Publico hoje mais um depoimento, o meu.
Mais uma vez, convido todos para participarem mandando o seu, ilustrando com suas memórias.
É muito bom nos conhecermos melhor! Não importa a época que lá estivemos. Importa, sim, o conteúdo e riqueza de experiência que cada um viveu.
Vamos nos encorajar e participar!
Colegas,
Boa
tarde!Estamos no início de um novo
ano e sempre temos em mente mudanças e novidades que tornem o novo ano mais produtivo e feliz
que o anterior.
Já temos até nossa Rádio Uneser Interativa...gostaram? Podemos escolher a música ou hino entre os 22 cadastrados lá. Podem sugerir inclusões ou exclusões...Impulsionado pelo desejo de cada vez mais tornar o blog atrativo e interessante para todos que o visitam, estamos enviando-lhes um roteiro de entrevista, que pode ser respondido nessa mesma estrutura ou de outra forma que acharem melhor.O objetivo é, além de aproveitar a memória de cada um, trazendo fatos e ocorrências pessoais, elaborar um levantamento sobre o que aconteceu com aqueles que um dia frequentaram as casas redentoristas de formação. Como enfrentaram sua saída, suas dificuldades iniciais, e como estão hoje, tanto pessoal como profissionalmente.
Colabore nos enviando seu depoimento para que possamos divulgar no blog um pouquinho de você e assim, tornar o blog realmente uma ferramenta interativa.
1- Como aconteceu o seu chamado? De que forma se interessou pelos Redentoristas?
Já temos até nossa Rádio Uneser Interativa...gostaram? Podemos escolher a música ou hino entre os 22 cadastrados lá. Podem sugerir inclusões ou exclusões...Impulsionado pelo desejo de cada vez mais tornar o blog atrativo e interessante para todos que o visitam, estamos enviando-lhes um roteiro de entrevista, que pode ser respondido nessa mesma estrutura ou de outra forma que acharem melhor.O objetivo é, além de aproveitar a memória de cada um, trazendo fatos e ocorrências pessoais, elaborar um levantamento sobre o que aconteceu com aqueles que um dia frequentaram as casas redentoristas de formação. Como enfrentaram sua saída, suas dificuldades iniciais, e como estão hoje, tanto pessoal como profissionalmente.
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JOSÉ ROBERTO STALIANO
1- Como aconteceu o seu chamado? De que forma se interessou pelos Redentoristas?
Minha mãe ficou viúva em Colina, cidade do interior de São Paulo, com seis filhos (três homens e 3 mulheres), sendo eu o caçula com 2 anos. Sua irmã era Governanta na casa de um padre diocesano em São Paulo que tinha sido Vigário de Colina e conhecia toda a família dela. Por intermédio dele viemos para São Paulo morar em sua casa e aos poucos ele foi colocando meus irmãos em colégios internos. Eu acabei ficando e já aos seis anos era seu coroinha. Ele era Capelão em um colégio de meninas órfãs, administrado pelas Irmãs da Divina Providência. Morávamos em frente ao colégio e minha infância foi nesse colégio, cercado de freiras e meninas. Vizinhos à nossa casa havia um Mosteiro das Irmãs Passionistas (Clausura), a Igreja do Calvário, dos Padres Passionistas e ainda a Chácara das irmãs da Santa Casa de Misericórdia. Estava "cercado" por religiosos...
Dos seis aos 12 anos acompanhei o Padre Jaime no seu trabalho apostólico como coroinha e acompanhante. Nossa casa era muito frequentada por padres e bispos, uma vez que ele era muito ativo junto à Cúria e à comunidade da região de Pinheiros (SP).
Padre Jaime havia
passado por muitas paróquias e cidades e suas histórias e lembranças me
entusiasmavam a tal ponto que conservo até hoje sua lembrança como um
grande apóstolo de Cristo que viveu sua santidade de modo simples e com
muita piedade e dificuldades.
Não me lembro de ter sido "cobrado" para ser padre. O meu envolvimento foi acontecendo até que um dia recebemos a visita do primo de mamãe, Padre Antônio Girardi, redentorista, despertando em mim o desejo de ser como ele, um Missionário.
Daí, Padre Jaime que era muito amigo do Padre Vitor Coelho desde a época das Missões Redentoristas em Colina (década de 1930) quando ele era o vigário, fez contato através dele com os Redentoristas da Penha, Padre Elias Pereira e Padre Arthur Bonotti, conseguindo assim minha entrada para o Seminário.
2- Em que ano entrou? Quantos anos tinha?
Entrei no ano de 1962 com doze anos incompletos.
3- Lembra de seus companheiros de turma? Quais os nomes? Algum deles chegou a ser ordenado?
3- Lembra de seus companheiros de turma? Quais os nomes? Algum deles chegou a ser ordenado?
Sim. Foram amizades sinceras que guardo até hoje o nome da maioria deles. Pena que não tenha contato com muitos.
4- Você gostava da vida de seminarista? Quais os prós e os contras?
4- Você gostava da vida de seminarista? Quais os prós e os contras?
Sim. Sentia muita falta de casa no início, mas aos poucos fui me adaptando e passei a viver muito feliz. O regime interno e sua disciplina foram para mim o ponto alto de minha formação. Como ponto negativo enumero somente a ditância que me separava da família aliada às dificuldades de mamãe em visitar-me. Imagine 6 filhos colocados em diferentes colégios internos. Ela reservava suas economias para visitar cada mes um dos filhos
e levar um agrado qualquer. Foi uma verdadeira Heroina que apesar de tudo isso conseguiu criar uma família muito unida.
5- Cite fatos e lembranças interessantes dessa época de seminário.
Na Penha acompanhamos a construção da nova igreja; convivemos com dois padres que me marcaram muito na época: Padre Antão e Padre Miné.
Dois velhinhos que não deixavam de acompanhar todos atos religiosos na Capela, apesar de todas dificuldades.
Na Pedrinha muitos fatos vêm à memória, desde os passeios à Serra, as pescarias de camarão, as invenções do Pe. Pacheco no ribeirão; as missas no povoado, a secagem do lago, o ligar o gerador quando fiquei encarregado...
No Santo Afonso as caminhadas de férias para a Pedrinha; os "foguetes" do Pe. Pacheco e o rádio de pedra galena que ele fez para que pudéssemos ouvir as músicas da Jovem Guarda, para depois tocar na sala de música; os campeonatos internos; os terços que fazíamos; as festinhas, a Cartinha...enfim tantas coisas boas, sem falar nos estudos, leituras e participação nas festividades da Basílica. Cheguei até a ler uma carta para minha mãe no dia das mães na Rádio Aparecida...
6- Quando e porque saiu do
seminário? Foi decisão sua ou orientação de superiores? (Fique à vontade para
responder ou não os motivos ...)
Saí do seminário no final de 1965 por orientação do Pe. Negri que não me via com vocação. Saí com certa mágoa, pois não aceitei bem os motivos dele. Ao chegar em casa o Padre Jaime perguntou-me se queria continuar os estudos no então Seminário Diocesano do Ipiranga. Não quiz e passei a me preocupar minha formação fora do Seminário.
7- Após a sua saída, como foi sua trajetória pessoal e profissional? Conte-nos um pouco de sua adaptação à vida fora do seminário. Em quais aspectos teve mais dificuldade?
Foi muito difícil. O currículo escolar do Seminário não "batia" com o daqui de fora. Tive muita dificuldade com algumas matérias exatas o que me levou para a formação nas humanas. Para a vida profissional não tive muitos problemas, pois logo arrumei um serviço de "office-boy". Na medida que estudava fui assumindo melhores cargos em boas empresas (Siemens do Brasil, Grupo Abril, Casa da Moeda do Brasil, Banco Itaú, Grupo Mesbla) Formei-me em Administração de Empresas com pós graduação na USP e especialização em administração industrial.
7- Após a sua saída, como foi sua trajetória pessoal e profissional? Conte-nos um pouco de sua adaptação à vida fora do seminário. Em quais aspectos teve mais dificuldade?
Foi muito difícil. O currículo escolar do Seminário não "batia" com o daqui de fora. Tive muita dificuldade com algumas matérias exatas o que me levou para a formação nas humanas. Para a vida profissional não tive muitos problemas, pois logo arrumei um serviço de "office-boy". Na medida que estudava fui assumindo melhores cargos em boas empresas (Siemens do Brasil, Grupo Abril, Casa da Moeda do Brasil, Banco Itaú, Grupo Mesbla) Formei-me em Administração de Empresas com pós graduação na USP e especialização em administração industrial.
Guardo boas lembranças de realizações em todas empresas que passei.
8- Casou? Quanto tempo
depois? Tem filhos, netos?
Casei-me em 1979 tenho três filhos homens e agora dois netos gêmeos que tive a alegria de vê-los batizados na Capela do Seminário Santo Afonso pelo querido Padre Libardi. Hoje são nossa alegria.
9- Quais as suas
lembranças mais marcantes da época de seminário?
A disciplina, a educação e religiosidade. O respeito pelos formadores e a convivência entre tantos irmãos.
10- Atualmente dedica-se de alguma forma à Igreja
Católica? Participa de alguma atividade
em sua comunidade
paroquial?
Frequento a comunidade colaborando sempre que posso e participando de cursos e paletras.
11- Guarda alguma
mágoa ou ressentimentos da época de seminário? Se afirmativamente,
pode falar qual e porque?
Nenhuma. Só boas lembranças.
12- Tem
participado dos encontros da Uneser?
Quais? Como os avalia? O que
sugere?
Desde que conheci a Uneser tenho participado de todos encontros e retiros.
De modo geral são bons nos aspectos de reunião e confraternização. Acho que poderíamos atuar de forma mais produtiva, tanto para a Congregação como para a própria evangelização. Quantos de nós possuem formação e preparo para atuarem em trabalhos apostólicos dos Redentoristas. Existem trabalhos de leigos em outras Províncias e Vice-Províncias que nos comovem e tantos Ex com disponibilidade de tempo e formação estão "encostados". Acho que pode até existir alguma resistência da Congregação, mas nós estamos muito passivos e acomodados.
13- Que mensagem deixa
para todos nós?
Mensagem de otimismo.
Precisamos ser mais ativos e participativos. E podemos ser!
Aquele que sente-se realmente Redentorista precisa assumir e atentar-se para os objetivos definidos na criação da Uneser.
Estamos realmente seguindo nosso lema - Uma vez Redentorista, sempre Redentorista? O que é ser Redentorista? É só isso que fazemos hoje? Ou o carisma é só para os professos?

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