4065. Evangelho de domingo 1º Quaresma - (17-02-2013) - Dt 26, 4-10; Sl 90, 1-2. 10-15; Rm 10, 8-13; Lc 4, 1-13 - Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do rio Jordão e o Espírito de Deus o conduziu ao deserto. Ali o diabo o tentou durante quarenta dias. Durante esse tempo todo, Jesus não comeu nada e começou a ter fome. Então, o diabo lhe disse: “Se tu és o Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão”. E Jesus lhe deu esta resposta: “Não só de pão vive o homem, diz a Escritura”. Aí o diabo levou Jesus para um lugar muito alto e mostrou-lhe, num instante, todos os reinos do mundo, e disse: “Eis que vou dar-te todo este poder e toda esta riqueza, pois tudo é meu, porque me foi dado, e posso dar a quem eu quero. Isto tudo será teu, se te ajoelhares diante de mim e me adorares”. Jesus replicou-lhe: “Adorarás ao Senhor teu Deus e só a ele prestarás culto, diz a Escritura”. Em seguida, o diabo levou Jesus a Jerusalém e o conduziu até o ponto mais alto do templo, e disse: “Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui para baixo, porque a Escritura diz: “Deus dará ordem aos anjos para que te protejam”. E mais ainda: “Os anjos te levarão em suas mãos, para que não machuques nem os pés nas pedras”. Jesus respondeu-lhe mais uma vez: “A Escritura diz: Não tentarás o Senhor teu Deus”. Tendo assim provocado a Jesus com toda espécie de tentações, o diabo se retirou por algum tempo.
Recadinho: - Dê sugestão de um sacrifício que se pode fazer agora na Quaresma. - Em que consiste para você adorar a Deus? - Você pede sempre a proteção de Deus? - Você consegue fazer alguma coisa pelos que sofrem e são oprimidos? - Você consegue demonstrar amor agindo com brandura?
4066. Bento XVI vai se despedindo... - No dia 15 de fevereiro de 2013, realizou-se, na Sala Paulo VI, o encontro que se realiza todos os anos no início da Quaresma do Papa com o clero de Roma. Em meio a aplausos calorosos e muitos "viva o papa!", Bento XVI entrou e foi logo dizendo: “Obrigado pelo afeto e pelo seu amor à Igreja e ao Papa!” Em seguida o Papa falou durante quarenta e cinco minutos, em conversa informal, percorrendo suas lembranças e experiências do Concílio Ecumênico Vaticano II, e frisou: “Embora me retire, permanecerei em oração, perto de todos vocês, e tenho certeza de que todos vocês estarão perto de mim, mesmo que, para o mundo, eu fique escondido".
4067. Cardeal Agostini Vallini dirigiu-se a Bento XVI - O cardeal, em nome dos bispos, párocos, religiosos, vigários, sacerdotes, capelães e diáconos, disse ao Papa: “Apresentamos a Sua Santidade uma saudação comovida e um grande afeto filial. Permita-me, santo padre, confidenciar que, nesta manhã, nós temos no coração sentimentos de alguma forma semelhantes aos dos anciãos de Éfeso, chamados por Paulo até Mileto para escutarem, antes da sua partida para Jerusalém, suas palavras de despedida”.
E o cardeal citou a frase evangélica: “Sabeis como me portei... Servi ao Senhor com toda a humildade, entre lágrimas e provações; dando testemunho… para a conversão a Deus e a fé no Senhor Jesus...
Todos caíram em pranto e, lançando-se ao abraço de Paulo, o beijavam”. Enquanto Vallini lia, as câmeras de televisão enfocavam os rostos profundamente emocionados dos presentes.
4068. Bento XVI muito nos ensinou - O Cardeal Agostini Vallini, que é o vigário do Papa para a diocese de Roma, referiu-se ao breve pontificado de Bento XVI (foi eleito Papa no dia 19 de abril de 2005): “Não lhe escondemos que, em nosso ânimo, se mistura um conjunto de sentimentos: tristeza e respeito, admiração e lamento, afeto e ufania. Em meio a tudo isto, adoramos a vontade de Deus e acolhemos da sua amada pessoa o ensinamento de como se ama e se serve a Cristo e à Igreja. Ao seu discreto e forte exemplo de vida, ficaremos ligados para sempre”.
Frisou ainda o Cardeal: “Sua Santidade nos ensinou muitas coisas importantes para sermos discípulos fidedignos de Cristo e bons pastores. Ensinou-nos com a sua fé indomável e cheia de coragem, a humildade no serviço, a paixão pela verdade no seu empenho de anunciar o evangelho num mundo que precisa da reproposição da fé, assim como o cuidado dos fracos e dos pobres que Sua Santidade sempre defendeu e ajudou. Transmitiu-nos uma elevada visão da vida sacerdotal, que supera as visões minúsculas que algumas vezes podem insinuar-se entre nós”. Concluiu: “Seu magistério sempre foi acolhido pelos seus sacerdotes como um tesouro. Nós estamos vivendo o Ano da Fé como um poderoso convite a uma renovada conversão ao Senhor e com intensidade interior e renovada disponibilidade de pastores para servir ao povo de Deus”.
Pe. Geraldo Rodrigues, CSsR

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por comentar. Sua participação é muito importante para nós. Deixe seu e-mail para podermos lhe contatar.