CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR

Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA! ...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!

ATUALIZAÇÃO



Em breve atualizaremos essa página.
Por enquanto, para acompanhar as atividades da UNESER, acesse nosso site: www.uneser.com.br

Agradecidos
PRÓXIMOS EVENTOS (Todos estão convidados)


II ENESER VIRTUAL
Dias 23, 24 e 25 de julho de 2021

II ERESER SACRAMENTO
Dias 28 e29de agosto de 2021






SOM NO BLOG

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2 de abril de 2012

Aniversariantes do dia


MÁRCIO ANTÔNIO ALVES FERREIRA de Aparecida - SP

ORLANDO DIAS LOPES de Campinas - SP

PAULO ROBERTO DE ALMEIDA turma de 1974 de Uberlândia - MG


Nossos parabéns e votos de muitas alegrias e realizações!

Santos do dia

São comemorados hoje: Francisco de Paula,  Leopoldo de Gaiche, Maria do Egito, Aphian e  Urbano

Sâo Francisco de Paula

Tiago era um simples lavrador que extraia do campo o sustento da família. Muito católico, tinha o costume de rezar enquanto trabalhava, fazia seguidos jejuns, penitências e praticava boas obras. Sua esposa chamava-se Viena e, como ele, era boa, virtuosa e o acompanhava nos preceitos religiosos. Demoraram a ter um filho, tanto que pediram a são Francisco de Assis pela intercessão da graça de terem uma criança, cuja vida seria entregue a serviço de Deus, se essa fosse sua vontade. E foi o que aconteceu: no dia 27 de março de 1416, nasceu um menino que recebeu o nome de Francisco, em homenagem ao Pobrezinho de Assis.

Aos onze anos, Francisco foi viver no convento dos franciscanos de Paula, dois anos depois vestiu o hábito, mas teve de retornar para a família, pois estava com uma grave enfermidade nos olhos. Junto com seus pais, pediu para que são Francisco de Assis o ajudasse a ficar curado. Como agradecimento pela graça concedida, a família seguiu em peregrinação para o santuário de Assis, e depois a Roma. Nessa viagem, Francisco recebeu a intuição de tornar-se um eremita. Assim, aos treze anos foi dedicar-se à oração contemplativa e à penitência nas montanhas da região.
Viveu por cinco anos alimentando-se de ervas silvestres e água, dormindo no chão, tendo como travesseiro uma pedra. Foi encontrado por um caçador, que teve seu ferimento curado ao toque das mãos de Francisco, que o acolheu ao vê-lo ferido.

Depois disso, começou a receber vários discípulos desejosos de seguir seu exemplo de vida dedicada a Deus. Logo Francisco de Paula, como era chamado, estava à frente de uma grande comunidade religiosa. Fundou, primeiro, um mosteiro e com isso consolidou uma nova ordem religiosa, a que deu o nome de "Irmãos Mínimos". As Regras foram elaboradas por ele mesmo. Seu lema era: "Quaresma perpétua", o que significava a observância do rigor da penitência, do jejum e da oração contemplativa durante o ano todo, seguida da caridade aos mais necessitados e a todos que recorressem a eles.

Milhares de homens decidiram abandonar a vida do mundo e foram para o mosteiro de Francisco de Paula, por isso teve de fundar muitos outros. A fama de seus dons de cura, prodígios e profecia chegou ao Vaticano, e o papa Paulo II resolveu mandar um comissário pessoalmente averiguar se as informações estavam corretas. E elas estavam, constatou-se que Francisco de Paula era portador de todos esses dons. Ele previu a tomada de Constantinopla pelos turcos, muitos anos antes que fosse sequer cogitada, assim como a queda de Otranto e sua reconquista pelos cristãos.

Diz a tradição que os poderosos da época tinham receio de suas palavras proféticas, por isso, sempre que Francisco solicitava ajuda para suas obras de caridade, era prontamente atendido. Quando não o era, ele dizia que não deviam esquecer que Jesus dissera que depois da morte eles seriam inquiridos sobre o tipo de administração que fizeram aqui na terra, e só essa lembrança era o bastante para receber o que havia pedido para os pobres.
Depois, o papa Sixto IV mandou que Francisco de Paula fosse à França, pois o rei, Luís XI, estava muito doente e desejava preparar-se para a morte ao lado do famoso monge. A conversão do rei foi extraordinária. Antes de morrer, restabeleceu a paz com a Inglaterra e com a Espanha e nomeou Francisco de Paula diretor espiritual do seu filho, o futuro Carlos VIII, rei da França.

Francisco de Paula teve a felicidade de ver a Ordem dos Irmãos Mínimos aprovada pela Santa Sé em 1506. Ele morreu aos noventa e um anos de idade, no dia 2 de abril de 1507, na cidade francesa de Plessis-les-Tours, onde havia fundado outro mosteiro. A fama de sua santidade só fez aumentar, tanto que doze anos depois, em 1519, o papa Leão X autorizou o culto de são Francisco de Paula, cuja festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.

1 de abril de 2012

DOMINGO DE RAMOS

Dia Nacional de Coleta da Solidariedade

Neste 1º de abril, dioceses, paróquias e comunidades de todo o Brasil celebram o Domingo de Ramos, dia em que os cristãos de todo o mundo fazem memória da entrada de Jesus em Jerusalém. Nesta data, a Igreja realiza a Coleta Nacional da Solidariedade, gesto concreto da Campanha da Fraternidade, em que todas as doações financeiras realizadas pelos fiéis farão parte dos Fundos Nacional e Diocesano de Solidariedade.
Voltados para o apoio a projetos sociais, os fundos são compostos da seguinte maneira: 60% do total da coleta permanecem na diocese de origem e compõem o Fundo Diocesano de Solidariedade e 40% são destinados ao Fundo Nacional de Solidariedade. O resultado integral da coleta da Campanha da Fraternidade de todas as celebrações do Domingo de Ramos será encaminhado à respectiva diocese.
Em 2012, com o tema "Fraternidade e Saúde Pública", a Campanha da Fraternidade (CF) reflete junto aos fiéis temas como a atual situação do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o texto base da CF 2012, dados do IBGE mostram que enquanto os mais ricos usam a maior parte de seu orçamento com saúde no pagamento de planos privados, os mais pobres têm os remédios como item de maior consumo de seus gastos com saúde!

Pe. Geraldo Rodrigues, CSSR

DADOS DA CNBB:

Em 2011 o Fundo Nacional de Solidariedade recebeu, até o dia 20/10/11, R$ 4.734.500,65.
Este valor representa 40% dos recursos arrecadados na Coleta Nacional de Solidariedade deste ano.
Até outubro de 2011 foram apoiados 121 projetos sociais.
Em 12 anos o Fundo Nacional de Solidariedade já apoiou 1903 projetos por todo o Brasil.
Vamos multiplicar essa Rede Nacional de Solidariedade!  Participe!

Mensagem do mês





A VIDA NO GIRO DE UMA SEMANA
Os dias da Paixão e da Páscoa falam-nos profundamente porque, de certo modo, retratam nossa vida, a vida que o Filho de Deus quis viver. Acolhida alegre na descida do monte das Oliveiras, os momentos intensos da ceia com os discípulos, prisão, julgamento, crucifixão, sepultura, ressurreição, reencontro, volta ao dia a dia.

Não agüentaríamos viver eterna sexta-feira-santa, nem eterna manhã de páscoa. Deus bem que nos conhece, e por isso nossa vida é sempre surpresa, variação, pausas, avanços e recomeços.

Para ser o que Deus espera de nós, para chegar à maturidade de Cristo, só nos resta viver intensamente todas essas etapas, sem tentar imobilizar a vida. Sem saltar nenhuma etapa, pois cada uma nos modela a seu jeito, deixando as marcas e traços necessários para sermos o que devemos ser. Até que esteja completa a obra que poderemos apreciar por toda a eternidade. Sem mudanças, na eterna novidade da paz.

Padre Flávio Cavalca de Castro, CSSR


 

Hosana e Cruz

Com o Domingo de Ramos começamos a Semana Santa. Somos convidados a contemplar o grande amor de Deus, que desceu ao nosso encontro, partilhou a nossa humanidade, fez-se homem, deixou-se matar pela nossa salvação.
É uma oportunidade para reviver os mistérios centrais da Redenção.
 
A Liturgia lembra DOIS FATOS:
 
- A Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém montado num jumento.
  O povo o reconhece como Salvador e o aclama alegre... (Jo 12,12-16)
- O Começo da Semana Santa, com a leitura da Paixão de Jesus Cristo, segundo São Marcos... (Mc 14,1-15,47)
  * Dois momentos da vida de Cristo: O Triunfo e a Humilhação...

Ao longo dessa Semana Santa, teremos a oportunidade de ler as 4 narrativas da Paixão de Jesus Cristo.
Desejo aprofundar aspectos específicos da narrativa de São Marcos.
É a primeira, a mais antiga (± 65 dC): a mais breve e dramática...
É a que mantém uma ordem cronológica mais exata...
 
+ Introdução: Marcos introduz com duas referências à CEIA:
- A ceia de Betânia, na casa de Simão, na qual Jesus é ungido por uma mulher.
  O gesto generoso da Mulher contrasta com a atitude egoísta e traidora de Judas.
- A Ceia Pascal com os discípulos.
 
1. Jesus mantém um SILÊNCIO solene e digno, aceitando o caminho da cruz.
Não reage diante do beijo de Judas e ao gesto violento de Pedro.
É a atitude de quem sabe que o Pai lhe confiou uma missão e está decidido a cumprir essa missão, custe o que custar.
- No tribunal, quando acusado, Jesus manteve silêncio.
Mas quando perguntado se era o Messias, reponde prontamente:
"Sim, eu sou", e só. Durante o processo: nenhuma palavra.
 
2. Jesus é o FILHO DE DEUS, que veio ao encontro dos homens para lhes apresentar uma proposta de Salvação.
É o que Jesus responde ao Sumo Sacerdote: "Eu sou" e o que o Centurião afirma aos pés da cruz:
 "Verdadeiramente esse homem era Filho de Deus".
É o ponto culminante da narrativa de Marcos, que no seu evangelho procura responder: "Quem é Jesus?"
A resposta (a descoberta) não foi feita por um apóstolo, nem mesmo por um discípulo, mas por um pagão.
3. Jesus é também HOMEM e partilha da fragilidade e debilidade da natureza humana:
No Jardim, antes de ser preso, "começa a sentir grande pavor e angústia".
Mostra-nos um Jesus muito humano... muito próximo de nossas fraquezas.
4. Sublinha a Solidão de Cristo: Abandonado pelos discípulos, escarnecido pela multidão, condenado pelos líderes, torturado pelos soldados, Jesus percorre na solidão, no abandono, na indiferença de todos o seu caminho de morte.
Só Marcos faz questão de sublinhar que Jesus se sentiu completamente só, abandonado por todos, até pelo Pai:
"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?"
5. Fato curioso: Um jovem o seguia, coberto somente de um lençol.
Quando os soldados tentaram agarrá-lo, livrou-se da roupa e fugiu despido.
É possível que esse jovem fosse o próprio Marcos.
Foi a atitude dos discípulos que, desiludidos e amedrontados, largaram tudo, quando viram o seu líder ser preso e fugiram sem olhar para trás.
 
6. Atitude "corajosa" de José de Arimatéia em pedir à autoridade, que o condenou, a autorização para sepultar Jesus .
7. "ABBA": Pai:
Essa palavra somente Marcos a coloca nos lábios de Jesus, exatamente na hora mais dramática da sua vida....
9. Mulheres seguem, servem e sobem com ele a Jerusalém...
Marcos salienta a presença das mulheres que seguem e servem Jesus desde a Galileia e sobem com ele a Jerusalém, até o pé da cruz.
 
    * Elas são o modelo para os outros discípulos que tinham fugido.
 
Os RAMOS, que carregamos com alegria e entusiasmo na procissão e que levamos com devoção para nossas casas, são o sinal de um povo, que aclama o seu Rei e o reconhece como Senhor que salva e liberta.
Devem ser o Sinal do compromisso de quem deseja viver intensamente essa Semana Santa.
 
- Não basta apenas aclamar o Cristo em momentos de entusiasmo e depois crucificá-lo na rotina de todos os dias.
- Que o Lava-pés nos motive a limpar o coração com a água purificadora da Penitência e a nos pôr a serviço dos irmãos.
- Que a Ceia do Senhor nos faça valorizar a presença permanente de Cristo em nosso meio na Eucaristia e seja o alimento constante em nossa caminhada.
- Que o Getsêmani nos anime a fazer a vontade do Pai, mesmo pelos caminhos do sofrimento e da cruz.
- Que o Túmulo silencioso seja o nosso "deserto" para escutar mais forte a voz de Deus e um estímulo para remover todas as pedras que mantém ainda trancado o Cristo dentro do túmulo do nosso coração.
- Que a Vigília Pascal reanime nossa Esperança nas promessas do Senhor, enquanto aguardamos a sua vinda.
 
- Assim esta Semana será realmente santa e a PÁSCOA acontecerá em nós.
Cristo realmente venceu as trevas do pecado e da morte. Aleluia!
                                        Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 01.04.2012
Colaboração do Colega Eurípedes Camargo Catalão

PPS ESPECIAIS


PPS para:
Domingo de Ramos
Quinta-Feira Santa
Sexta-Feira Santa
Domingo de Páscoa!

A Semana Santa é o ápice do ano litúrgico porque celebra a Morte e a Ressurreição do Senhor, "quando Cristo realizou a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus pelo seu mistério pascal, quando morrendo destruiu a nossa morte e ressuscitando renovou a vida".

Confira em nosso site, PPS, Semana Santa - A B C


Uma santa caminhada para a Páscoa do Senhor.
P. Geraldo Rodrigues.
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Oração de todos os dias

Oração da manhã para todos os dias

Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.

Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.

Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.

Oferta de todos dias


Ó Jesus, pelas mãos de Maria, Tua e minha mãe,
Te ofereço a minha mente, para Teus pensamentos.
Te ofereço a minha vontade para os teus desejos,

Te ofereço os meus sentidos para Tuas obras.
Faze que vivendo de Ti, trabalhando por Ti,
eu me transforme em Ti.
Ó Rei Divino, que sofrendo e morrendo na cruz salvastes o mundo!
Amém.

A Palavra de Deus na vida - Liturgia


1ª Leitura - Is 50,4-7

Não desviei meu rosto das bofetadas e
cusparadas; sei que não serei humilhado.
Leitura do Livro do Profeta Isaías 50,4-7
  O Senhor Deus deu-me língua adestrada,
para que eu saiba dizer
palavras de conforto à pessoa abatida;
ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido,
para prestar atenção como um discípulo.
 
 
O Senhor abriu-me os ouvidos;
não lhe resisti nem voltei atrás.
 
 
Ofereci as costas para me baterem e
as faces para me arrancarem a barba;
não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.
 
 
Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador,
por isso não me deixei abater o ânimo,
conservei o rosto impassível como pedra,
porque sei que não sairei humilhado.
Palavra do Senhor.


Salmo - Sl 21,8-9.17-18a.19-20.23-24 (R.2a)
R. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes? 
Riem de mim todos aqueles que me vêem,*
torcem os lábios e sacodem a cabeça:
 
  'Ao Senhor se confiou, ele o liberte*
e agora o salve, se é verdade que ele o ama!'R.
 

Cães numerosos me rodeiam furiosos,*
e por um bando de malvados fui cercado.
Transpassaram minhas mãos e os meus pés
 
  e eu posso contar todos os meus ossos.*
Eis que me olham e, ao ver-me, se deleitam! R.
 

Eles repartem entre si as minhas vestes*
e sorteiam entre si a minha túnica.
 
  Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe,*
ó minha força, vinde logo em meu socorro! R.
 

Anunciarei o vosso nome a meus irmãos*
e no meio da assembléia hei de louvar-vos!
 
  Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores,
glorificai-o, descendentes de Jacó,*
e respeitai-o toda a raça de Israel!R.



 2ª Leitura - Fl 2,6-11
Humilhou-se a si mesmo; por isso,
Deus o exaltou acima de tudo.
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,6-11
Jesus Cristo, existindo em condição divina,não fez do ser igual a Deus uma usurpação,mas ele esvaziou-se a si mesmo,assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens.Encontrado com aspecto humano,humilhou-se a si mesmo,fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.Por isso, Deus o exaltou acima de tudoe lhe deu o Nome que está acima de todo nome.Assim, ao nome de Jesus,todo joelho se dobre no céu,na terra e abaixo da terra,e toda lingua proclame : 'Jesus Cristo é o Senhor',para a glória de Deus Pai.Palavra do Senhor
Evangelho - Procissão - Mc 11,1-10
Bendito o que vem em nome do Senhor.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 11,1-10
Quando se aproximaram de Jerusalém,na altura de Betfagé e de Betânia,junto ao monte das Oliveiras,Jesus enviou dois discípulos,dizendo: 'Ide até o povoado que está em frente,e logo que ali entrardes,encontrareis amarrado um jumentinhoque nunca foi montado.Desamarrai-o e trazei-o aqui!Se alguém disser: 'Por que fazeis isso?',dizei: 'O Senhor precisa dele,mas logo o mandará de volta'.'Eles foram e encontraram um jumentinho amarradojunto de uma porta, do lado de fora, na rua,e o desamarraram.Alguns dos que estavam ali disseram:'O que estais fazendo,desamarrando este jumentinho?'Os discípulos responderam como Jesus havia dito,e eles permitiram.Trouxeram então o jumentinho a Jesus,colocaram sobre ele seus mantos, e Jesus montou.Muitos estenderam seus mantos pelo caminho,outros espalharam ramos que haviam apanhado nos campos.Os que iam na frente e os que vinham atrás gritavam:'Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!Bendito seja o reino que vem,o reino de nosso pai Davi!Hosana no mais alto dos céus!'Palavra da Salvação.



Evangelho - Mc 14,1-15,47
                       
Procuravam um meio de prender Jesus à traição, para matá-lo.
+ Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Marcos 14,1-15,47

Faltavam dois dias para a Páscoae para a festa dos Ázimos.Os sumos sacerdotes e os mestres da Leiprocuravam um meio de prender Jesus à traição,para matá-lo.Eles diziam: 'Não durante a festa,para que não haja um tumulto no meio do povo.'Derramou perfume em meu corpo, preparando-o para a sepultura.Jesus estava em Betânia, na casa de Simão, o leproso.Quando estava à mesa,veio uma mulher com um vaso de alabastrocheio de perfume de nardo puro, muito caro.Ela quebrou o vasoe derramou o perfume na cabeça de Jesus.Alguns que estavam ali ficaram indignados e comentavam:'Por que este desperdício de perfume?Ele poderia ser vendidopor mais de trezentas moedas de prata,que seriam dadas aos pobres.'E criticavam fortemente a mulher.Mas Jesus lhes disse:'Deixai-a em paz! Por que aborrecê-la?Ela praticou uma boa ação para comigo.Pobres sempre tereis convoscoe quando quiserdes podeis fazer-lhes o bem.Quanto a mim não me tereis para sempre.Ela fez o que podia: derramou perfume em meu corpo,preparando-o para a sepultura.Em verdade vos digo,em qualquer parte que o Evangelho for pregado,em todo o mundo,será contado o que ela fez,como lembrança do seu gesto.'Prometeram a Judas Iscariotes dar-lhe dinheiro.Judas Iscariotes, um dos doze,foi ter com os sumos sacerdotespara entregar-lhes Jesus.Eles ficaram muito contentes quando ouviram isso,e prometeram dar-lhe dinheiro.Então, Judas começou a procuraruma boa oportunidade para entregar Jesus.Onde está a sala em que vou comer a Páscoa com os meus discípulos?No primeiro dia dos ázimos,quando se imolava o cordeiro pascal,os discípulos disseram a Jesus:'Onde queres que façamos os preparativospara comeres a Páscoa?'Jesus enviou então dois dos seus discípulose lhes disse: 'Ide à cidade.Um homem carregando um jarro de águavirá ao vosso encontro. Segui-oe dizei ao dono da casa em que ele entrar:'O Mestre manda dizer: onde está a salaem que vou comer a Páscoa com os meus discípulos?'Então ele vos mostrará, no andar de cima,uma grande sala, arrumada com almofadas.Ali fareis os preparativos para nós!'Os discípulos saíram e foram à cidade.Encontraram tudo como Jesus havia dito,e prepararam a Páscoa.Um de vós, que come comigo, vai me trair.'Ao cair da tarde, Jesus foi com os doze.Enquanto estavam à mesa comendo,Jesus disse: 'Em verdade vos digo,um de vós, que come comigo, vai me trair.'Os discípulos começaram a ficar tristese perguntaram a Jesus, um após outro:'Acaso serei eu?'Jesus lhes disse:'É um dos doze, que se serve comigo do mesmo prato.O Filho do Homem segue seu caminho,conforme está escrito sobre ele.Ai, porém, daquele que trair o Filho do Homem!Melhor seria que nunca tivesse nascido!'Isto é o meu corpo. Isto é o meu sangue, o sangue da aliança.Enquanto comiam, Jesus tomou o pãoe, tendo pronunciado a bênção,partiu-o e entregou-lhes, dizendo:'Tomai, isto é o meu corpo.'Em seguida, tomou o cálice, deu graças,entregou-lhes e todos beberam dele.Jesus lhes disse:'Isto é o meu sangue, o sangue da aliança,que é derramado em favor de muitos.Em verdade vos digo,não beberei mais do fruto da videira,até o dia em que beberei o vinho novo no Reino deDeus.'Antes que o galo cante duas vezes, três vezes tu me negarás.Depois de terem cantado o hino,foram para o monte das Oliveiras.Então Jesus disse aos discípulos:'Todos vós ficareis desorientados,pois está escrito:'Ferirei o pastor e as ovelhas se dispersarão.'Mas, depois de ressuscitar,eu vos precederei na Galiléia.'Pedro, porém, lhe disse:'Mesmo que todos fiquem desorientados,eu não ficarei.'Respondeu-lhe Jesus:'Em verdade te digo,ainda hoje, esta noite,antes que o galo cante duas vezes,três vezes tu me negarás.'Mas Pedro repetiu com veemência:'Ainda que tenha de morrer contigo, eu não te negarei.'E todos diziam o mesmo.Começou a sentir pavor e angústia.Chegados a um lugar chamado Getsêmani,disse Jesus aos discípulos:'Sentai-vos aqui, enquanto eu vou rezar!'Levou consigo Pedro, Tiago e João,e começou a sentir pavor e angústia.Então Jesus lhes disse:'Minha alma está triste até a morte.Ficai aqui e vigiai.'Jesus foi um pouco mais adiantee, prostrando-se por terra, rezavaque, se fosse possível, aquela hora se afastasse dele.Dizia: 'Abbá! Pai! Tudo te é possível:Afasta de mim este cálice!Contudo, nóo seja feito o que eu quero,mas sim o que tu queres!'Voltando, encontrou os discípulos dormindo.Então disse a Pedro:'Simão, tu estás dormindo?Não pudeste vigiar nem uma hora?Vigiai e orai, para não cairdes em tentação!Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.'Jesus afastou-se de novoe rezou, repetindo as mesmas palavras.Voltou outra vez e os encontrou dormindo,porque seus olhos estavam pesados de sonoe eles não sabiam o que responder.Ao voltar pela terceira vez, Jesus lhes disse:'Agora podeis dormir e descansar.Basta! Chegou a hora!Eis que o Filho do Homem é entreguenas mãos dos pecadores.Levantai-vos! Vamos!Aquele que vai me trair já está chegando.'Prendei-o e levai-o com segurança!'E logo, enquanto Jesus ainda falava,chegou Judas, um dos doze,com uma multidão armada de espadas e paus.Vinham da parte dos sumos sacerdotes,dos mestres da Lei e dos anciãos do povo.O traidor tinha combinado com eles um sinal,dizendo: 'É aquele a quem eu beijar.Prendei-o e levai-o com segurança!'Judas logo se aproximou de Jesus, dizendo:'Mestre!', e o beijou.Então lançaram as mãos sobre ele e o prenderam.Mas um dos presentes puxou a espadae feriu o empregado do sumo sacerdote,cortando-lhe a orelha.Jesus tomou a palavra e disse:'Vós saístes com espadas e paus para me prender,como se eu fosse um assaltante.Todos os dias eu estava convosco, no Templo, ensinando,e não me prendestes.Mas isto acontece para que se cumpram as Escrituras.'Palavra da Salvação.


A Palavra de Deus na vida - Homilia

Domingo de Ramos e da Paixão – Ano “B”

Evangelho: Marcos 14,1–15,47

José Antonio Pagola

IDENTIFICADO COM AS VÍTIMAS

Nem o poder de Roma nem as autoridades do Templo puderam suportar a novidade de Jesus. Sua forma de entender e de viver Deus era perigosa. Não defendia o império de Tibério, chamava todos para buscar o Reino de Deus e sua justiça. Não considerava importante quebrar as leis do sábado nem as tradições religiosas; somente lhe preocupava aliviar as dores das pessoas enfermas e desnutridas da Galileia.


Mas isso não foi perdoado. Ele se identificava demais com as vítimas inocentes do império e com os esquecidos pela religião do templo. Executado sem piedade numa cruz, nele Deus revela-se a nós sempre identificado com todas as vítimas inocentes da história. Junto ao grito de todos eles, unem-se agora o grito de dor do próprio Deus.
Nesse rosto desfigurado do Crucificado revela-se a nós um Deus surpreendente, que quebra nossas imagens convencionais de Deus e põe em questão toda prática religiosa que tente dar culto a Deus, esquecendo o drama de um mundo no qual se continua crucificando aos mais frágeis e indefesos.


Se Deus foi morto identificado com as vítimas, sua crucifixão converte-se num desafio inquietante para os seguidores de Jesus. Não podemos separar Deus do sofrimento dos inocentes. Não podemos adorar o Crucificado e viver dando as costas ao sofrimento de tantos seres humanos destruídos pela fome, guerras e miséria.


Deus continua nos interpelando a partir de todos os crucificados do nosso tempo. Não podemos continuar vivendo como expectadores desse sofrimento tão grande, alimentando nossa ingênua ilusão de inocência. Temos que nos rebelar contra essa cultura do esquecimento que permite nos isolarmos dos crucificados, deslocando o sofrimento injusto que há no mundo para uma distância onde desapareça o clamor, o gemido e o pranto.


Não podemos nos fechar em nossa “sociedade do bem-estar”, ignorando essa outra sociedade do mal-estar na qual milhares de pessoas nascem somente para extinguir-se aos poucos, durante os anos de uma vida que somente foi morte. Não é humano nem cristão nos instalar na segurança, esquecendo-se dos que somente conhecem uma vida insegura e continuamente ameaçada.


Quando os cristãos dirigem seus olhos para o rosto do Crucificado, eles contemplam o amor insondável de Deus que se entregou até a morte pela nossa salvação. Se o olharmos mais detidamente, logo descobriremos nesse rosto aquele de muitos crucificados que, longe ou perto de nós, estão reclamando nosso amor de solidariedade e compaixão.


Fonte: MUSICALITURGICA.COM - Homilías de José A. Pagola - 27 de março de 2012 - 10h19 - Internet:http://www.musicaliturgica.com/0000009a2106d5d04.php

Vivências - De perto @ De longe


2737. Evangelho de domingo - Ramos - (01-04-2012) - Is 50, 4-7; Sl 21, 8-9.17-20.23-24; Fl 2, 6-11; Mc 15, 1-39 (longa: Mc 14, 1 - 15, 47) - Logo de manhã, os sumos sacerdotes reuniram-se em conselho com os anciãos, os escribas e todo o Sinédrio. Depois, amarrando Jesus, levaram-no e o entregaram a Pilatos.
Pilatos o interrogou: “Tu és o rei dos judeus?” Jesus respondeu: “Tu o disseste”. Os sumos sacerdotes multiplicavam as acusações contra ele. Pilatos de novo o interrogou: “Nada respondes? Olha de quantas coisas eles te acusam!” Mas Jesus não respondeu mais nada, de sorte que Pilatos ficou admirado. Em cada Festa, ele costumava libertar um preso, aquele que pedissem. Ora, estava na prisão um homem chamado Barrabás, preso junto com agitadores, que num tumulto tinham cometido um homicídio. Tendo subido, a multidão começou a pedir o favor que lhes costumava fazer. Pilatos respondeu: “Quereis que vos solte o rei dos judeus?” Bem sabia, com efeito, que era por inveja que os sumos sacerdotes o tinham entregado. Mas os sumos sacerdotes incitaram a multidão para pedir que ele soltasse antes Barrabás. Pilatos, tomando outra vez a palavra, dizia-lhes: “Que devo fazer, então, desse que chamais de rei dos judeus?” Mas eles gritaram de novo: “Crucifica-o!” Pilatos lhes disse: “Mas que mal fez ele?” Eles, porém, gritavam mais forte: “Crucifica-o!” Pilatos, querendo contentar a multidão, soltou-lhes Barrabás e, depois de fazer açoitar Jesus, entregou-o para ser crucificado.
Os soldados o levaram para dentro do palácio, para o Pretório, e reuniram todo o batalhão. Revestiram-no de púrpura, fizeram uma coroa de espinhos e puseram-na em sua cabeça. Começaram depois a saudá-lo: “Salve, rei dos judeus!” Batiam-lhe na cabeça com uma cana, cuspiam nele e, de joelhos, o homenageavam. Depois de haverem zombado dele, tiraram-lhe a púrpura e o vestiram com suas roupas.
Depois o levaram para fora, para o crucificar. Para carregar sua cruz, chamaram Simão Cireneu, pai de Alexandre e Rufo, que estava passando por ali, voltando do sítio. Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota, que quer dizer “Lugar do Crânio”. Eles lhe ofereciam vinho misturado com mirra, mas ele não tomou.
Depois o crucificaram e dividiram suas vestes, decidindo pela sorte o que caberia a cada um. Era a hora terceira quando o crucificaram. A inscrição que indicava o motivo de sua condenação dizia: “O rei dos judeus”. Junto com ele crucificaram dois ladrões, um à direita, outro à esquerda.
Os que passavam por lá o injuriavam, balançando a cabeça e dizendo: “Ah! tu que destróis o templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!” Da mesma forma os sumos sacerdotes e os escribas zombavam dele entre si, dizendo: “Salvou os outros e não pode salvar a si mesmo! Desça agora da cruz o Cristo, rei de Israel, para nós vermos e acreditarmos!” Até mesmo aqueles que tinham sido crucificados junto com ele o injuriavam. À hora sexta, a escuridão cobriu toda a terra, até a hora nona. À hora nona, Jesus gritou com voz forte: “Eloí, Eloí, lema sabachtani?” Isto quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?”
Alguns dos circunstantes, ouvindo-o, disseram: “Ele está chamando Elias!” Alguém correu a embeber de vinagre uma esponja e, colocando-a na ponta de uma vara, oferecia-lhe para beber, dizendo: “Esperai, vamos ver se Elias vem descê-lo!” Jesus então, dando um grande grito, expirou. A cortina do templo rasgou-se de alto a baixo em duas partes. O centurião que estava diante dele, vendo como havia expirado, disse: “Na verdade, este homem era filho de Deus!”
Recadinho: - Há muita coerência ao julgar o próximo? - Onde você busca forças para levar as cruzes da vida? - É recompensador ser Cirineu que ajuda o irmão a levar sua cruz? - Dê um exemplo de alguém que procura fortalecer o irmão na caminhada. - Mencione algo que sua comunidade faz em busca de mais justiça.
2738. Semana Santa - Quando nossas forças estiverem por desfalecer, olhemos para Cristo carregando a cruz por amor a nós. Nele busquemos forças para seguir seu caminho. Do lenho da Cruz pendeu a salvação do mundo! A ressurreição de Cristo... mostra-nos a justiça de Deus; confirma-nos na fé; alimenta e sustenta nossa esperança; realiza o mistério da Redenção.
(Veja no site PPS do Evangelho: http://www.aparecidadasaguas.com.br/?c=33&Semana Santa - A B C

Pe. Geraldo Rodrigues, CSSR

Reflexão do dia


A reflexão seguinte supõe que você
antes leu o texto evangélico indicado


1 ─ Domingo de Ramos ─ Santos: Hugo, Teodora, Ludovico Pavoni
 

Evangelho (Mc 11,1-10) “Trouxeram o jumentinho, puseram seus mantos em cima, e Jesus montou. Muitos estenderam seus mantos no caminho, enquanto outros espalharam ramos.”

Como os antigos profetas, Jesus ensinava não só com palavras, mas também com atitudes e gestos. Logo antes da Páscoa, em que haveria de morrer, fez questão de entrar em Jerusalém de maneira que chamasse a atenção. Entrou montado num jumento, e não a pé como simples peregrino, rodeado de muitos que o aclamavam alegremente. Os evangelistas, ao narrar o fato muitos anos mais tarde, à luz de tudo que tinham visto e compreendido, interpretaram o episódio como proclamação de Jesus como o Messias, o Salvador prometido. Por tudo que lemos nos Evangelhos, por tudo que vemos nesses séculos de história da Igreja e da Humanidade, podemos entender bem mais claramente o que então os discípulos e o povo podiam perceber apenas muito obscuramente.

Oração

Senhor Jesus, Filho de Deus, creio que sois nosso Salvador, o Cristo-Messias enviado para nos libertar do pecado e levar-nos pelos caminhos de uma vida nova. Tomai conta de meu coração, purificai-o e transformai-o para que eu possa amar; guiai-me, para que eu possa fazer o bem; guardai-me, para que nunca eu vos abandone. Alegro-me porque estais sempre conosco, participando de nossa vida, de nossas lutas e de nossas esperanças. Sou feliz porque me mostrais a bondade e a misericórdia do Pai, sempre pronto a me acolher e perdoar, apesar de toda a minha miséria. Tenho confiança em vós, creio que no final vossa bondade acabará vencendo toda a maldade, por mais forte que pareça, e então sim poderemos amar como nos ensinastes. Amém.

Pe. Flávio Cavalca de Castro, CSSR

Aniversariante do dia


GERALDO MAJELA ROCHA - de Contagem - MG

PARABÉNS E VOTOS DE MUITAS FELICIDADES !
UM FORTE ABRAÇO!

Santos do dia

Comemoramos também hoje: Venâncio, Ludovico Pavoni, Valério, Hugo de Grenobble, Teodora e Teodorico

São Hugo

Hugo nasceu numa família de condes, em 1053, em Castelnovo de Isère, sudoeste da França. Seu pai, Odilon de Castelnovo, foi um soldado da corte que, depois de viúvo, se casou de novo. Hugo era filho da segunda esposa. Sua mãe preferia a vida retirada à da corte, e se ocupava pessoalmente da educação dos filhos, conduzindo-os pelos caminhos da caridade, oração e penitência, conforme os preceitos cristãos.

Aos vinte e sete anos, Hugo ordenou-se e foi para a diocese de Valence, onde foi nomeado cônego. Depois, passou para a arquidiocese de Lião, como secretário do arcebispo. Nessa época, recebeu a primeira de uma série de missões apostólicas que o conduziriam para a santidade. Foi designado, por seu superior, para trabalhar na delegação do papa Gregório VII. Este, por sua vez, reconhecendo sua competência, inteligência, prudência e piedade, nomeou-o para uma missão mais importante ainda: renovar a diocese de Grenoble.

Grenoble era uma diocese muito antiga, situada próxima aos Alpes, entre a Itália e a França, que possuía uma vasta e importante biblioteca, rica em códigos e manuscritos antigos. A região era muito extensa e tinha um grande número de habitantes, mas suas qualidades terminavam aí. Havia tempos a diocese estava vaga, a disciplina eclesiástica não mais existia e até os bens da Igreja estavam depredados.

Hugo foi nomeado bispo e começou o trabalho, mas eram tantas as resistências que renunciou ao cargo e retirou-se para um mosteiro. Mas sua vida de monge durou apenas dois anos. O papa insistiu porque estava convencido de que ele era o mais capacitado para executar essa dura missão e fez com que o próprio Hugo percebesse isso também, reassumindo o cargo.

Cinco décadas depois de muito trabalho, árduo mas frutífero, a diocese estava renovada e até abrigava o primeiro mosteiro da ordem dos monges cartuchos. O bispo Hugo não só deixou a comunidade organizada e eficiente, como ainda arranjou tempo e condições para acolher e ajudar seu antigo professor, o famoso monge Bruno de Colônia, que foi elevado aos altares também, na fundação dessa ordem. Planejada sobre os dois pilares da vida monástica de então, oração e trabalho, esses monges buscavam a solidão, a austeridade, a disciplina pelas orações contemplativas, pelos estudos, mas também a prática da caridade pelo trabalho social junto à comunidade mais carente, tudo muito distante da vida fútil, mundana e egoísta que prevalecia naquele século.

Foram cinqüenta e dois anos de um apostolado profundo, que uniu o povo na fé em Cristo.

Já velho e doente, o bispo Hugo pediu para ser afastado do cargo, mas recebeu do papa Honório II uma resposta digna de sua amorosa dedicação: ele preferia o bispo à frente da diocese, mesmo velho e doente, do que um jovem saudável, para o bem do seu rebanho.

Hugo morreu com oitenta anos de idade, no primeiro dia 1132, cercado pelos seus discípulos monges cartuchos que o veneravam pelo exemplo de santidade em vida. Tanto assim que, após seu trânsito, muitos milagres e graças foram atribuídos à sua intercessão. O culto a são Hugo foi autorizado dois anos após sua morte, pelo papa Inocente II, sendo difundido por toda a França e o mundo católico.