CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR

Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA! ...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!

ATUALIZAÇÃO



Em breve atualizaremos essa página.
Por enquanto, para acompanhar as atividades da UNESER, acesse nosso site: www.uneser.com.br

Agradecidos
PRÓXIMOS EVENTOS (Todos estão convidados)


II ENESER VIRTUAL
Dias 23, 24 e 25 de julho de 2021

II ERESER SACRAMENTO
Dias 28 e29de agosto de 2021






SOM NO BLOG

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13 de julho de 2014

15º Domingo do Tempo Comum - Ano A


A qualidade do terreno é fundamental!

O evangelista São Mateus apresenta diversas pequenas parábolas que nos falam do Reino de Deus.
Hoje: O semeador!
Não basta ouvir! É necessário saber ouvir!
Não basta ter inteligência para entender!
É necessário transformar em vida!
Deus nos fala ao coração e quer participar de nossa vida!

Pe. Geraldo Rodrigues, CSsR

19 de junho de 2014

Solenidade da Corpus Christi


Jesus pegou os pães e os peixes.
Confiou acima de tudo no Pai: olhou para o céu!
Agradeceu: deu graças a Deus!
Fez com que distribuíssem a todos.
Jesus nos dá uma lição que é perene!
É para hoje e sempre. É para mim, é para todos!
Não é necessário muito dinheiro.
É preciso, em primeiro lugar, saber repartir o que se tem!
E o que parece pouco será suficiente! E o que parece essencial, torna-se secundário!
Todos comeram e ficaram satisfeitos.

12 de maio de 2014

Uneser em Ação

Dia 11 de maio de 2014


Mês de Nossa Senhora

Dia das mães

51º  Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Dia da Implantação da Pastoral Vocacional na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima na Avenida Nossa Senhora da Encarnação, 279 no bairro Jardim Maria Estela - SP.


Com tantas comemorações do dia, o Pároco Padre Uilson dos Santos, gentilmente, nos deu a honra de levar e apresentar à comunidade nossa Capela Vocacional.
O promotor do evento, Mauro Alves dos Santos, o Tabela, que é membro atualnte na comunidade, apresentou no início da Eucaristia das 8 hs um breve histórico sobre Santo Afonso, a Congregação Redentorista, a Uneser e a promoção do Ano Vocacional Redentorista.
José Roberto Staliano e Claudio Silveira, representando a UNESER, entregaram à Comunidade o ícone que permanecerá durante todo o dia exposto no altar. Ao final da Missa foram distribuidas as capelinhas, fornecidas pelo Secretariado Vocacional, a todos participantes das Eucaristias.
As apresentações se estenderam nas Missas das 10:00 e 18:00 hs. No período da tarde, das 16 às 17 hs aconteceu uma hora de orações pelas vocações.
Seguem abaixo algumas fotos do evento:
 



 Veja mais fotos no link: http://cms.uneser-interativa.webnode.com/ano-vocacional/uneser-em-a%C3%A7%C3%A3o/

20 de abril de 2014

A Palavra de Deus na vida - Homilia

VIGÍLIA PASCAL E DOMINGO DE PÁSCOA - HOMILIA

Evangelhos: Mateus 28,1-10 (Vigília Pascal – Sábado) e João 20,1-9 (Domingo de Páscoa)

1 Depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2 De repente, houve um grande tremor de terra: o anjo do Senhor desceu do céu e, aproximando-se, retirou a pedra e sentou-se nela. 3 Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. 4 Os guardas ficaram com tanto medo do anjo, que tremeram, e ficaram como mortos.
5 Então o anjo disse às mulheres: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. 6 Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava. 7 Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à vossa frente para a Galileia. Lá vós o vereis. É o que tenho a dizer-vos”.
8 As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos.
9 De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse: “Alegrai-vos!”
As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. 10 Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”.
E
1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido tirada do túmulo.
2 Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.
3 Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4 Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5 Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.
6 Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7 e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.
8 Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.
9 De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.
JOSÉ ANTONIO PAGOLA

VOLTAR A GALILEIA RESSUSCITADO POR DEUS
Os evangelhos recolheram a recordação de três mulheres admiráveis que, ao amanhecer do sábado, aproximaram-se do sepulcro onde foi enterrado Jesus. Não conseguem esquecê-lo. Continuam amando-0 mais que tudo. Enquanto isso, os homens fugiram e permanecem, talvez, escondidos.
A mensagem que escutam ao chegar ao túmulo é de uma importância excepcional. O evangelho mais antigo diz assim: “Procurais Jesus de Nazaré, o crucificado? Não está aqui. Ressuscitou.” É um erro buscar Jesus no mundo da morte. Está vivo para sempre. Jamais o encontraremos onde a vida esteja morta.
Não podemos esquecer. Se desejarmos encontrar com Cristo ressuscitado, cheio de vida e força criadora, não devemos buscá-lo numa religião morta, reduzida ao cumprimento externo de preceitos e ritos rotineiros, ou numa fé apagada que se sustenta em tópicos ou fórmulas gastas, vazias de amor vivo a Jesus.
Então, onde podemos encontrá-l0? As mulheres recebem esta tarefa: “Agora, ide dizer a seus discípulos e a Pedro: Ele vai adiante de vós para a Galileia. Ali o vereis”. Por que se deve voltar para a Galileia para ver o Ressuscitado? Que sentido profundo se encerra neste convite? O que ele diz aos cristãos de hoje?
Na Galileia escutou-se, pela primeira vez e com toda a pureza, a Boa Notícia de Deus e o projeto humanizador do Pai. Se não voltarmos a escutá-lo hoje com o coração simples e aberto, nos alimentaremos de doutrinas veneráveis, porém não conheceremos a alegria do Evangelho de Jesus, capaz de “ressuscitar” nossa fé.
Às margens do lago da Galileia, Jesus começou a chamar seus primeiros seguidores para ensinar-lhes a viver com seu estilo de vida, a colaborar com ele na grande tarefa de tornar a vida mais humana. Hoje, Jesus continua chamando. Se não ouvimos seu chamado e ele não “for adiante de nós”, para onde se dirigirá o cristianismo?
Pelos caminhos da Galileia foi se gestando a primeira comunidade de Jesus. Seus seguidores vivem junto com ele uma experiência única. Sua presença preenche tudo. Ele é o centro. Com ele aprendem a viver acolhendo, perdoando, curando a vida e despertando a confiança no amor insondável de Deus. Se não colocarmos, o quanto antes, Jesus no centro de nossas comunidades, jamais experimentaremos sua presença em nosso meio.
Se voltarmos para a Galileia, a “presença invisível” de Jesus ressuscitado adquirirá traços humanos ao ler os relatos evangélicos, e sua “presença silenciosa” recobrará voz concreta ao escutar suas palavras de estímulo.
Voltemos para a Galileia a fim de vermos Jesus Ressuscitado!
RESSUSCITADO POR DEUS
“Por quê?”. Essa é, também, a pergunta que se fazem os seguidores de Jesus. “Por que Deus abandonou aquele homem executado injustamente por defender a sua causa?”. Eles o viram ir à morte numa atitude de obediência e fidelidade total. Como Deus pôde desinteressar-se dele?
Em todo caso, eles têm gravado em seu coração a recordação da última ceia. Puderem intuir em suas palavras e gestos de despedida a imensidão de sua bondade e de seu amor. Como um homem assim pode terminar no sheol [a morada dos mortos na fé judaica da época]? Deus abandonará no “país da morte” aquele que, cheio de seu Espírito, infundiu saúde e vida a tantos enfermos e desvalidos? Jesus ficará deitado no pó para sempre, como uma “sombra” no “país das trevas”, ele que havia despertado tantas esperanças nas pessoas? Não poderá mais viver em comunhão com Deus, ele que confiou totalmente em sua bondade de Pai? Quando e como se cumprirá aquele seu desejo de “beber vinho novo” juntos na festa final do reino? Tudo foi uma ilusão ingênua de Jesus?
Sem dúvida, eles ficam entristecidos pela morte de um homem cuja bondade e grandeza de coração puderam conhecer de perto, no entanto, cedo ou tarde, este é o destino de todos os seres humanos. Aquilo que mais os escandaliza é sua brutal e injusta execução. Onde está Deus? Não reagirá diante daquilo que fizeram com ele? Não é Ele o defensor das vítimas inocentes? Jesus equivocou-se ao proclamar sua justiça a favor dos crucificados?

DEUS RESSUSCITOU-O!
Jamais poderemos precisar o impacto da execução de Jesus sobre seus seguidores. Somente sabemos que os discípulos fugiram para a Galileia. Por quê? Desmoronou a adesão deles a Jesus? A fé deles morreu quando Jesus morreu na cruz? Ou fugiram para a Galileia pensando, simplesmente, em salvar sua vida? Não podemos dizer nada com segurança. Sabemos, somente, que a rápida execução de Jesus afoga-os, senão numa total desesperança, em uma crise radical. Provavelmente, mais que homens sem fé são, agora, discípulos desolados que fogem do perigo, desconcertados diante do acontecido.
Entretanto, em pouco tempo acontece algo difícil de explicar. Estes homens voltam, novamente, a Jerusalém e se reúnem em nome de Jesus, proclamando a todos que o profeta executado dias antes pelas autoridades do Templo e pelos representantes do Império está vivo. O que aconteceu para abandonarem a segurança da Galileia e se apresentarem, novamente, em Jerusalém, um lugar realmente perigoso onde logo serão detidos e perseguidos pelos dirigentes religiosos? Quem os arrancou de sua covardia e desconcerto? Por que falam, agora, com tanta audácia e convicção? Por que voltam a reunir-se em nome daquele a quem abandonaram ao vê-lo condenado à morte?
Eles somente dão uma resposta: “Jesus está vivo. Deus o ressuscitou”. Sua convicção é unânime e indestrutível. Podemos verificá-la, pois aparece em todas as tradições e escritos que chegaram até nós. O que dizem?
De diversas maneiras e com linguagens diferentes, todos confessam a mesma coisa: “A morte não pôde com Jesus; o crucificado está vivo. Deus ressuscitou-o”. Os seguidores de Jesus sabem que estão falando de algo que supera a todos os seres humanos. Ninguém sabe, por experiência, o que acontece, exatamente, na morte e, menos ainda, o que pode acontecer a um morto se é ressuscitado por Deus depois de sua morte.
No entanto, bem cedo conseguem condensar em fórmulas simples o mais essencial de sua fé. São fórmulas breves e muito estáveis, que circulam em torno dos anos 35-40 entre os cristãos da primeira geração. Empregavam-nas, certamente para transmitir sua fé aos novos crentes, para proclamar sua alegria nas celebrações e, talvez, para reafirmar-se em sua adesão a Cristo nos momentos de perseguição.
É isto que confessam: “Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos”. Não ficou passivo diante de sua execução. Interveio para arrancá-lo do poder da morte. A ideia de ressurreição a expressavam com dois termos: “despertar” e “levantar”. Aquilo que sugerem estas duas metáforas é impressionante e grandioso. Deus desceu até o próprio sheol e entrou no país da morte, onde tudo é obscuridade, silêncio e solidão. Ali, jazem os mortos cobertos de pó, dormindo no sono da morte. Dentre eles, Deus “despertou” Jesus, o crucificado, colocou-o de pé e o “levantou” para a vida.
Logo, apareceram outras fórmulas nas quais se confessa que “Jesus morreu e ressuscitou”. Não se fala mais da intervenção de Deus. A atenção se desloca, agora, para Jesus. É ele quem se despertou e se levantou da morte, porém, na realidade, tudo se deve a Deus. Se está desperto é porque Deus despertou-o, se está de pé é porque Deus levantou-o, se está cheio de vida é porque Deus infundiu-lhe a sua. Na origem sobressai, sempre, a atuação amorosa de Deus, seu Pai.
Em todas essas fórmulas, os cristãos falam da “ressurreição” de Jesus. Porém, por essa mesma época, encontramos também cantos e hinos litúrgicos nos quais se aclama Deus porque exaltou e glorificou Jesus como Senhor depois de sua morte. Aqui não se fala de “ressurreição”. Nestes hinos, nascidos do primeiro entusiasmo das comunidades cristãs, os crentes se expressam com outro esquema mental e outra linguagem: Deus “exaltou” Jesus, “elevou-o à sua glória”, “sentou-o à direita de seu trono” e “constitui-o como Senhor”.
Esta linguagem é tão antiga como aquela que fala de “ressurreição”. Para os primeiros cristãos, a exaltação de Jesus à glória do Pai não é algo que acontece depois da ressurreição, mas é outro modo de afirmar o que Deus fez com o crucificado. “Ressuscitar” é já ser exaltado, isto é, ser introduzido na vida do mesmo Deus. “Ser exaltado” é ressuscitar, ser arrancado do poder da morte.
Traduzido do espanhol por Telmo José Amaral de Figueiredo.

Fonte: MUSICALITURGICA.COM – Homilías de José A. Pagola

13 de outubro de 2013

Beatificação dos Mártires de Cuenca




Seis mártires redentoristas serão beatificados neste domingo


Hoje às 12h, na Arquidiocese de Tarragona, Espanha, será oficializada a beatificação de 522 mártires da Guerra Civil da Espanha (1936-1939). Entre estes, seis Redentoristas, Mártires de Cuenca: Padres Javier Gorosterratzu Jaunarena, Ciriaco Olarte Pérez de Mendiguren, Miguel Goñi Áriz, Julián Pozo Ruiz de Samaniego, Pedro Romero Espejo e o Irmão Victoriano Calvo Lozano.
A beatificação será um evento histórico, não apenas para a Província de Madrid e a Igreja na Espanha, mas também para toda a Congregação do Santíssimo Redentor. 
O caminho para a beatificação foi iniciado com a promulgação do Decreto sobre o Martírio dos Servos de Deus, pelo então Papa Bento XVI no dia 20 de dezembro de 2012.
Retrato comemorativo pintado por Belém del Pino da Universidade Complutense de Madrid
A Guerra Civil Espanhola fez aproximadamente 270.000 vítimas, incluindo soldados e civis. Muitos morreram por ações de guerra, mas muitos morreram também por represália, por doenças e pela fome. Aproximadamente 6.850 morreram como resultado direto da perseguição religiosa. Desses, 13 eram bispos e mais de 6.000 eram sacerdotes e religiosos. Entre eles, quase 1.000 já foram beatificados ou canonizados. Outros 2.000 casos estão em processo. Como se aproxima o encerramento do Ano da Fé, a beatificação destes 522 mártires celebra o testemunho do martírio como ato de confiança em nosso fiel Criador, como também de participação nos sofrimentos de Cristo.
Sem diminuir a importância do testemunho coletivo de todos estes mártires, a família Redentorista recorda de modo particular os Mártires Redentoristas de Cuenca. Outros quatorze casos de Mártires Redentoristas estão ainda em processo.  
O testemunho dos mártires tem sido sempre muito importante e significativo para a Igreja. Os primeiros discípulos de Cristo consideravam o martírio como seguimento radical dos passos de Jesus, e como partilha dos seus sofrimentos, conforme São Pedro expressa na citação da sua I Carta. O testemunho dos mártires vai além do gesto de enfrentar uma morte violenta. Manifesta a razão pela qual eles estavam dispostos a dar suas vidas como testemunhas de Jesus Cristo e a anunciar a Copiosa Redenção a todos. O martírio é uma proclamação da Boa Nova e os mártires tornam-se testemunhas do Evangelho, e continuam “fazendo o bem” em favor dos irmãos e irmãs.
Ao descrever essa realidade que envolve a beatificação dos missionários mártires, o Superior Geral da Congregação do Santíssimo Redentor, padre Michael Brehl pediu que todas as comunidades sob a responsabilidade de redentoristas, dediquem no dia 13 de outubro algum momento de oração e comunhão com os novos irmãos beatificados. 

A celebração da beatificação acontece na proximidade da comemoração dos 150 anos da chegada dos Missionários Redentoristas na Espanha.
"Celebraremos como família a beatificação de seis redentoristas espanhóis, que morreram mártires em Cuenca durante a perseguição religiosa desencadeada na Espanha de 1936 a 1939", destaca nota no site da Província Espanhola.  

Logomarca lançada pela Província Espanhola em comemoração ao jubileu da presença redentorista no país. 

Conheça os seis mártires redentoristas: 

Beato José Xavier Gorosterratzu 

Chegou em Cuenca em 1933. Permaneceu no seminário junto com o bispo diocesano e outros sacerdotes durante o período da guerra civil, quando no dia 10 de agosto de 1936 foi tirado à força para ser executado. Foi assassinado no caminho para o cemitério de Cuenca. Os testemunhos contam que José Xavier foi um "apostólo incansável" e encorajava a todos com palavras de esperança.   
  
Beato Ciríaco Olarte Y Perez de Mendiguren
Ciríaco chegou a Cuenca no ano de 1935, antes da guerra civil. Junto com outro mártir redentorista, padre Goñi, esconde-se na cada do senhor Enrique Gómez. Padre Olarte previu que no dia de Santo Afonso, dia 1º de agosto, eles iriam "passar no céu". De fato, no dia 31 de julho de 1936, por volta das 10h, eles foram conduzidos por uma milícia, e em um desmanche foram assassinados a tiros.   
  
Beato Julián Pozo Y Ruiz de Samaniego 
Padre Julián estava em Cuenca quando a guerra começou. Cuidando de um tuberculose, vivia seu ministério com dedicação servindo com ânimo e otimismo, apesar de sua enfermidade. No dia 20 de julho de 1936, deixou o convento onde morada e refugiou-se junto com outro mártir redentorista, Irmão Victoriano na casa das irmãs Eugenia e Joaquina.
Retornou ao seminário, quando em 9 de agosto, foi morto a tiros. Testemunhas contam que padre Julián morreu em postura de mártir, ajoelha e rezando o rosário.   
  
Beato Victoriano Calvo Lozano
Foi enviado para Cuenca em 1921 pelos seus superiores, onde exerceu seu ministério como hortelão, sacristão e porteiro. No dia 20 de julho de 1936, por causa da guerra, teve que se refugiar na casa das irmãs Munhoz. Junto com padre Julián Pozo, outro mártir redentorista, esperava no Senhor. No dia 9 de agosto de 1936, foi morto primeiramente o seu companheiro.
Irmão Victoriano, foi morto dois dias depois, no dia 11, por volta das duas horas da madrugada com as mãos amarradas, na companhia de outro confrade mártir, o padre José Xavier a caminho do cemitério de Cuenca. Ali, irmão Victoriano entregou sua vida em silêncio, sem negar sua fé.   

Beato Miguel Goni Ariz 
Padre Miguel estava em Cuenca em 1936, no período da guerra civil. No dia 31 de julho do mesmo ano, depois de ter celebrado uma missa na casa do senhor Asciclo Dominguez, ele e o também martir redentorista, padre Ciríaco, são levados para um desmanche onde receberam tiros à queima-roupa. Segundo testemunhas o missionário não agonizou por horas até sua morte.  


Beato Pedro Romero Espejo
Padre Pedro era o mais idoso, entre os mártires redentoristas. Estava em Cuenca quanto a guerra começou. Foi forçado a deixar a comunidade e viver, como foi o caso de outros colegas, com uma família local. Para escapar da atenção dos perseguidores e continuar a exercer o apostolado, escolheu mendigar nas ruas da cidade.
Em 1938, um ano antes do fim da guerra, com a saúde debilitada refletia que a prisão seria um benefício. Em maio daquele ano, conseguiu ser preso por desacato ao regime. Na prisão foi atendido fisicamente e espiritualmente por outros padres prisioneiros. Consumindo-se lentamente, morreu de disenteria, no dia 4 de junho de 1938 com 67 anos.

Do site A12/Redentoristas

29 de maio de 2013

Preparação para a morte - III



Meios de preparar-se para a morte
Por
Santo Afonso Maria de Ligório

PONTO III

É necessário o cuidado de nos acharmos em qualquer tempo, como quiséramos estar na hora da morte. "Bem-aventurados os mortos que morrem no Senhor" (Ap 14,13). Diz Santo Ambrósio que morrem felizmente aqueles que ao morrer já estão mortos para o mundo, ou seja desprendidos dos bens que por força então hão de deixar. Por isso, é necessário que desde já aceitemos o abandono de nossa fazenda, a separação de nossos parentes e de todos os bens terrenos. Se não o fizermos voluntariamente durante a vida, forçosa e necessariamente o teremos de fazer na morte, com a diferença de que então não será sem grande dor e grave perigo de nossa salvação eterna. Adverte-nos, neste propósito, Santo Agostinho, que constitui grande alívio, para morrer tranquilo, regular em vida os interesses temporais, fazendo previamente as disposições relativas aos bens que temos de deixar, a fim de que na hora derradeira somente pensemos em nossa união com Deus. Convirá então só ocupar-se das coisas de Deus e da glória, pois são demasiadamente preciosos os últimos momentos da vida para dissipá-los em assuntos terrenos. No transe da morte se completa e se aperfeiçoa a coroa dos justos, porque é então que se recolhe a melhor soma de méritos, abraçando as dores e a própria morte com resignação ou amor.

Mas não poderá ter na morte estes bons sentimentos quem neles não se exercitou durante a vida. Para este fim alguns fiéis praticam, com grande aproveitamento, a devoção de renovar em cada mês o protesto da morte, com todos os atos em tal transe próprios de um cristão, e isto depois de receber os sacramentos da confissão e comunhão, imaginando que se acham moribundos e a ponto de sair desta vida.

O que se não faz na vida, difícil é fazê-lo na morte. A grande serva de Deus, irmã Catarina de Santo Alberto, filha de Santa Teresa, suspirava na hora da morte, exclamando: "Não suspiro, minhas irmãs, por temor à morte, pois há vinte e cinco anos que a espero; suspiro porque vejo tantos pecadores iludidos que esperam para reconciliar-se com Deus até à hora da morte, quando apenas poderão pronunciar o nome de Jesus".

Examina, pois, meu irmão, se teu coração tem apego a qualquer coisa da terra, a determinadas pessoas, honras, riquezas, casa, sociedade ou diversões, e considera que não hás de viver aqui eternamente.

Virá o dia, talvez próximo, em que deverás deixar tudo. Por que, neste caso, manter o afeto nessas coisas, correndo risco de ter morte inquieta?...

Oferece-te, desde já, por completo a Deus, que pode, quando lhe aprouver, privar-te desses bens. Quem quiser morrer resignado, há de ter resignação desde agora em todos os acidentes contrários que lhe possam suceder; e há de afastar de si os afetos às coisas da terra. - Afigura-te que vais morrer - diz São Jerônimo - e facilmente conseguirás desprezar tudo.

Se ainda não escolheste estado de vida, toma aquele que na hora da morte quererias ter escolhido e que possa proporcionar-te um trânsito mais consolador à eternidade. Se já tens um estado, fazei tudo que ao morrer quiseras ter feito nesse estado. Procede como se cada dia fosse o último da vida, cada ação a derradeira que praticas; a última oração, a última confissão, a última comunhão. Imagina que estás moribundo, estendido sobre o leito, e que ouves aquelas palavras imperiosas: Sai deste mundo. Quanto estes pensamentos nos podem ajudar a caminhar bem e a menosprezar as coisas mundanas! "Bem-aventurado aquele servo, a quem o seu senhor, quando vier, achar procedendo assim" (Mt 24,46). Aquele que espera a toda hora a morte, ainda que esta venha subitamente, não pode deixar de morrer bem.

AFETOS E SÚPLICAS

Todo cristão, quando se lhe anuncia a hora da morte, deve estar preparado para dizer o seguinte: Senhor, restam-me poucas horas de vida; quero empregá-las em amar-vos quanto posso, para entrar na eternidade amando-vos. Pouco me resta para vos oferecer, mas ofereço-vos estas dores e o sacrifício que vos ofereceu por mim Jesus Cristo na cruz. Poucas e breves são, Senhor, as penas que padeço, em comparação com as que hei merecido; mas, tais como são, abraço-as em sinal do amor que vos tenho.

Resigno-me a todos os castigos que me queirais infligir nesta e na outra vida. Contanto que possa amar-vos eternamente, castigai-me quanto vos aprouver. Peço não me priveis de vosso amor. Reconheço que não mereço amar-vos por haver tantas vezes desprezado o vosso amor, mas vós não podeis repelir uma alma arrependida. Pesa-me, ó Suma Bondade, de vos ter ofendido. Amo-vos com todas as veias do meu coração, e em vós deposito toda a minha confiança, ó Redentor meu! Nas vossas mãos chagadas encomendo a minha alma... Ó meu Jesus, para salvar-me derramastes todo o vosso sangue. Não permitais que me aparte de vós (Sl 30,6). Amo-vos, Eterno Deus, e espero amar-vos durante toda a eternidade... Virgem e Mãe minha, ajudai-me na minha última hora! Entrego-vos minha alma! Dizei a vosso Filho que tenha piedade de mim! A vós me recomendo: livrai-me da condenação eterna!

Obs: Retirado da "Preparação para a Morte" por Santo Afonso Maria de Ligório.

28 de maio de 2013

Preparação para a morte - II




Meios de preparar-se para a morte
Por
Santo Afonso Maria de Ligório


PONTO II 
Já que é certo, meu irmão, que tens de morrer, prostra-te aos pés do Crucifixo; agradece-lhe o tempo que sua misericórdia te concede para regular tua consciência, e passa em revista a seguir todas as desordens de tua vida passada, especialmente as de tua mocidade. Considera os mandamentos Divinos: recorda os cargos e ocupações que tiveste, as amizades que cultivastes; anota tuas faltas e fazei - se ainda a não fizeste - uma confissão geral de toda a tua vida... Oh! quanto contribui a confissão geral para pôr em boa ordem a vida de um cristão.

Cuida que essa conta sirva para a eternidade, e trata de resolvê-la como se a apresentasses no tribunal de Jesus Cristo. Afasta de teu coração todo afeto mau e todo rancor ou ódio. Satisfazei qualquer motivo de escrúpulo acerca dos bens alheios, da reputação lesada, de escândalos dados, e propõe firmemente fugir de todas as ocasiões em que possas perder a Deus. Pensa que aquilo que agora parece difícil, impossível te parecerá no momento da morte.

O que mais importa é que resolvas pôr em execução os meios de conservar a graça de Deus. Esses meios são: ouvir Missa diariamente; meditar nas verdades eternas; fazer, ao menos uma vez por semana, a confissão e receber a comunhão; visitar todos os dias o Santíssimo Sacramento e a Virgem Maria; assistir aos exercícios das congregações ou irmandades a que pertenças; praticar a leitura espiritual; fazer todas as noites exame de consciência; escolher alguma devoção especial à Virgem, como jejuar todos os sábados, e, por fim, propor recomendar- se a Deus e à sua Mãe Santíssima, invocando a miúdo, sobretudo no tempo da tentação, os santíssimos nomes de Jesus e Maria.

Tais são os meios com que podemos alcançar uma boa morte e a salvação eterna.

Exercer essas práticas será sinal evidente de nossa predestinação.

Pelo que diz respeito ao passado, confiai no sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vos dá estas luzes porque quer salvar-vos, e esperai na intercessão de Maria, que vos obterá as graças necessárias. Com a vida assim regulada, e a esperança posta em Jesus e Maria, quanto nos ajuda Deus, e que força não adquire a alma! Coragem, pois, meu leitor, entrega-te todo a Deus, que te chama, e começa a gozar dessa paz que até agora, por culpa tua, não experimentaste. Pode, porventura, uma alma desfrutar paz maior que a de poder dizer todas as noites, ao descansar: se viesse esta noite a morte, morreria, segundo espero, na graça de Deus!? Que consolação se, ao ouvir o fragor do trovão, ao sentir a terra tremer, pudermos esperar resignadamente a morte, se Deus assim o tiver determinado!

AFETOS E SÚPLICAS

Quanto vos agradeço, Senhor, as luzes que me dais!... Não obstante ter eu tantas vezes vos abandonado e me afastado de vós, não me abandonastes. Se o tivésseis feito, cego estaria eu, como quis sê-lo na vida passada; encontrar-me-ia obstinado em minhas culpas, e não teria vontade nem de renunciar a elas nem de vos amar. Sinto agora dor grandíssima de vos ter ofendido, vivo desejo de estar na vossa graça, e profundo aborrecimento daqueles malditos prazeres que me fizeram perder vossa amizade. Todos estes afetos são graças que de vós procedem e que me induzem a esperar que queirais me perdoar e me salvar... É, pois, a vós, Senhor, que, apesar de meus muitos pecados, não me abandonais e desejais minha salvação, que me entrego inteiramente; aflige-me de todo o coração o ter-vos ofendido, e proponho querer antes perder mil vezes a vida do que vossa graça... Amo-vos, Soberano Bem; amo-vos, meu Jesus, que por mim morrestes, e espero por vosso preciosíssimo sangue que jamais tornarei a afastar-me de vós.

Não, meu Jesus, não quero perder-vos outra vez, mas sim amar-vos eternamente. Conservai sempre e aumentai meu amor para convosco, o que vos suplico pelos vossos próprios merecimentos...

Maria, minha esperança, rogai por mim a Jesus!

Obs: Retirado da "Preparação para a Morte" por Santo Afonso Maria de Ligório.

27 de maio de 2013

Preparação para a morte



                          Meios de preparar-se para a morte
                                                     Por
                             Santo Afonso Maria de Ligório

               Memorare novissima tua, et in aeternum non peccabis.
             Lembra-te de teus novíssimos, e não pecarás jamais (Ecl 7,40).

PONTO I

Todos cremos que temos de morrer, que só uma vez havemos de morrer e que não há coisa mais importante que esta, porque do instante da morte depende a eterna bem-aventurança ou a eterna desgraça.

Todos sabemos também que da boa ou má vida depende o ter boa ou má sorte. Como se explica, pois, que a maior parte dos cristãos vivem como se nunca devessem morrer, ou como se importasse pouco morrer bem ou mal? Vive-se mal porque não se pensa na morte: "Lembra-te de teus novíssimos, e não pecarás jamais." É preciso persuadirmo-nos de que a hora da morte não é o momento próprio para regular contas e assegurar com elas o grande negócio da salvação. As pessoas prudentes deste mundo tomam, nos negócios temporais, todas as precauções necessárias para obter tal benefício, tal cargo, tal casamento conveniente, e, com o fim de conservar ou restabelecer a saúde do corpo, não deixam de empregar os remédios adequados. Que se diria de um homem que, tendo de apresentar-se ao concurso de uma cadeira, esperasse, para adquirir a indispensável habilitação, até ao momento de acudir aos exercícios? Não seria um louco o comandante de uma praça que esperasse vê-la sitiada para fazer provisões de víveres e armamentos?

Não seria insensato o navegante que aguardasse a tempestade para munir-se de âncoras e cabos?... Tal é, todavia, o procedimento do cristão que difere até à hora da morte o regular o estado de sua consciência. "Quando cair sobre eles a destruição como uma tempestade... então invocar-me-ão e não os escutarei... Comerão os frutos do seu mau proceder" (Pr 1,27.28.31).

A hora da morte é tempo de confusão é de tormenta. Então os pecadores implorarão o socorro do Senhor, mas sem conversão verdadeira, unicamente com o receio do inferno, em que se veem próximos a cair. É por este motivo justamente que não poderão provar outros frutos que os de sua má vida. "Aquilo que o homem semeou, isto também colherá" (Gl 6,8). Não bastará receber os Sacramentos, mas será preciso morrer detestando o pecado e amando a Deus sobre todas as coisas.

Como, porém, poderá aborrecer os prazeres ilícitos aquele que até então os amou?... Como amará a Deus sobre todas as coisas aquele que até esse instante tiver amado mais as criaturas do que a Deus? O Senhor chamou loucas - e na verdade o eram - as virgens que queriam preparar as lâmpadas quando já chegava o esposo. Todos temem a morte repentina, que impede regular as contas da alma. Todos confessam que os Santos foram verdadeiros sábios, porque souberam preparar-se para a morte antes que essa chegasse... E nós, que fazemos nós? Queremos correr o perigo de nos prepararmos para bem morrer, quando a morte nos estiver já próxima? Façamos agora o que nesse transe quiséramos ter feito... Oh! quanto é terrível então recordar o tempo perdido, e sobretudo o tempo mal empregado!... O tempo que Deus nos concedeu para merecer, mas que passou para nunca voltar.

Que angústia nos dará o pensamento de que já não é possível fazer penitência, frequentar os sacramentos, ouvir a palavra de Deus, visitar Jesus Sacramentado, fazer oração! O que está feito, está feito (Lc 16,21).

Seria necessário ter então mais presença de espírito, mais tranqüilidade e serenidade para confessar-se bem, para dissipar graves escrúpulos e tranquilizar a consciência... mas já não é tempo! (Ap 10,6).

AFETOS E SÚPLICAS

Ó meu Deus! se tivesse morrido naquela ocasião que sabeis, onde estaria eu agora? Agradeço-vos o terdes esperado por mim e por todo esse tempo que deveria ter passado no inferno, desde o momento em que vos ofendi. Dai-me luz e conhecimento do grande mal que fiz, perdendo voluntariamente vossa graça, que merecestes para mim com o sacrifício da cruz... Perdoai-me, meu Jesus, que me arrependo de todo o coração e sobre todos os males de ter menosprezado vossa bondade infinita. Espero que já me haveis perdoado... Ajudai-me, meu Salvador, para que não volte a perder-vos jamais... Ah! Senhor! Se tornasse a vos ofender depois de ter recebido de vós tantas luzes e tantas graças, não mereceria um inferno criado de propósito para mim?... Não o permitais pelos merecimentos do sangue que por mim derramastes! Dai-me a santa perseverança; dai-me vosso amor... Amo-vos, meu Sumo Bem; jamais quero deixar de vos amar. Tende, meu Deus, misericórdia de mim, pelo amor de Jesus Cristo. Recomendai-me a Deus, ó Virgem Maria! que vossos rogos nunca são desatendidos por esse Senhor que tanto vos ama.

Obs: Retirado da "Preparação para a Morte" por Santo Afonso Maria de Ligório.

31 de março de 2013

Domingo de Páscoa

Cristo Ressuscitou! Aleluia!

Jesus Cristo Ressuscitou. Aleluia! 
A Vida venceu a morte. Aleluia!

Na manhã do primeiro dia da semana, ainda escuro, Maria Madalena encontrou o sepulcro vazio. É o primeiro dia da semana, o início de uma nova era, de um novo tempo, uma nova realidade, onde se cumpre plenamente o projeto do Pai. A noite se faz dia. A ressurreição de Jesus vem nos mostrar que a vida dedicada ao próximo, no amor incondicional, até as últimas consequências, é o caminho para a plena felicidade.

A Comunidade criada por Jesus estava perdida, desamparada, acreditando que a morte havia triunfado e, por isso, foram procurá-lo no sepulcro. Pela lógica do mundo, tudo estava acabado, Jesus havia fracassado, pois a sua entrega total em favor dos pobres e excluídos o levaram à morte, à derrota. A Ressurreição de Jesus prova o contrário. A vitória sobre a morte é resultado de uma vida vivida do amor ao extremo.

Esse é o convite feito a cada um de nós nos dias de hoje. Viver a vida intensamente, no amor e no respeito às outras pessoas, buscando a felicidade mostrada por Jesus Cristo, que não é individual, irresponsável, egoísta. Na contramão dos ensinamentos do mundo, somos convidados a viver o amor e a paz, que são frutos da justiça.

Na madrugada e manhã do domingo, as Comunidades da Arquidiocese de Campinas celebram a Ressurreição de Jesus, com Procissões e Missas.
 





Na Catedral Metropolitana, Dom Airton José dos Santos preside Missa Solene de Páscoa às 09h30.