Na
Quarta-feira de Cinzas, as Comunidades católicas iniciam a Quaresma. Mais
pessoas nas igrejas, nas celebrações e nos grupos de reflexão. De fato é um tempo
forte de oração, penitência e jejum. É o tempo propício para conversão do
coração humano diante das necessidades dos outros. São quarenta dias que nos preparam
para a celebração da vitória final da graça sobre o pecado e da vida sobre a
morte. É um período especial de retorno a Deus, de conversão e de abertura aos
gestos de solidariedade para tantos necessitados que
sobrevivem
ao nosso lado.
A
cerimônia de Imposição das Cinzas, neste ano no dia 13 de fevereiro, nos
recorda que nossa vida na terra é passageira. Um dia, seja distante ou seja em
breve, vamos morrer e o nosso corpo vai se converter em pó. Mas temos uma
certeza esperançosa: há uma vida eterna que nos espera. As cinzas não apagam os
pecados, mas são um sinal forte (dizemos
“sacramental”)
que nos relembra a nossa condição de fracos e pecadores, de frágeis e
limitados.
É
um sinal de arrependimento, de penitência, mas, sobretudo, de conversão.
As
celebrações das Cinzas nas Comunidades católicas estão entre as mais
concorridas. Muitas vezes até mais do que os domingos e dias de festas. As
cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão
sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando que a vida neste
mundo é passageira, transitória e bastante frágil. Com essa celebração, damos
início à nossa caminhada com Cristo no deserto da
vida,
superamos os obstáculos até o triunfo da Páscoa no Domingo da Ressurreição.

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