Há
poucos dias, enviei aos colegas que tenho os endereços eletrônicos
atualizados o e-mail abaixo propondo um roteiro de entrevista que nos
trouxesse um pouco da história de cada um (sua vida de seminário e pós
seminário) de forma que possamos nos conhecer um pouco mais.
Recebi
somente duas respostas que continuo a publicação da segunda hoje.
Espero que isso motive os demais e possamos publicar muitas outras
lembranças.
Colegas,
Boa
tarde!Estamos no início de um novo
ano e sempre temos em mente mudanças e novidades que tornem o novo ano mais produtivo e feliz
que o anterior.
Já temos até nossa Rádio Uneser Interativa...gostaram? Podemos escolher a música ou hino entre os 22 cadastrados lá. Podem sugerir inclusões ou exclusões...Impulsionado pelo desejo de cada vez mais tornar o blog atrativo e interessante para todos que o visitam, estamos enviando-lhes um roteiro de entrevista, que pode ser respondido nessa mesma estrutura ou de outra forma que acharem melhor.O objetivo é, além de aproveitar a memória de cada um, trazendo fatos e ocorrências pessoais, elaborar um levantamento sobre o que aconteceu com aqueles que um dia frequentaram as casas redentoristas de formação. Como enfrentaram sua saída, suas dificuldades iniciais, e como estão hoje, tanto pessoal como profissionalmente.
Colabore nos enviando seu depoimento para que possamos divulgar no blog um pouquinho de você e assim, tornar o blog realmente uma ferramenta interativa.
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Colabore nos enviando seu depoimento para que possamos divulgar no blog um pouquinho de você e assim, tornar o blog realmente uma ferramenta interativa.
José Roberto Staliano
João Loch
Boa tarde, Staliano. Como você está?
Abaixo escrevi algumas coisas, incentivado pelas suas perguntas.
Talvez tenha extrapolado. Fique à vontade para cortar o que quiser. Se
quiser fazer mais algumas perguntas...fique á vontade.
Um abraço! Obrigado pelo seu trabalho e dedicação
1- Como aconteceu o seu chamado? De que forma se interessou
pelos Redentoristas?
Sou de família
tradicionalmente católica. Quando criança tinha dois parentes próximos
padres: Padre Valentim Loch e Pe Agenor Pedroso), além de uma tia
paterna freira (irmã Olga Loch - irmãs da Divina Providência).
A participação na igreja era muito boa, minha mãe dava catequese...Em
1970 entrei no seminário da diocese de Tubarão, SC, fazendo o primeiro
ano ginasial no Educandário São Joaquim, em São Ludgero, minha cidade
natal e onde os seminaristas da diocese começavam
sua formação. Em 1971, no segundo ano ginasial todos os seminaristas iam
para o Seminário Nossa Senhora de Fátima, em Tubarão. Lá fiquei até fim
de 1972, porque em 1972, motivado pela vontade de ser missionário e
tendo conhecido um pouco o trabalho dos redentoristas
de São Paulo através da Rádio Aparecida, entrei em contato com o
secretariado vocacional e em 1973 estava no Seminário São Geraldo,
fazendo a oitava série na Escola Nenê Pires do Rio, juntamente com o
Erivaldo Brito Alves que posteriormente saiu e hoje é casado
com a Anita, morando em Assis, e o Irmão Sebastião Camargo, que hoje
pertence à Província de Goiás.
Neste ano de 1972 o Pe
Marino Plentz era o direto do Seminário São Geraldo e o Pe Aloísio
Teixeira o seu auxiliar. Pe Marino, numa viagem ao Rio de Janeiro, com
mais alguns irmãos e seminaristas, sofreu um acidente
mortal em Volta Redonda, coisa que nos marcou muito. O Pe Vilela foi ser
o diretor do Seminário São Geraldo. Sendo orientado pelo Pe Vilela, no
fim do ano eu o José Cândido de Andrade fizemos estágio vocacional no
Seminário Santo Afonso e, em 1974 começamos
o colegial neste seminário. Em 1977 começamos a primeira turma em
Campinas, estudando na PUCCAMP. Nessa primeira turma também havia estudantes da Província de Goiás e da Bahia. Dos que começaram a filosofia
comigo, Darci José Nicioli, José Cândido de Andrade (diocesano), e eu ficamos padres. Fora os de outras províncias.
O noviciado fiz em São
João da Boa Vista, tendo o Pe Gervásio como mestre de noviços e o Pe
Cabral como superior da casa. Nesse tempo nós participamos de uma missão
em Passos de Minas, com a equipe missionária
que morava em São João. Irmão Viveiros, irmão Ivanor e irmão Machadinho
fizeram o noviciado comigo; além do Pe Geraldo Magela e Pe Alcides, da
Província de Goías.
Dei, acima, um resumo geral. Agora vamos aos itens (rs)
2- Em que ano entrou? Quantos anos tinha?
Na diocese de Tubarão, em 1970, com 14 anos. No Seminário São Geraldo, em 1973, com 17 anos. No Seminário Santo Afonso, em 1974, com 18 anos
3- Lembra de seus companheiros de turma? Quais os nomes? Algum deles chegou a ser ordenado?
Alguns nomes: Baltaza,
Celso Antônio Henrique, José Cândido de Andrade, Onofre Martins, José
Vitareli, Antônio Tavares, Osmar Tostes, Reginaldo Mobrizi, ........
4- Você gostava da vida de seminarista? Quais os prós e os contras?
4- Você gostava da vida de seminarista? Quais os prós e os contras?
Gostava muito da vida de seminarista. Acho que sempre fui muito envolvido
5- Cite fatos e lembranças interessantes dessa época de seminário.
5- Cite fatos e lembranças interessantes dessa época de seminário.
A importância dada aos estudos, a vida espiritual, as atividades culturais (teatro, música, coral), os passeios em grupo...
6- Quando e porque saiu do seminário? Foi decisão sua ou orientação de superiores? (Fique à vontade para responder ou não os motivos ...)
7- Após a sua saída, como foi sua trajetória pessoal e profissional? Conte-nos um pouco de sua adaptação à vida fora do seminário. Em quais aspectos teve mais dificuldade?
6- Quando e porque saiu do seminário? Foi decisão sua ou orientação de superiores? (Fique à vontade para responder ou não os motivos ...)
7- Após a sua saída, como foi sua trajetória pessoal e profissional? Conte-nos um pouco de sua adaptação à vida fora do seminário. Em quais aspectos teve mais dificuldade?
Fui ordenado padre por
Dom Osório Bebber, na Matriz de São Ludgero, Santa Catarina, no dia 9 de
Março de 1985, celebrando a primeira missa no dia 10, na capela de
Barra do Norte. O Superior Provincial era o
Pe Carlos Silva, que foi à ordenação com alguns acompanhantes. Houve uma
semana vocacional coordenada e realizada pelos padres redentoristas da
Província de Porto Alegre. O Pe Inácio,sobrinho do Pe Inocêncio, de
nossa província era o superior. Após a ordenação
fui enviado à paróquia de Garça, SP, ficando ali meio ano. Nesse tempo o
Pe Dorivaldo Pires veio de Roma, onde fizera seus estudos em Moral e,
segundo o Pe Silva, não queria ir para o Potim. Então eu fui para o
Potim por meio ano, e ele para Garça. Depois disso
ele voltou para São Paulo e eu retornei à Garça, tendo como companheiros
os padres Vanin, Dal Bó, e o irmão Ernesto. Neste tempo fui formador
dos estudantes de filosofia que moravam em Garça e estudavam no
seminário da Província Eclesiástica de Botucatu, em
Marília. Também fui diretor de estudos do curso de filosofia do mesmo
seminário, além de vigário paroquial em Garça.
Em Julho de 1988 fui
para o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, ficando lá até
outubro do mesmo ano, quando decidi pedir afastamento da vida religiosa.
Morei 2 meses em Campinas, trabalhando na Imobiliária
Canova, como corretor de imóveis. Uma mudança violenta na vida. Aquele
trabalho não me realizava.
Fim de 1988 voltei à
Garça e casei. Em 1989 consegui ingressar como professor na Universidade
de Marília, ao mesmo tempo que iniciei nesta instituição o curso de
psicologia, formando-me como psicólogo clínico
e bacharel eu Psicologia, no fim de 1993. Neste mesmo período prestei um
concurso para o mestrado em Educação na Unesp de Marília, conseguindo o
título de mestre em Educação (Psicologia da Educação) nesta
instituição. Concomitante a isto fiz uma especialização
em Violência Domística na USP, São Paulo.
Para auxiliar nos
trabalhos de atendimento às pessoas, no meu consultório, fiz um curso de
Acupuntura e Quiropraxia, atuando até hoje com estas especialidades.
Dei aulas em
universidades até 2004. Após isso tenho me dedicado somente à minha
clínica particular e dado assistência a uma Clínica para tratamento de
dependentes químicos (um local de muita miséria humana).
8- Casou? Quanto tempo depois? Tem filhos, netos?
Não tenho filhos
9- Quais as suas lembranças mais marcantes da época de seminário?
9- Quais as suas lembranças mais marcantes da época de seminário?
A morte do Padre Marino, a convivência com os formadores, dos quais guardo boas lembranças e gratidão
10- Atualmente dedica-se de alguma forma à Igreja Católica? Participa de alguma atividade em sua comunidade paroquial?
10- Atualmente dedica-se de alguma forma à Igreja Católica? Participa de alguma atividade em sua comunidade paroquial?
Participo na comunidade
paroquial, frequentando a igreja como um fiel. Às vezes sou convidado
para dar algumas palestras e também fazer algumas celebrações.
11- Guarda alguma mágoa ou ressentimentos da época de seminário? Se afirmativamente, pode falar qual e porque?
11- Guarda alguma mágoa ou ressentimentos da época de seminário? Se afirmativamente, pode falar qual e porque?
Senti-me muito
abandonado quando deixei a congregação, por alguns padres. Outros
continuaram me tratando muito bem. Mas já passou. Gosto demais da
congregação redentorista e de seus membros. Mesmo estando afastado,
tenho um carinho muito grande e me sinto, do meu jeito, redentorista
12- Tem participado dos encontros da Uneser? Quais? Como os avalia? O que sugere?
12- Tem participado dos encontros da Uneser? Quais? Como os avalia? O que sugere?
Fui a um encontro.
Gostei muito. Moro meio longe e por ter compromissos empregatícios é
meio difícil ir. Contudo, sempre estou me inteirando do que acontece.
13- Que mensagem deixa para todos nós?
13- Que mensagem deixa para todos nós?
Ser cristão é um
contínuo desafio. Todos temos o direito de estarmos nos aperfeiçoando,
tomando consciência das nossa limitações e fortalezas. Alguns
testemunhos de vida são divulgados, conhecidos, louvados,
outros nem são conhecidos. Não tem problema. O que fazemos é bom que
seja feito com alegria, convicção e por este mundo lindo de Deus, para
que continue se aperfeiçoando e superando as misérias que geram morte.
PS -
Obrigado, Staliano. É bom que a gente vá conhecendo melhor nossos "confrades".
PS -
Obrigado, Staliano. É bom que a gente vá conhecendo melhor nossos "confrades".
Tomara que muitos lhe escrevam. Você vai ter bastante trabalho.
Uma coisa que esqueci de falar, foi que o bispo que me ordenou
diácono foi Dom José Carlos de Oliveira, CssR. No tempo ele era bispo de
Mazarlândia, GO.
Na primeira missão redentorista que participei, em Passos de Minas,
como noviço, fiquei em uma paróquia, N. Sra de Fátima, junto com os
padres Moacir e Libardi.
Além dessa tia, que lhe falei ser religiosa, tenho outras primas de
meu pai que também o são. Tenho um outro irmão que também foi
seminarista em Aparecida, o Egídio Loch, que hoje mora em Criciúma, SC.
No meu tempo de estudante de teologia, no Ipiranga, participei de 2
Campanhas de Educação na Diocese de Juazeiro, BA, onde Dom José
Rodrigues era bispo. Foi uma ótima experiência.
Dentre os formadores, além dos já mencionados, destaco: Pe Carlos Silva, Pe Pelaquim, Pe Felício, Pe Moreli, Pe Clodoaldo, Pe, Biazoto, Pe Scudeller, Pe Domingos Sávio, Pe Sousa, Pe Vicente
Guimarães, Pe Moacir....Quantos, né? Alguns também saíram, como você
pode constatar.
Chega , né? !
Um abraço e bom dia para você. Sua história também é bem interessante.
João Loch

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