queria ir para um lugar
onde aprendesse a fazer santinhos. Lia os manuais dos devotos, no caso
de Santa Terezinha e de São João Bosco. Santos da minha infância. Com a
ajuda desta mesma tia, fui encaminhado para o seminário dos salesianos
em Cachoeira do Campo. Enxoval pronto, na última hora uma outra tia
sugeriu que eu fosse para Congonhas do Campo, onde estava um filho seu.
Pude ser acolhido, porque morrera um seminarista e eu “ocupei seu
lugar”. Era o irmão do Padre Nogueira.

Como percebeu o chamado?
Dos
salesianos fui para os Redentoristas. Estudei sete anos em Congonhas,
agora sem “Campo”. Fiz o noviciado em Juiz de Fora. Profissão religiosa
no dia 26 de janeiro de 1953. Filosofia e Teologia no Seminário da
Floresta. Ordenado sacerdote em 2 de fevereiro de 1958.
Caminhos por onde passou
Pe. José Augusto, C.Ss.R.: Fui professor nas duas casas de formação em Congonhas, Juvenato e Juniorato, em 1959. Curso de Pastoral no Seminário
dos Franciscanos, em Divinópolis, em 1960. Missionário na equipe de
Três Corações em 1961. Preguei várias missões, inclusive no Acre. Em
janeiro de 1962 fui, para espanto meu, designado como professor de
Teologia no Seminário da Floresta. Em 1964, tendo trabalho alguns meses
na Rádio Campista Afonsiana (Campos-RJ), fui estudar Liturgia, na
Bélgica, Abadia de Santo André (Bruges). Tinha sido aceito para fazer
mestrado em Teologia, na Faculdade Dominicana, mas tive que voltar para
lecionar, de novo, Teologia e então Liturgia, pois o professor do
momento deixara o ministério presbiteral. Lecionei mais dois anos e
depois fui transferido para a Igreja de São José, Belo Horizonte. Em
1979 fui eleito pelo Capítulo Provincial para ser formador. Fui para
Juiz de Fora. Depois de um curso de espiritualidade em Roma, fui
transferido para Belo Horizonte: formador na Comunidade Vocacional Dom
Muniz, cujos seminaristas moravam na comunidade de São José. Tive a
incumbência de “montar” uma comunidade em outro lugar. Foi alugado um
apartamento, na região do Planalto; depois aumentando o número de
seminaristas fomos para uma casa no bairro Jaqueline. Aí fiquei até
1990. Como nesta época tivesse terminado mestrado em Teologia Moral no
ISI (Instituto Santo Inácio), agora com nome de FAJE, pensava em fazer
doutorado. Fiquei um pouco frustrado, depois superei: fui nomeado Mestre
de Noviços, cargo que exerci até 2005; com a união de noviços de
diversas unidades – economia de padre – “perdi o emprego”. Depois de um
triênio como reitor da comunidade da Igreja da Glória, vim para Belo
Horizonte, Igreja de São José.
Memória agradecida
Pe. José Augusto, C.Ss.R.: Por
todas estas peripécias bendigo a Deus, que me deu a graça da
perseverança, iluminando-me e fortalecendo-me em todos estes anos.
Sinto-me feliz.
25 de janeiro de 2013
ENTREVISTA / DEPOIMENTO / MEMÓRIA
Publico hoje mais um depoimento: ALEXANDRE DUMAS PASIN DE MENEZES .
Mais uma vez, convido todos para participarem mandando o seu, ilustrando com suas memórias.
É muito bom nos conhecermos melhor! Não
importa a época que lá estivemos. Importa, sim, o conteúdo e riqueza de
experiência que cada um viveu.
Vamos nos encorajar e participar!
ALEXANDRE DUMAS PASIN DE MENEZES
M E M Ó R I A S
Como não poderia deixar de ser, quero responder
ao Staliano o questionário que fez sobre o tempo em que estive no
Seminário Santo Afonso. Vou discorrer sem seguir rigorosamente a ordem
das perguntas. Tenho escrito vários artigos contando passagens
interessantes de meu tempo.
Nasci em Aparecida e, desde os
primórdios de minha infância, convivi com os redentoristas, minha mãe
era muito católica, meu pai agnóstico, fui batizado, crismado e com 8
anos ingressei no grupo de coroinhas da basílica velha, ali conheci
todos os padres da comunidade, os do convento e aqueles que lecionavam
no seminário. Os demais redentoristas da província sempre apareciam por
lá. Tive a honra de participar em 1946 das cerimônias do lançamento da
pedra fundamental da basílica nova, acolitei o cardeal Cerejeira e
também o cardeal Mota, tenho fotografias onde apareço ao lado dessas
autoridades eclesiásticas. Desde 1945, morava na Rua da Estação, a 50
metros dos portões do Colegião, nas proximidades situavam-se também a
Santa Casa e o Asilo, nessas casas havia capelas onde os redentoristas
celebravam aos domingos. Minha vida corria dentro da rotina de uma
criança normal, saudável e um pouco peralta, cumpria minhas obrigações
religiosas, não era tão piedoso a ponto de chamar atenção de algum padre
para convidar-me a ingressar no seminário. Eis que, em um domingo do
mês de janeiro de 1949, fui mandado para ajudar missa no Asilo, um padre
chamado Inocêncio aparece para celebrar e me faz aquela pergunta
inesperada : "Você não quer entrar para o seminário ?" . Fiquei
atônito, não sabia o que responder, saí pela tangente : "Quero, mas meus
pais não deixam ". Padre Inocêncio não teve dúvidas : "Vamos falar com
eles agora" . O resto qualquer um pode deduzir. Não achei ruim, pois
ingressaria na 1a. série do ginásio sem exame de admissão, o que não
tinha conseguido um mês antes numa tentativa de entrar no ginásio do
estado em Guaratinguetá. O enxoval foi providenciado e, em 02/02/49,
estava eu transpondo os portões do Colegião com uma tosca mala e
acompanhado pela minha mãe que não conseguia conter a emoção e
satisfação em ver mais um filho ingressar no convento, minha irmã
Ditinha já era freira vicentina.
"Jardins viçosos, ciprestes em alameda
Convidam à paz da vocação surgida
Fachada majestosa, janelões em vidros,
Portais se abrem a um convite amigo,
Transpor umbrais da soberana casa.....
Primeira imagem ao coração arfante,
Maria Virgem em escultura branca
Galerias amplas, abóbadas romanas,
No centro, o Cristo a indicar o Signo,
Apóstolos postados em prontidão constante...."
Fui indicado para a turma dos
menores, ali encontrei os dois primeiros zeladores, Gervásio Fabri e
Daniel Damacia, tomei ciência da autoridade que lhes era delegada,
portavam um apito com uma longa corrente, temida corrente, eram
disciplinadores, cumpriam ordens. Havia um manual que continha o
regulamento dos juvenistas, devíamos lê-lo a exaustão, o não cumprimento
de qualquer um de seus inúmeros itens tinha como consequência a
anotação no "Figo", livro temido e lido semanalmente perante toda a
comunidade, havia castigos, coisas da época. As aulas eram de manhã de
segunda a sábado, de tarde às segundas, quartas e sextas, havia passeios
às tardes de terça e quinta feira. No sábado, devíamos confessar e a
comunhão era diária, eu gostava dos cânticos na capela, aprendi todos,
muitos eram em latim, o primeiro organista foi o Oswaldo Aranha, aluno
da 7a. série. Minha turma, os que se tornaram padres: Antonio Clayton,
João Resende, Rodolfo Andeler e Cláudio Malman; os professos: Paulo
Hess, José de Arruda Rocha e Getúlio Vaz; os que permaneceram mais
tempo e que ainda me lembro : Antonio Maciel, Hélio Guindo, Faustino,
Arnóbio, Mário, Germano Bittencourt, Celso Plentz, Evaldo Natal, José
Carlos Vilhena, os irmãos paraguaios Pancrácio e Bernardo, o Souza e o
meu querido amigo de lá e de cá Vivaldo Justino Neves, este, quando já
em São Paulo, me animou e convenceu a prestar concurso do Banco do
Brasil onde juntos nos aposentamos. A turma um ano acima onde tive
muitos amigos eram os padres Pacheco, Gervásio e Daniel Damacia, os que
sairam dessa turma : Guido Arantes, Filemon de Castro, Valdir
matogrossense, Dito Siqueira, os irmãos Bianor e Higino Ferreira, João
de Deus Resende, Geiger e outros. Das turmas abaixo convivi com os
padres Geraldo Corrêa, Alberto Pasquotto, Pedrotti, Bertanha, Turler e
os gaúchos inseparáveis Guareschi e Aloisio. Os das turmas abaixo que
não permaneceram e foram meus amigos especiais : Sebastião Paulino,
meus primos João Bosco Pasin, Humberto Pasin e José Carlos Pasin, o
José Galvão Láua, Mário Muniz Barreto, Expedito Ourives, José Maria
Ribeiro, Gomes, Alonso Maciel, Miranda, Ramalho, Biazoto, Raimundo
Corrêa, os três profetas Josué, Eliseu e Elias e outros tantos.
Contemporâneos das turmas bem acima e com os quais convivi, mas não tive
contato em virtude da divisão de maiores, médios e menores : padres
Cabral, Jesus Flores, Dom Carlinhos, Dom Batistella, Zompero, Gabriel
Flores, Silvão e Silvinho. Das turmas bem abaixo com os quais também
convivi e também não tive contato: padres Libardi, Kron, Moacir e
Pelaquim . Aliás, essas divisões entre maiores, médios e menores foram
criadas sem nenhum discernimento, separavam simplesmente pela altura
física, vejam só, chegou uma época em que só eu e o Rochinha ainda
pertencíamos aos menores e o resto de nossa sala já estava entre médios e
maiores, convivíamos em aulas, mas não podíamos nos falar. Com essas
turmas citadas acima e outros que não me lembro convivi sete anos no
seminário, três anos no Colegião e quatro no Santo Afonso. No segundo
ano, recebi a fita de juvenista, no terceiro a de congregado mariano
menor e na quinta a fita de congregado maior. Acostumei-me à rotina da
casa, abracei o meu ideal, dediquei-me ao estudo, orei, refleti, não
tinha dúvidas de que seria um futuro sacerdote. A disciplina do
seminário era rígida, às vezes exagerada, trazida pelos padres alemães.
Eu gostava dos passeios, das férias na Pedrinha, havia horas de lazer,
teatros, cânticos. Não foi difícil para mim chegar à sétima série, minha
batina estava pronta, entraria para o noviciado, não fosse alguns
pensamentos que surgiram naquela mente que, embora ainda imatura, já
trazia questionamentos às diretrizes de nossa igreja católica. Nada que
envolvesse a fé principal, mas coisas que diziam respeito ao pecado,
castigo, inferno eterno e principalmente a exclusão da salvação
daqueles que não professassem a nossa fé. As aulas de apologética me
confundiram muito. Tornei-me uma pessoa escrupulosa, elegi padre
Rodrigues como espiritual. Não aceitava o inferno eterno nem os anjos
maus como obra divina. Meu espiritual não aguentou, convocava-o de dia e
de noite, sentia-me em pecado por pensar em desacordo com os
ensinamentos da Igreja. Foi o fim, fui mandado para casa descansar e
decidir sobre minha vocação, após três meses estava fora, assustado e
sem rumo num mundo para o qual não fui preparado.
Egresso do seminário, meus
pais acharam por bem que eu tomasse um rumo na vida longe de minha
casa, minha mãe estava doente, já em vias de morrer, e os cuidados todos
se voltavam para ela, não queriam que eu vivesse essa realidade. A
primeira opção que apareceu foi um vestibular na USP para o curso de
Letras Clássicas, seria uma fuga e não algo que me entusiasmasse. Passei
no vestibular e fui mandado para São Paulo com aquela mesma mala
velha, dois ternos, camisas e gravatas, tudo de meu pai, deram me
também algum dinheiro, algo suficiente para 30 dias. O mercado de
trabalho me era vedado por falta de documento militar, alistei-me como
refratário em Quitaúna, o certificado de reservista de 3a. categoria só
sairia em agosto. Diante dessa realidade e sem ter onde ficar, meu irmão
Orlando então tenente da PM, levou-me para morar no quartel do
Regimento Nove de Julho, na Rua Jorge Miranda, o alojamento era para
seis oficiais, mas havia um, já casado, que me cedeu sua cama. O
provisório se prolongou até que o comandante do regimento descobrisse a
existência de um clandestino no quartel, deu 3 dias de prazo para que eu
desocupasse a vaga, fui expulso solenemente, é hilário. Meu irmão mais
uma vez me socorreu, conseguiu junto ao irmão de seu sogro, Sr.
Aparecido Vieira, um emprego, sem carteira assinada, num escritório
montado dentro de sua própria casa no bairro do Tremembé. O sr.
Aparecido era egresso da Força Pública da qual tinha sido excluído na
década de trinta por participar de movimentos do Partido Comunista
fundado por Luiz Carlos Prestes, foi preso, fugiu e viveu clandestino
por muito tempo, na década de 50 fundou uma empresa que reunia clínicas
dentárias populares e o escritório era em sua casa, lá viviam parentes
estudantes, outros dentistas, sua mulher, dois filhos adotivos e alguns
comunistas clandestinos pertencentes à cúpula em São Paulo, eles dormiam
em quartos da edícula , viajavam, se revesavam e não participavam de
nossa mesa. Recebi uma tarefa, escriturava livros de contabilidade,
trabalhava durante o dia e à noite ia para a faculdade. A comida era
farta, o ambiente acolhedor, foi a minha primeira família pós-seminário,
recebia CR$ l.000,00 mais cama e comida, era o suficiente. O
interessante era que, aos domingos, o Sr. Aparecido almoçava fora,
deixava a geladeira a minha disposição, coisa que eu não aceitava,
fazia questão de acompanhá-lo nesses almoços, eles se realizavam em
lugares distantes, às vezes em chácaras, eram festivos, mas tinham uma
finalidade, a de reunir a cúpula do PCB. Compareciam também muitos
estudantes da USP, tinham-me como integrante do partido, mas, na verdade
estava ali por uma necessidade famélica. Na faculdade da Rua Maria
Antonia também havia um grêmio muito atuante, seus diretores eram todos
do PCB, um ex-seminarista, o Murasco, da turma do padre Cabral,
frequentava o grêmio e era atuante no partido, mesmo com essa
convivência, não aderi ao partido, fui somente um simpatizante. Quando
saiu o meu documento militar, ingressei no Banco Popular do Brasil em
setembro/1956, emprego arrumado não por minha capacidade, mas por obra e
arte de um assessor da diretoria chamado Rui Barbosa, casado com
minha prima Nilce Pasin Arneiro, passamos a trabalhar juntos, Rui
Barbosa e Alexandre Dumas. Em novembro de 1958, ingressei na Secretaria
da Fazenda e em dezembro de 1959 fui para o Banco do Brasil em
Morrinhos(GO), terra dos padres Gui, Gil e Nei, também meus
contemporâneos no seminário. Em Morrinhos, permaneci por três anos,
casei-me com Lucy e voltei para Guaratinguetá aposentando em 1991. Do
casamento nasceram cinco filhos e seis netos. Completei 50 anos de
casado e me considero uma pessoa feliz e realizada.
Já faz 57 anos que saí do
seminário, mas sua lembrança permanece viva em minha mente, não guardo
mágoa nenhuma, passei anos , a maioria de alegria e realização,
convivi com amigos leais, guardo boas lembranças e sou grato a Deus e à
congregação redentorista por me terem dado a oportunidade de viver um
ideal que, embora não atingido, formou o meu caráter e tornou-me um
homem voltado para o bem. O único senão que posso registrar na formação
dos "CHAMADOS", onde eu me incluía, é que tudo dentro daquela casa era
dirigido somente visando a formação dos "ESCOLHIDOS" , relegando a
segundo plano o destino da imensa maioria, aqueles que abandonaram o
barco da " SALVAÇÃO". Eu saí e me vi perdido na vida,
não houve orientação que me desse uma alternativa de vida, não fosse
algum parente ou um ex-seminarista amigo, não sei que rumo eu teria
tomado na vida. Senti alguma revolta quando me vi nessa situação
indesejada, mas à medida que as coisas iam melhorando, eu me voltava
para Deus e agradecia por ter-me conduzido pelo caminho do Bem, ter-me
feito uma pessoa de caráter, ter-me proporcionado uma educação sólida e
ter-me conduzido por aquelas paragens reservadas não só a seus eleitos,
mas também àqueles que um dia se tornariam homens de bem, pais de
família, profissionais competentes e cristãos que, sem serem
consagrados, dariam o testemunho da verdade. Meus educadores permanecem
vivos e estão presentes até hoje no íntimo de meu coração, se alguma
falha lhes for imputada isto é consequência da condição humana de cada
um. Termino este segmento reportando a palavras anotadas "in fine" em
um de meus artigos sobre o seminário, nestes termos : " PONTOS DISTANTES
DE MEU PASSADO, QUE SE FAZEM PRESENTES A TODO INSTANTE, ME ENCHEM DE
ORGULHO DE TER VIVIDO A PUREZA DE UM IDEAL, TER TIDO MESTRES DE
INIGUALÁVEL GRANDEZA, COM SABEDORIA PARA EDUCAR-NOS E DISCERNIMENTO PARA
CONDUZIR-NOS PARA O BEM"
E P Í L O G O
O Staliano propõe que citemos lembranças marcantes de
nosso tempo. Tenho escrito vários artigos sobre a minha vida no
seminário, tenho mais alguns sendo preparados, vou citar somente uma
passagem interessante vivida por mim : -
" No Colegião, fazíamos
passeios três vezes por semana, em alguns a saída se dava pela parte
dos fundos do seminário, às vezes, saíamos pela frente. Em muitas vezes que a saída se dava pela frente, encontrávamos um senhor, alto e negro, que
se postava perto da guia da calçada e sempre nos fazia uma pergunta intrigante : " Porque não existe
seminarista negro ? Negro não pode ser padre ? " Isto nos deixava sem ação, os padres recomendavam que não déssemos importância à pergunta.
Já no seminário novo, por volta de 1954, aguardávamos a chegada de três seminaristas da província do Amazonas, eles chegariam acompanhados de um padre americano, cantaríamos uma saudação em inglês que dizia mais ou menos assim "We are glad, yes we are glad, yes we are glad with your coming here".
Eis que, eles apontam lá no portão, estávamos curiosos para conhecer os novos colegas. À frente, vinha um padre loiro e alto, a seguir três rapazes sorridentes, dois com acentuadas características indígenas e o terceiro um negro super simpático, chamava-se Pedro, um grande músico e cantor.
Padre Ribolla não conseguiu ocultar um certo ar de constrangimento, balbuciou algumas palavras que não deu para entender. Pedro foi um grande amigo e quebrou um grande tabu existente sem nenhuma razão em nossa comunidade. "
Outra pergunta do questionário do Staliano é se
dedicamos e participamos de alguma atividade em nossa comunidade
católica. Sinceramente, não, contribuo com o dízimo, ajudo
financeiramente inúmeras entidades religiosas, mas não me adapto aos
novos tempos e aos párocos diocesanos, acho-os mal formados e pouco
convincentes. Sou um católico independente, pratico minhas devoções e
frequento quase que somente as basílicas de Aparecida, a velha e a nova,
lá, eu encontro minhas raízes, lá eu tenho o prazer de estar com os
redentoristas aos quais me sinto eternamente ligado . Assisto às missas pela TV Aparecida e quando coincide com
meu café, coloco o pão à frente da televisão na hora da consagração e
comungo-o convictamente.
Quanto à Uneser, sou um entusiasta de sua existência, ela me
proporcionou , de alguma forma, a volta ao meu passado, a oportunidade
de estar naquela casa, relembrar os lugares em que vivi, rever os
amigos, rezar na capela em que um dia cantei acompanhado de 200 vozes
o "Salve Regina" e também o hino do congregado mariano "Do Prata ao
Amazonas, do mar às cordilheiras, cerremos as fileiras, soldados do
Senhor ! " Sua diretoria é a mais competente, formada por grandes
amigos. A Uneser se propõe a congregar os ex-seminaristas e
conscientizá-los da marca indelével que lhes foi conferida "Uma vez
redentorista, sempre redentorista ". Tenho participado dos encontros,
não tenho críticas a fazer, mas tenho certeza de que se um dia alguma
sugestão eu tiver , ela será analisada e acatada dentro do possível.
Meus prezados amigos e colegas
ex-seminaristas, para finalizar quero, em poucas palavras, resumir a
diretriz de vida de um homem de 75 anos vividos com fé e muita luta :
"Quando quiser rezar, pratique um ato de amor, quando quiser pregar.dê o
exemplo !!
Alexandre Dumas Pasin de Menezes
Jan/2013
COMENTÁRIO: Dumas, tinha certeza de que você não deixaria de contribuir. Muito obrigado!
Além de nos lembrar tantos nomes de Padres e colegas, seu relato tão bem cadenciado, nos remete aos anos vividos naquela casa tão abençoada, independente de época e personagens. Todos nós vivemos muito desse clima.
Valeu a pena seu depoimento! Parabéns!
(Desculpe-me ter "roubado" duas fotos de seu Facebook)
17 de janeiro de 2013
ENTREVISTA / DEPOIMENTO / MEMÓRIA
Publico hoje mais um depoimento, o meu.
Mais uma vez, convido todos para participarem mandando o seu, ilustrando com suas memórias.
É muito bom nos conhecermos melhor! Não importa a época que lá estivemos. Importa, sim, o conteúdo e riqueza de experiência que cada um viveu.
Vamos nos encorajar e participar!
Colegas,
Boa
tarde!Estamos no início de um novo
ano e sempre temos em mente mudanças e novidades que tornem o novo ano mais produtivo e feliz
que o anterior.
Já temos até nossa Rádio Uneser Interativa...gostaram? Podemos escolher a música ou hino entre os 22 cadastrados lá. Podem sugerir inclusões ou exclusões...Impulsionado pelo desejo de cada vez mais tornar o blog atrativo e interessante para todos que o visitam, estamos enviando-lhes um roteiro de entrevista, que pode ser respondido nessa mesma estrutura ou de outra forma que acharem melhor.O objetivo é, além de aproveitar a memória de cada um, trazendo fatos e ocorrências pessoais, elaborar um levantamento sobre o que aconteceu com aqueles que um dia frequentaram as casas redentoristas de formação. Como enfrentaram sua saída, suas dificuldades iniciais, e como estão hoje, tanto pessoal como profissionalmente.
Colabore nos enviando seu depoimento para que possamos divulgar no blog um pouquinho de você e assim, tornar o blog realmente uma ferramenta interativa.
1- Como aconteceu o seu chamado? De que forma se interessou pelos Redentoristas?
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JOSÉ ROBERTO STALIANO
1- Como aconteceu o seu chamado? De que forma se interessou pelos Redentoristas?
Minha mãe ficou viúva em Colina, cidade do interior de São Paulo, com seis filhos (três homens e 3 mulheres), sendo eu o caçula com 2 anos. Sua irmã era Governanta na casa de um padre diocesano em São Paulo que tinha sido Vigário de Colina e conhecia toda a família dela. Por intermédio dele viemos para São Paulo morar em sua casa e aos poucos ele foi colocando meus irmãos em colégios internos. Eu acabei ficando e já aos seis anos era seu coroinha. Ele era Capelão em um colégio de meninas órfãs, administrado pelas Irmãs da Divina Providência. Morávamos em frente ao colégio e minha infância foi nesse colégio, cercado de freiras e meninas. Vizinhos à nossa casa havia um Mosteiro das Irmãs Passionistas (Clausura), a Igreja do Calvário, dos Padres Passionistas e ainda a Chácara das irmãs da Santa Casa de Misericórdia. Estava "cercado" por religiosos...
Dos seis aos 12 anos acompanhei o Padre Jaime no seu trabalho apostólico como coroinha e acompanhante. Nossa casa era muito frequentada por padres e bispos, uma vez que ele era muito ativo junto à Cúria e à comunidade da região de Pinheiros (SP).
Padre Jaime havia
passado por muitas paróquias e cidades e suas histórias e lembranças me
entusiasmavam a tal ponto que conservo até hoje sua lembrança como um
grande apóstolo de Cristo que viveu sua santidade de modo simples e com
muita piedade e dificuldades.
Não me lembro de ter sido "cobrado" para ser padre. O meu envolvimento foi acontecendo até que um dia recebemos a visita do primo de mamãe, Padre Antônio Girardi, redentorista, despertando em mim o desejo de ser como ele, um Missionário.
Daí, Padre Jaime que era muito amigo do Padre Vitor Coelho desde a época das Missões Redentoristas em Colina (década de 1930) quando ele era o vigário, fez contato através dele com os Redentoristas da Penha, Padre Elias Pereira e Padre Arthur Bonotti, conseguindo assim minha entrada para o Seminário.
2- Em que ano entrou? Quantos anos tinha?
Entrei no ano de 1962 com doze anos incompletos.
3- Lembra de seus companheiros de turma? Quais os nomes? Algum deles chegou a ser ordenado?
3- Lembra de seus companheiros de turma? Quais os nomes? Algum deles chegou a ser ordenado?
Sim. Foram amizades sinceras que guardo até hoje o nome da maioria deles. Pena que não tenha contato com muitos.
4- Você gostava da vida de seminarista? Quais os prós e os contras?
4- Você gostava da vida de seminarista? Quais os prós e os contras?
Sim. Sentia muita falta de casa no início, mas aos poucos fui me adaptando e passei a viver muito feliz. O regime interno e sua disciplina foram para mim o ponto alto de minha formação. Como ponto negativo enumero somente a ditância que me separava da família aliada às dificuldades de mamãe em visitar-me. Imagine 6 filhos colocados em diferentes colégios internos. Ela reservava suas economias para visitar cada mes um dos filhos
e levar um agrado qualquer. Foi uma verdadeira Heroina que apesar de tudo isso conseguiu criar uma família muito unida.
5- Cite fatos e lembranças interessantes dessa época de seminário.
Na Penha acompanhamos a construção da nova igreja; convivemos com dois padres que me marcaram muito na época: Padre Antão e Padre Miné.
Dois velhinhos que não deixavam de acompanhar todos atos religiosos na Capela, apesar de todas dificuldades.
Na Pedrinha muitos fatos vêm à memória, desde os passeios à Serra, as pescarias de camarão, as invenções do Pe. Pacheco no ribeirão; as missas no povoado, a secagem do lago, o ligar o gerador quando fiquei encarregado...
No Santo Afonso as caminhadas de férias para a Pedrinha; os "foguetes" do Pe. Pacheco e o rádio de pedra galena que ele fez para que pudéssemos ouvir as músicas da Jovem Guarda, para depois tocar na sala de música; os campeonatos internos; os terços que fazíamos; as festinhas, a Cartinha...enfim tantas coisas boas, sem falar nos estudos, leituras e participação nas festividades da Basílica. Cheguei até a ler uma carta para minha mãe no dia das mães na Rádio Aparecida...
6- Quando e porque saiu do
seminário? Foi decisão sua ou orientação de superiores? (Fique à vontade para
responder ou não os motivos ...)
Saí do seminário no final de 1965 por orientação do Pe. Negri que não me via com vocação. Saí com certa mágoa, pois não aceitei bem os motivos dele. Ao chegar em casa o Padre Jaime perguntou-me se queria continuar os estudos no então Seminário Diocesano do Ipiranga. Não quiz e passei a me preocupar minha formação fora do Seminário.
7- Após a sua saída, como foi sua trajetória pessoal e profissional? Conte-nos um pouco de sua adaptação à vida fora do seminário. Em quais aspectos teve mais dificuldade?
Foi muito difícil. O currículo escolar do Seminário não "batia" com o daqui de fora. Tive muita dificuldade com algumas matérias exatas o que me levou para a formação nas humanas. Para a vida profissional não tive muitos problemas, pois logo arrumei um serviço de "office-boy". Na medida que estudava fui assumindo melhores cargos em boas empresas (Siemens do Brasil, Grupo Abril, Casa da Moeda do Brasil, Banco Itaú, Grupo Mesbla) Formei-me em Administração de Empresas com pós graduação na USP e especialização em administração industrial.
7- Após a sua saída, como foi sua trajetória pessoal e profissional? Conte-nos um pouco de sua adaptação à vida fora do seminário. Em quais aspectos teve mais dificuldade?
Foi muito difícil. O currículo escolar do Seminário não "batia" com o daqui de fora. Tive muita dificuldade com algumas matérias exatas o que me levou para a formação nas humanas. Para a vida profissional não tive muitos problemas, pois logo arrumei um serviço de "office-boy". Na medida que estudava fui assumindo melhores cargos em boas empresas (Siemens do Brasil, Grupo Abril, Casa da Moeda do Brasil, Banco Itaú, Grupo Mesbla) Formei-me em Administração de Empresas com pós graduação na USP e especialização em administração industrial.
Guardo boas lembranças de realizações em todas empresas que passei.
8- Casou? Quanto tempo
depois? Tem filhos, netos?
Casei-me em 1979 tenho três filhos homens e agora dois netos gêmeos que tive a alegria de vê-los batizados na Capela do Seminário Santo Afonso pelo querido Padre Libardi. Hoje são nossa alegria.
9- Quais as suas
lembranças mais marcantes da época de seminário?
A disciplina, a educação e religiosidade. O respeito pelos formadores e a convivência entre tantos irmãos.
10- Atualmente dedica-se de alguma forma à Igreja
Católica? Participa de alguma atividade
em sua comunidade
paroquial?
Frequento a comunidade colaborando sempre que posso e participando de cursos e paletras.
11- Guarda alguma
mágoa ou ressentimentos da época de seminário? Se afirmativamente,
pode falar qual e porque?
Nenhuma. Só boas lembranças.
12- Tem
participado dos encontros da Uneser?
Quais? Como os avalia? O que
sugere?
Desde que conheci a Uneser tenho participado de todos encontros e retiros.
De modo geral são bons nos aspectos de reunião e confraternização. Acho que poderíamos atuar de forma mais produtiva, tanto para a Congregação como para a própria evangelização. Quantos de nós possuem formação e preparo para atuarem em trabalhos apostólicos dos Redentoristas. Existem trabalhos de leigos em outras Províncias e Vice-Províncias que nos comovem e tantos Ex com disponibilidade de tempo e formação estão "encostados". Acho que pode até existir alguma resistência da Congregação, mas nós estamos muito passivos e acomodados.
13- Que mensagem deixa
para todos nós?
Mensagem de otimismo.
Precisamos ser mais ativos e participativos. E podemos ser!
Aquele que sente-se realmente Redentorista precisa assumir e atentar-se para os objetivos definidos na criação da Uneser.
Estamos realmente seguindo nosso lema - Uma vez Redentorista, sempre Redentorista? O que é ser Redentorista? É só isso que fazemos hoje? Ou o carisma é só para os professos?
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