CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR

Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA! ...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!

ATUALIZAÇÃO



Em breve atualizaremos essa página.
Por enquanto, para acompanhar as atividades da UNESER, acesse nosso site: www.uneser.com.br

Agradecidos
PRÓXIMOS EVENTOS (Todos estão convidados)


II ENESER VIRTUAL
Dias 23, 24 e 25 de julho de 2021

II ERESER SACRAMENTO
Dias 28 e29de agosto de 2021






SOM NO BLOG

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9 de janeiro de 2015

Vivências - De perto @ De longe

Nº 1655  -  09/01/2015

6957. Evangelho de 6ª feira 09-01-2015)
- 1Jo 5, 5-13; Sl 147; Lc 5, 12-16 - Aconteceu que Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero, fica purificado”. E, imediatamente, a lepra o deixou. E Jesus recomendou-lhe: “Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura”. Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração.
 
Recadinho: Jesus socorria os que, com fé, dele se aproximavam. Não precisamos sair realizando milagres! O milagre que Deus pede de nós é um amor verdadeiro para com nosso próximo! Que o espírito de caridade e misericórdia estejam sempre em nosso coração! Assim, trilharemos caminhos de paz!
 
6958. Jovens, aceitem ser modelo de Cristo - “Aqueles que aceitam ser modelo de Cristo tornam-se um povo novo, uma nação que não se encontra em nenhuma carta geográfica do mundo, mas que existe em todo país do planeta. Vocês pertencem a uma nação sem fronteiras, sem exércitos e sem políticos, sem lutas pelo poder, sem ódio e sem hostilidade. Vocês são o povo de Deus”. (Justin Welby, Primaz da Comunhão Anglicana e Arcebispo de Cantuária, aos 30 mil jovens da Comunidade de Taizé, reunidos de 29 de dezembro a 2/Janeiro/2015, em Praga, na República Tcheca, para a 37ª edição do  tradicional encontro de oração de fim de ano, que reúne a cada ano jovens do Leste e do Oeste europeu).
 
6959. Projeto “Jesus no Litoral” na virada de ano em Florianópolis (SC) - A edição 2014/2015 do projeto “Jesus no Litoral” deu-se na virada do ano nas praias de Itapema e Porto Belo, na Arquidiocese de Florianópolis (SC) e foi até o dia 3 de janeiro/2015. Sob o cenário das praias bonitas, famosas e badaladas, a juventude sentinela da Renovação Carismática Católica de Santa Catarina aproveitou a oportunidade que o verão traz para levar uma mensagem de amor e paz a turistas e moradores do litoral. Além das missões nas praias e casas de famílias, a programação contou com momentos de formação, missas, grupos de oração, arrastões de evangelização, shows, entre outras atrações. Para quem vive a experiência de ser missionário, os dias para a chegada deste projeto de evangelização são contados um a um, com muita expectativa, para o anúncio da Boa Nova. O “Jesus no Litoral” teve início após a Jornada Mundial da Juventude de Toronto, em 2002, cujo tema foi “Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 13-14). Foi a partir dali que jovens membros da Renovação Carismática Católica deram vida a um projeto que busca levar a mensagem do Evangelho àquelas pessoas que aproveitam a época de alto verão para ir à praia. O “Jesus no Litoral” é realizado em várias praias do Brasil: Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Maranhão e Ceará.
 
6960. Torcedores e fãs de futebol pedem que o Real Madri conserve a cruz! – No início de dezembro de 2014, cerca de 2 mil pessoas pediram ao presidente do Real Madri, Florentino Pérez, que não retire a cruz do escudo do clube de futebol espanhol, que é considerado o mais importante do mundo. A pequena cruz que estava na parte superior da coroa presente no escudo foi eliminada para evitar “ferir a suscetibilidade dos investidores dos Emirados Árabes Unidos”, entre eles, o Banco Nacional de Abu Dhabi, um novo patrocinador da equipe. A associação Enraizados enviou uma petição de mais de 2 mil pessoas ao clube, desejando que volte atrás na decisão e não modifique o escudo da equipe. Dois anos atrás houve uma situação parecida na qual o Real Madri também eliminou a cruz ao apresentar o Real Madri Resort Island, um parque temático da equipe na ilha Marjan, nos Emirados Árabes Unidos. O projeto estava estimado em um trilhão de dólares, mas atualmente está parado por falta de recursos. Conforme declara Maria Isabel Moreno, porta-voz de “Enraizados”, “esta decisão de Florentino Pérez supõe um menosprezo aos cristãos perseguidos no mundo e aos 800.000 cristãos que moram nos Emirados Árabes”. “Também menospreza as raízes cristãs da civilização europeia e dá as costas à história do clube. Se assinam um contrato com uma República, não podem tirar-lhe o título de “Real”, verdade? Por que então retiram a cruz nos Emirados Árabes?”, conclui Moreno.
 
Pe. Geraldo Rodrigues, CSsR

Aniversariantes do dia

 
 
 
JOSCELINO DA COSTA
 
PADRE JOSÉ AMARILDO LUCIANO DA SILVA
Vice Província de Manaus
Festejando 5 anos de Ordenação Sacerdotal
 
PADRE CELSO VIEIRA CRUZ
Província de Campo Grande
Festejando 47 anos de vida
 
PADRE ÊNIO ROBERTO BIASI
Província de Porto Alegre
Festejando 27 anos de Sacerdócio
 
PADRE ABDON DIAS GUIMARÃES
Província de Goiás
Festejando 27 anos de Sacerdócio
 
PADRE JOSÉ BATISTA DOS SANTOS
Província de Goiás
Festejando 27 anos de Sacerdócio
 
 

8 de janeiro de 2015

Vivências - De perto @ De longe

Nº 1654 -  08/01/2015
 6954. Evangelho de 5ª feira (08-01-2015) - 1Jo 4, 19 - 5, 4; Sl 71; Lc 4, 14-22a - Jesus voltou para a Galileia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. E veio à cidade de Nazaré onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor”. Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca.
 
Recadinho: Jesus anunciou qual era sua missão neste mundo. Os pobres estavam precisando do Evangelho. Os pobres de hoje, mais que nunca, precisam do alimento espiritual. Mas... tais pobres muitas vezes são nossos ricos! Façamos de nossa fé um compromisso com a vida de nossos irmãos!
 
6955. Redentoristas do mundo todo em renovação - Presentes em 79 países, a cada quatro anos os Missionários Redentoristas de todo o mundo passam por um processo de renovação, com muitas mudanças internas, adaptações, reflexões, com o objetivo de, seguindo o carisma próprio da Congregação, prosseguirem firmes na caminhada de discípulos missionários do Redentor. São no mundo cerca de 5.300 religiosos professos, sacerdotes ou leigos, que procuram aprofundar a caminhada no serviço especificamente missionário. Um dos passos dados são as eleições que são realizadas internamente, conforme o número de membros e as realidades onde atuam. Atualmente, Roraima é o único Estado do Brasil que não possui Comunidade Redentorista, mas recebe atividades da Congregação esporadicamente. Neste início de 2015, todas as Unidades da Congregação do Santíssimo Redentor estão promovendo mudanças em seus quadros de serviços, buscando melhor desempenhar a missão. Basicamente os Redentoristas são divididos em conferências, províncias, vice-províncias, regiões, dependendo da uma série de orientações internas. A cada quatro anos todas as unidades realizam um intenso trabalho interno, elegendo os responsáveis pelos diversos setores. Recentemente foram realizadas eleições. No dia 04 de janeiro de 2015, em Missa concelebrada no Santuário Nacional de Aparecida, tomou posse o novo Governo Provincial dos Redentoristas de São Paulo. Depois de nove anos à frente da Província, P. Luís Rodrigues Batista passou o cargo à nova equipe recentemente eleita: P. Rogério Gomes (40 anos), como superior provincial; P. José Inácio de Medeiros, vigário provincial. Conselheiros: P. Luiz Cláudio Alves de Macedo, P. Daniel Antônio da Silva e P. João Batista de Almeida. Os conselheiros cooperam ativamente com o superior provincial no desempenho de sua missão de animador das comunidades. Participaram da solenidade de posse o cardeal arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis, (que é também presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e um dos três coordenadores do Sínodo dos Bispos, que se realizará no Vaticano em outubro próximo); os bispos redentoristas dom Darci José Nicioli, bispo auxiliar de Aparecida (SP); dom José Luiz Ferreira Salles, bispo de Pesqueira (PE); dom José Carlos de Oliveira, bispo emérito de Rubiataba-Mozarlândia (GO); diversos missionários redentoristas, seminaristas, jovens aspirantes ao seminário e grande número de devotos de Nossa Senhora.
 
6956. Como reconhecer e seguir a vocação para a vida religiosa? - "Rezar e caminhar na Igreja! Essas duas coisas vão juntas, são interligadas. Na origem de toda vocação à vida consagrada existe sempre uma forte experiência de Deus, uma experiência que nunca se esquece. É Deus quem chama. Por isso, é importante ter uma relação cotidiana com Ele. Estamos em Assis (Itália). Aqui, não há necessidade de palavras! Francisco e Clara falam através de seu carisma a tantos jovens do mundo inteiro. Jovens que deixam tudo para seguir Jesus no caminho do Evangelho!" (Papa Francisco, 04/outubro/2013, em Assis, Itália, perante 40 mil jovens, respondendo a perguntas de jovens)
 
Pe. Geraldo Rodrigues, CSsR

Reflexão do dia

A reflexão seguinte supõe que você
antes leu o texto evangélico indicado

 8 ‒ Quinta-feira ‒ Santos: Severino, Teófilo, Antônio de Categeró

Evangelho (Lc 4,14-22a) "O Espírito do Senhor está sobre mim, ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres, a libertação aos cativos..."

Jesus aplicou a si as palavras de Isaías: ele é que traz a boa nova da salvação, a libertação, a luz, a graça. As mesmas palavras, porém, podemos aplicar a nós mesmos. Discípulos de Jesus, unidos pessoal e vitalmente a ele, também nós somos enviados pelo Espírito para anunciar e levar a salvação. Precisamos assumir essa responsabilidade, e fazer dessa missão centro de nossa vida.

Oração

Senhor Jesus, sois minha salvação, meu libertador, luz de minha vida. Agradeço por me terdes chamado a ser vosso discípulo, vivendo como vós. Ajudai-me a deixar que o Espírito tome conta de mim, e que faça de minha vida uma bênção para todos. Quero fazer tudo que possa para ajudar outros a vos conhecer, a encontrar a alegria, a liberdade e a paz da vida nova que nos dais. Amém.

 

Pe. Flávio Cavalca de Castro, Redentorista
flcastro@redemptor.com.br

Aniversariantes do dia

 
 
 
DÉCIO ANTÔNIO FERREIRA LEITE
 
 
PADRE LUIZ MARQUES
Comunidade de Tietê
Festejando 48 anos de Sacerdócio
 
PADRE MATTEO CIRIGLIANO
Comunidade de São João da Boa Vista
Comemorando 32 anos de Sacerdócio

7 de janeiro de 2015

Vivências - Deperto @ De longe

Nº 1653  -  07/01/2015

6948. Evangelho de 4ª feira (07-01-2015) - S. Raimundo de Penyafort - 1Jo 4, 11-18; Sl 71; Mc 6, 45-52 - Depois de saciar os cinco mil homens, Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” Então, subiu com eles na barca e o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido.
 
Recadinho: Jesus parte com os discípulos. Sua tarefa continuava. Muitos outros precisavam de sua mensagem, de sua presença transformadora. O milagre de repartir o pão tinha que se repetir. Também nós, hoje, temos esta responsabilidade de repartir o “Pão da vida” e o “Pão da Palavra de Deus”.
 
6949. Movimento no Santuário Nacional de 15 a 21/dezembro/2014 - Conforme dados estatísticos fornecidos pelo Santuário Nacional de Aparecida, durante toda a semana de 15 a 21 de dezembro/2014 circularam pelo Santuário 295.698 visitantes. No sábado, 20 de dezembro, o Santuário recebeu 103.708 pessoas e, no domingo, 21 de dezembro, o número foi de 133.113 peregrinos. De segunda a sexta-feira, o número de visitantes foi de 58.877.
 
6950. Movimento no Santuário Nacional de 22 a 28/dezembro/2014 - Conforme dados estatísticos fornecidos pelo Santuário Nacional de Aparecida, durante toda a semana de 22 a 28 de dezembro/2014 circularam pelo Santuário 276.378 visitantes. No dia de Natal o Santuário acolheu 23.690 visitantes. No sábado, 27 de dezembro, o Santuário recebeu 77.644 pessoas e, no domingo, 28 de dezembro, o número foi de 82.491 peregrinos. De segunda a sexta-feira, o número de visitantes foi de 116.243.
 
6951. Movimento no Santuário Nacional de 29/dezembro/2014 a 04/janeiro/2015 - Conforme dados estatísticos fornecidos pelo Santuário Nacional de Aparecida, durante toda a semana de 29/dezembro/2014 a 04/janeiro/2015 circularam pelo Santuário 253.965 visitantes. No dia 1º do Ano, o Santuário acolheu 34.328 visitantes. No sábado, 03 de janeiro, o Santuário recebeu 57.519 pessoas e, no domingo, 04 de janeiro, o número foi de 47.384 peregrinos. De segunda a sexta-feira, o número de visitantes foi de 149.062. A previsão para o próximo fim de semana é a cidade receber 64.176 visitantes no sábado, dia 10 de janeiro/2015, e 86.300 no domingo, dia 11 de janeiro.
 
6952. Papa telefonou para um campo de refugiados no Iraque - Na véspera do Natal de 2014, o Papa Francisco telefonou para o campo de refugiados de Ankawa, perto de Erbil, no Iraque, através de conexão por satélite com a rede de televisão italiana Sat 2000. As palavras do Papa, transmitidas pela emissora, foram traduzidas ao árabe por um sacerdote local. Francisco saudou os fiéis, que estavam prontos para a missa. “Saúdo todos vocês e lhes desejo um santo Natal!” O papa afirmou que eles são "como Jesus na noite do seu nascimento: para ele não havia lugar, ele foi expulso e teve que fugir para o Egito para se salvar. Vocês são como Jesus nesta noite! Eu os abençoo e estou perto de vocês. Pensem que vocês são como Jesus nesta situação. Isto me faz rezar ainda mais por vocês!”
 
6953. Curdistão teve Natal festivo - Pela primeira vez, o governo regional do Curdistão iraquiano proclamou o 25 de dezembro, Festa da Natividade do Senhor, como dia festivo, expressando legalmente a solidariedade pública das instituições e da sociedade para com os cristãos. O porta-voz oficial, Sven Dzia, publicou no site do governo regional mensagem de felicitações “a todos os irmãos cristãos do Curdistão, do Iraque e de todo o mundo”, desejando um ano de paz, segurança e estabilidade. “A decisão das autoridades do Curdistão iraquiano foi uma mostra de atenção aos nossos sofrimentos. Os líderes políticos repetem que farão todo o possível para libertar os povoados e aldeias de quem teve de fugir”, declarou o sacerdote Paulo Thabit Mekko, que teve de abandonar Mossul depois que a cidade foi conquistada pelos jihadistas do Estado Islâmico. “Pedimos em nosso Natal que Jesus nos traga a paz e a consolação para nossos corações. A mensagem que o papa Francisco nos enviou alguns dias antes nos comoveu. Que ele nos mande outras”.
 
Pe. Geraldo Rodrigues, CSsR

Aniversariantes do dia

 
 
 
 
 
PADRE MICHAEL BREHL
Superior Geral
Festejando 60 anos de idade

6 de janeiro de 2015

Vivências - De perto @ De longe

Nº 1652  -  06/ 01/2015

6943. Evangelho de 3ª feira (06-01-2015) - 1Jo 4, 7-10; Sl 71; Mc 6, 34-44 - Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde. Despede o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer”. Mas, Jesus respondeu: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos perguntaram: “Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?” Jesus perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver”. Eles foram e responderam: “Cinco pães e dois peixes”. Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. Depois Jesus pegou os cinco pães e dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. Todos comeram, ficaram satisfeitos, e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens.
 
Recadinho: Era tarde. Jesus, vendo a multidão, ficou com dó. Se chegar para nós a tarde de nossa caminhada, lancemos o olhar para Jesus. Ele, em sua infinita bondade e misericórdia, nos fortalecerá. E nós, por ele incentivados, caminhemos sempre em socorro de nossos irmãos!
 
6944. Sejamos em nossas cidades fermento do Evangelho - “Ano Novo. O que faremos? Como agiremos, para tornar a nossa Cidade um pouco melhor? A Roma do ano novo terá um rosto mais bonito se for mais rica de humanidade, hospitaleira, acolhedora; se todos nós formos atenciosos e generosos com os mais necessitados; se soubermos colaborar, com espírito construtivo e solidário, para o bem de todos e para resolver os tantos problemas humanos, problemas de homens e mulheres, nossos irmãos. Mas, a Igreja de Roma também se sente comprometida para contribuir para a vida e o futuro da Cidade, com o fermento do Evangelho, sendo sinal e instrumento da misericórdia de Deus”. (Papa Francisco, 31/dezembro/2013)
 
6945. Região mais perigosa para os missionários - Com os últimos dois sacerdotes assassinados, P. Alfonso Cómena Zevallos, morto em 24 de dezembro/2014, no Peru, e P. Gregorio López Gorostieta, assassinado no dia 25 de dezembro/2014, no México, o continente americano se confirma como a região mais perigosa para os missionários. Em 2014, os padres mortos de modo violento na América foram 13, em um total de 17 assassinados em todo o mundo. Em 2013, 15 padres foram mortos na América.
 
6946. Curdistão declarou o Natal dia festivo - Às vésperas do Natal de 2014, o governo regional do Curdistão iraquiano proclamou o 25 de dezembro, Festa da Natividade do Senhor, como dia festivo para expressar legalmente a solidariedade pública das instituições e de toda a sociedade para com os cristãos. O porta-voz oficial Sven Dzia também publicou no site do governo regional uma mensagem de felicitações “a todos os irmãos cristãos do Curdistão, do Iraque e de todo o mundo”, desejando um ano de paz, segurança e estabilidade. Diante da notícia, declarou o sacerdote Paulo Thabit Mekko, que teve de abandonar Mossul depois que a cidade foi conquistada pelos jihadistas do Estado Islâmico: “A decisão das autoridades do Curdistão iraquiano é uma mostra de atenção aos nossos sofrimentos. Os líderes políticos repetem que farão todo o possível para libertar os povoados e aldeias de quem teve de fugir. Nós nos preparamos para o Natal pedindo que Jesus nos traga a paz e a consolação para os nossos corações. A mensagem que o papa Francisco nos enviou alguns dias atrás nos comoveu. E esperamos que ele nos mande outras”.
 
6947. O mundo tem necessidade de ternura - “Temos a coragem de acolher com ternura as situações difíceis e os problemas de quem está ao nosso lado, ou preferimos soluções impessoais, talvez eficazes, mas sem o calor do Evangelho? Quanta necessidade de ternura o mundo tem hoje! Senhor, concedame a graça da ternura nas circunstâncias mais duras da vida; dê-me a graça da proximidade frente a toda necessidade da doçura, não importa qual seja o conflito!” (Papa Francisco, Natal de 2014)
 
Pe. Geraldo Rodrigues, CSsR

Aniversariantes do dia

 
 
 
VALDIR DIAS CAMARGO
 
IRMÃO ANTÔNIO BALTHAZAR SANT'ANNA
Comunidade do Potim
Festejando 66 anosde idade
 
PADRE GERALDO FREIRE SOARES
Vice Província de Recife
Comemorando 49 anos de idade
 
PADRE RICARDO ALEXANDRE FERREIRA
Província do Rio
Festejando 8 anos de Profissão Religiosa
 
PADRE EDSON ALVES DA COSTA
Província do Rio
Festejando 8 anos de Profissão Religiosa
 
IRMÃO IGSON MONTEIRO SILVA
Vice Província de Manaus
Festejando 35 anos de idade

5 de janeiro de 2015

Circular 001/2015 do Superior Provincial



CONGREGAÇÃO DO SANTÍSSIMO REDENTOR PROVÍNCIA DE SÃO PAULO
Rua Sampaio Vidal – 975 Tel (11) 99 623 4810
Jardim Paulistano 01443-001 www.a12.com
 
São Paulo/SP provincial@globo.com
 
Vimos adorar o Senhor
para “anunciar o Evangelho de modo sempre novo”!
Carta Circular 01/ Prot. GP04012015
 


 CONGREGAÇÃO DO SANTÍSSIMO REDENTOR
PROVÍNCIA DE SÃO PAULO
Rua Sampaio Vidal – 975 Tel (11) 99 623 4810
Jardim Paulistano 01443-001 www.a12.com
 
São Paulo/SP provincial@globo.com
 
Vimos adorar o Senhor
para “anunciar o Evangelho de modo sempre novo”!
Carta Circular 01/ Prot. GP04012015
 
 
“À vida consagrada está confiada a missão de indicar o Filho de Deus feito homem como a meta
escatológica para onde tudo tende, o esplendor perante o qual qualquer outra luz empalidece, a
beleza infinita, a única que pode saciar totalmente o coração do homem. É que na vida
consagrada não se trata apenas de seguir Cristo de todo o coração, amando-O “mais do que o
pai ou a mãe, mais do que o filho ou a filha” (cf. Mt 10,37), como é pedido a todo o discípulo,
mas trata-se de viver e exprimir isso mesmo com uma adesão “conformativa” a Cristo da
existência inteira, numa tensão totalizante que antecipa, por quanto possível no tempo e aos
vários carismas, a perfeição escatológica”. (Vita Consecrata, 16).
 
Introdução
Aos membros professos: Sacerdotes, Irmãos e Junioristas,
Aos não-professos: Aspirantes, Postulantes e Noviços,
Às Religiosas que trabalham conosco nas Santas Missões,
Às Monjas Redentoristas,
Aos leigos(as), oblatos(as) redentoristas e membros da UNESER,
Aos homens e mulheres que bebem de nossa espiritualidade e colaboram
conosco.
 
Hoje a Igreja celebra a Epifania do Senhor! Esta solenidade diz muito à Vida Consagrada e, especialmente, à nossa Vida Consagrada Redentorista, pois está em sintonia com o mistério da Encarnação, um dos pilares da nossa espiritualidade.
Por isso, propositalmente, escolhemos esta data, no Santuário de Aparecida, para a tomada de posse do novo Governo Provincial. Celebrar a manifestação do Senhor e experimentá-lo em nossa vida pessoal consagrada, eis a nossa missão!
Esta celebração nos coloca uma pergunta muito séria acerca da nossa Vida Consagrada e da nossa Missão: como, na atualidade, estamos trabalhando para a Epifania do Senhor acontecer na vida de nossos destinatários, a partir do nosso anúncio? Como, revestidos do Cristo (Rm 13,14), estamos sendo epifânicos? Isto é, como nosso ser redentorista por si só se apresenta como mensagem, de modo que as pessoas ao nos encontrarem, possam dizer “eles manifestam o Redentor em suas vidas”!?
 
A Epifania envolve duas realidades importantes: a primeira é a Manifestação do Amor e da Fidelidade Divinos, que se traduzem na crença e na
valorização divina do/no ser humano: “E o Verbo se fez Carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória: glória do Filho único do Pai, cheio de amor e fidelidade” (Jo 1, 14). Portanto, o Altíssimo, por amor, foi quem, por primeiro, aposta no ser humano, correndo todos os riscos de não ser correspondido; a segunda, a colocar-se a caminho, com o coração ardente para o encontro que se
transforma em Adoração, ou seja, estar junto com o Senhor que nos mostra a sua face. “Voltando-se para nós, ele nos mostrará o seu rosto; seremos salvos e saciados, e isso nos bastará”.1
 
Antes de discorrermos amplamente, queremos, acima de tudo, registrar o nosso reconhecimento e agradecimento ao Governo Provincial predecessor por 
tudo aquilo que fez e pode ajudar a SP 2300 no seu desenvolvimento, bem como a atenção dada aos confrades nas mais diferenciadas formas. Aos Padres Luís Rodrigues Batista, Jorge Paulo da Silva Sampaio, Sebastião Fernandes Daniel, José Inácio de Medeiros e Luiz Gonzaga Scudeler a nossa promessa de orações e desejo de um auspicioso trabalho apostólico ao qual a Província lhes pedirá futuramente. Que o Senhor da Messe recompense a todos!
 
1. O encontro dos magos com Jesus
O texto litúrgico desta celebração é fixo para os três anos, mas nos evangelhos podemos perceber outros relatos da manifestação do Senhor (Mc 1,9-
11; Lc 2,15-22). Em Lucas esta epifania se dá aos pastores que estão aturdidos pelo anúncio do Anjo do Senhor (Lc 2,9) que provoca medo e ao mesmo tempo os encoraja para irem a Belém para verem o acontecimento que o Senhor tinha revelado. Os pastores foram às pressas. Queriam ver esta novidade e encontrar o Senhor que os libertaria de todo o jugo; queriam encontrar o Altíssimo que se lembrou dos mais pequeninos, dos pastores e ovelhas perdidas de Israel (Mt 10,6)...
O relato de Mateus nos fala de magos e não lhes dá nome. Posteriormente, atribuíram-lhes uma identidade: Baltazar, Gaspar e Melchior. Dessa forma, o
objetivo do texto bíblico é a universalidade da salvação que se manifesta, sem distinção de pessoas. Ou seja, cada homem e mulher que visa encontrar o Senhor. Os magos vieram a Jerusalém e ali se defrontam com o poder estabelecido: Herodes, os chefes dos Sacerdotes e os escribas do povo. E por que eles vão a Jerusalém?
 
O autor conecta aquele evento da manifestação em Belém à cidade aonde, mais tarde, ocorrerá a epifania da sua glória e da sua obediência ao Pai. O texto da liturgia evidencia que em Jerusalém a profecia já estava dada, bastava recorrer aos livros, aos sábios, às fórmulas já prontas, enraizadas e estagnadas. Os seus intérpretes eram capazes de reconhecer que nasceria um menino em Belém... mas ao que parece isso não representou absolutamente nada àquele povo até a provocação dos magos. Os magos não tinham a segurança da profecia, eles vão à procura... Não tiveram medo de arriscar e de buscar o novo e de encontrá-lo. Para isso tiveram que se colocar em êxodo e perder o conforto das certezas das profecias estabelecidas. Arriscam ao se depararem com a habilidade subreptícia do mal que queria impedi-los de fazer a experiência do encontro e da salvação.
Eles arriscam e são protegidos pelo anjo... Em Lucas os anjos encorajam os pastores!
Nesta solenidade, o novo Governo Provincial inicia a sua missão. Conforme recorda a Constituição 126: “O Superior provincial desempenhe seu encargo
como pastor, animador e coordenador de todas as comunidades e dos confrades de sua província; ajude-os com todo o empenho e ao mesmo tempo urja que vivam dignamente a vocação a que foram chamados e que corajosamente assumam e levem adiante os trabalhos apostólicos”. Nesta missão, o Superior Provincial não está sozinho e conta com os seus conselheiros que o auxiliam nas diferentes tarefas e decisões a serem tomadas para o bem da Província e dos confrades. Deste modo, o Governo Provincial é uma comunidade de fé, de esperança, de caridade, de pastoreio, de animação e de coordenação. Se perdermos este foco corre-se o risco de perder a mística que sustenta o próprio serviço de coordenar, bem como a de incentivar cada confrade e as diferentes comunidades provinciais a viverem a sua união com Cristo e, ainda, podemos nos transformar em uma relação meramente burocrática e empresarial.
O Governo Provincial tem a sua responsabilidade, mas isto não dispensa cada confrade de exercer o seu múnus de colaborador na coordenação, a partir de sua docilidade ao Espírito e da própria corresponsabilidade no que diz respeito à vida apostólica e dedicada a Cristo Redentor com as suas implicações (Cf. Const. 21-90). Cada confrade é chamado, na sua comunidade, mesmo com os desafios existentes a reluzir o Cristo que se manifesta a todas as nações e a destruir as trevas que possam habitar aquelas realidades que ainda carecem de ser iluminadas para constituir o novo dia, fundado na esperança e no desejo de responder à Consagração feita ao Senhor. Somos chamados a fazer de nossa Província e das nossas comunidades, a melhor comunidade, onde todos tenham vida e vida em abundância (Jo 10,10). Isto faz parte do nosso ministério como consagrados!
A Epifania do Senhor nos fornece alguns elementos que nos ajudam a fortalecer a nossa Vida Consagrada e a nos encantar pelo Senhor e quebrar a
rotina de nossa vida, vencendo nossos desânimos, os nossos desencantos e a superar um marasmo que nos afoga, entedia e não nos deixa irradiar a alegria que provém da fonte límpida do Evangelho que nos constitui sempre homens novos por meio do Espírito (Jo 3,4-8). “Se alguém está em Cristo é uma nova criatura” (2Cor 5,17). Esta alegria “consolida-se na experiência da fraternidade, qual lugar teológico, onde cada um é responsável da fidelidade ao Evangelho e do crescimento de cada um. Quando uma fraternidade se alimenta do mesmo Corpo e Sangue de Jesus, reúne-se à volta do Filho de Deus para partilhar o caminho de fé guiado pela Palavra, torna-se uma só coisa com Ele; é uma fraternidade em comunhão, que sente o amor gratuito e vive em festa, livre, alegre, cheia de coragem”.2
Diante disso, Qual o caminho escolheremos? O da alegria? Aquele que nos leva ao Senhor, à Comunidade, aos nossos Destinatários? Ou aquela pequena estrada curta e estreita que já conhecemos e não nos permite descortinar horizontes? Afonso, Geraldo, Clemente, Gaspar e tantos outros fizeram a escolha do caminho sem volta, porque se lançaram nos braços Daquele que se manifestou ao mundo somente por amor e seguiu os caminhos do Pai. Resta-nos ter a coragem e a ousadia deste encontro fundamental com o Senhor da História que conhece nossas fraquezas e limites e nunca nos abandona nas diferentes realidades pastorais, pelas quais somos chamados a gastar generosamente nossas vidas! Que a estrela de Belém nos leve até Ele, o Caminho, como chamavam os primeiros cristãos (At 9,2)...
 
2. O encontro de Consagrados Redentoristas com o Senhor
Os magos fazem o seu percurso e encontram o Senhor. Ofertam-lhe ouro, incenso e mirra. Trazem o que possuem de melhor, apenas o essencial, Àquele
que se manifesta como salvação do mundo. Para encontrarem o Senhor, superam o poder do mal, rompem com a sacralidade estabelecida em erusalém, superam os desafios das noites escuras da caminhada. A exemplo dos magos, hoje, como Vida Consagrada Redentorista, trazemos, ao Senhor que se manifesta, o nosso ouro, o nosso incenso e a nossa mirra, através dos nossos votos religiosos de pobreza, de castidade e de obediência, por meio da fé, da esperança e da caridade. 
Aqueles magos para encontrarem o Senhor perseveraram no seu desejo de irem encontrá-lo. Eles perseveraram! Seguiram a estrela de Belém. Para nós
redentoristas, a nossa estrela de Belém é o nosso voto de perseverança. Sem ele não podemos enfrentar a esperteza herodiana que obstaculiza tantas vezes o projeto da Redenção. Os magos viram a estrela, o primeiro amor (Ap. 2,4), e não perderam o encantamento, mesmo diante do cinismo daqueles que queriam saber tudo sobre onde estava Jesus para lhe fazer o mal. Eles tinham consciência que ela iluminava os seus caminhos, os seus corações e eles iam encontrar o Senhor da História. “Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande” (v.10), de tal modo que se lhes faltassem a luz, eles já tinham feito a experiência de vê-la e seguiam não mais uma luz aparente, e sim aquela da consciência, no mais abscôndito da alma, que os fazia discernir sobre os perigos da estrada.
Hoje, este mesmo Senhor da História que encontrou tantos pastores e magos, homens e mulheres, que perderam o medo, acreditaram e se puseram a
caminho para conhecê-lo também se manifesta a nós! Podemos nos perguntar pessoalmente: como está o brilho da estrela de Belém dentro de nosso coração? Ela ainda é capaz de nos tirar do “Oriente”, deslocar-nos até as “Jerusaléns” de hoje e ajudar-nos a escapar dos Herodes que nos querem usar para praticar o mal e nos impedir de ter um encontro significativo com o Senhor que se manifesta e nos abraça? O que ofertaremos ao Senhor, hoje? O ouro da nossa pobreza, o incenso da nossa obediência e a mirra da nossa castidade? Ou como Herodes, vamos apenas ficar alarmados e recorrer às profecias para acalentarem o nosso coração indeciso e incrédulo que nos estagna? Ou vamos seguir a estrela de Belém que nos leva ao Sol Nascente e depois desaparece para dar lugar à nova aurora da Redenção que se manifesta a todos nós, homens e mulheres de hoje?
A estrela do nosso primeiro amor, do nosso encantamento brilha dentro de nós... depende só, e tão somente só, de nós segui-la para encontrarmos o Sol
Nascente que nos veio visitar (Lc 1,78) e nos chama por meio de nossa Vocação a experimentar, a vivenciar, a anunciar e a testemunhar a Copiosa apud eum Redemptio. “Ao entusiasmo do primeiro encontro com Cristo, deverá seguir-se, obviamente, o paciente esforço daquela correspondência diária que faz da vocação uma história de amizade com o Senhor” (VC, 64). Caso contrário, deixaremos nos seduzir pela esperteza e sabedoria de Herodes e nos perdemos na escuridão de nossas opções mal feitas ou ficamos estagnados em Jerusalém por causa de nossos baús pesados e sem essência e não atravessamos as fronteiras até Belém.
Os magos saíram de onde estavam para um encontro com o Senhor. Colocaram-se a caminho e enfrentaram os perigos da estrada para um encontro
significativo do Senhor da História que se manifesta aos olhos humanos que contemplam tamanha beleza “tão antiga e tão nova”.3 Procuram o Senhor, querem encontrá-lo. Querem estar com ele, adorá-lo. E o que mudou na vida deles? O texto silencia... Não diz se ficaram com ele, nem o quanto tempo, nem quando voltaram... Talvez o texto tenha ficado em silêncio por não ter palavras para descrever a profundidade de tal encontro. Somente contemplando é possível compreender o significado. O prefácio próprio da Epifania é mistagógico: “Revelastes, hoje, o mistério de vosso Filho como luz para iluminar todos os povos no caminho da salvação. Quando Cristo se manifestou em nossa carne mortal, vós nos recriastes na luz eterna da sua divindade”.4
 
Este episódio diz tanto a nossa Vida Consagrada Redentorista: a necessidade do encontro. O nosso primeiro encontro significativo, tão forte, que
nos trouxe até aqui foi/ é o nosso encontro com o Senhor por meio de nosso Batismo e de nossa vocação. Ele olhou para nós com amor (Mc 10,21) e, por isso, fomos capazes de segui-lo ousadamente para continuar a sua presença no mundo, colocando-o como centro de nossas vidas. Nós vimos a estrela de Belém, deixamos nossas casas, nossos pais, familiares, amigos, emprego e fomos ao seu encontro! S. Leão Magno, ao referir-se a essa estrela, relembra: “O serviço prestado por esta estrela nos convida a imitar sua obediência, isto é, servir com todas as forças essa graça que nos chama todos para Cristo”.5
A nossa vocação é um encontro profundo com o Senhor que se transforma em resposta comprometedora com o Reino, na realidade dos mais esquecidos da sociedade, e é alimentada pela espiritualidade pessoal e comunitária e pela oração sincera das pessoas simples que todos os dias dedilham ave-marias para a nossa perseverança e missão e também por meio do testemunho silencioso e fiel de confrades, irmãos e sacerdotes, que se consomem como chama viva que faz o nosso coração arder.
 
“Na origem da consagração religiosa há um chamado de Deus que se explica somente pelo amor que Ele nutre pela pessoa chamada. Este amor é
absolutamente gratuito, pessoal e único. Abarca a pessoa a tal ponto que essa não pertence mais a si mesma, mas pertence a Cristo. Reveste também o caráter de uma aliança. O olhar de Jesus em direção ao jovem rico exprime este caráter ‘Fitando nele os olhos Jesus o amou’ (Mc 10,21). O dom do Espírito significa-o e o exprime. Este dom compromete a pessoa que Deus chama ao seguimento de Cristo, mediante a prática dos conselhos evangélicos de castidade, de pobreza e de obediência. É um ‘dom divino que a Igreja recebeu de seu Senhor e que, pela sua graça, conserva fielmente’. E por isso ‘a norma última da vida religiosa’ será a de ‘seguir Cristo segundo o ensinamento do Evangelho’”.6
 
Este encontro amoroso e fundamental é explicitado pelas nossas Constituições: “Escolhem os Redentoristas a pessoa de Cristo como o centro de
sua vida” (Const. 23). Deste encontro com o Senhor resulta a nossa memória agradecida por Ele ter se recordado da pequenez destes servos (Lc 1,48). Um encontro se torna amizade se permanece no coração, na memória e no desejo de retornar sempre à primeira experiência. Daí o desejo que brota interiormente em cultivá-lo de modo que a relação se torne perene. Para nós Redentoristas a Eucaristia, a vida espiritual e as suas componentes, a vida comum e a pastoral são verdadeiros encontros com Jesus Cristo. Sem estes elementos, o nosso encontro com o Senhor pode ir se tornando uma memória apagada sem significado que não faz o coração arder, incorrendo numa perda de sentido da nossa consagração. Ao contrário, o silêncio do nosso encontro com o Senhor deve ecoar na excelência de nossa palavra que exprime a Copiosa Redenção aos mais esquecidos da sociedade. Como dizia Paulo: “Ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16). Caso contrário, seremos tristes, sem esperança e cairemos no marasmo de uma vida que cumpre horários, ritos e se torna estéril. O encontro dos magos com o Senhor nos faz perguntar: Quando e como foi o encontro que tive com o Senhor que me moveu até hoje? Como eu tenho ido ao encontro com o Senhor? Que obstáculos tenho encontrado? Que encontros significativos eu tive/tenho com o Senhor? Que caminhos devemos (pessoal e comunitariamente) percorrer para encontrá-lo?
Como estão os meus encontros com o Senhor, atualmente? De acordo com a Exortação Vita Consecrata “a vida religiosa será tanto mais apostólica quanto mais íntima for a sua dedicação ao Senhor Jesus, quanto mais fraterna for a sua forma comunitária de existência, quanto mais ardoroso for o seu empenhamento na missão específica do Instituto” (VC, 72).
 
O outro encontro que não podemos prescindir é entre nós. Quando professamos, escolhemos livremente viver e conviver em comunidade, mesmo
com as diferenças de mentalidades, idades, culturas, sensibilidades, concepções religiosas, etc. Trata-se de um grande desafio, todavia, é com o outro que nos humanizamos e nos enriquecemos. Cada confrade é um universo a ser desvendado e revela outras constelações desconhecidas por nós. A constelação desconhecida por nós que existe no confrade pode ser a estrela de Belém que nos leva ao Redentor. Por isso, é fundamental qualificar os nossos encontros cotidianos: a oração, a Eucaristia, as reuniões da comunidade, o recreio comunitário e as refeições. Precisamos otimizar o nosso tempo com o outro, contrapondo-nos à mentalidade do mercado. O tempo com o outro é ‘dinheiro’ que moeda nenhuma paga. Gastar tempo com os confrades – as novas gerações e as que já percorreram longas estradas da experiência – é algo enriquecedor. Para isso, é fundamental o ato de fé no outro e se colocar a caminho na descoberta deste tesouro. Para isso é preciso que deixemos de lado, pelo menos nos dias reservados ao convívio, a pressa e as nossas redes virtuais para tecer redes significativas e carismáticas na vida comunitária, por meio do encontro “eu-tu e Tu Absoluto” (Martin Buber). Deste modo, “no nosso tempo, dominado pela comunicação generalizada e global e, ao mesmo tempo, da incapacidade de comunicar com autenticidade, a vida consagrada é chamada a ser sinal da possibilidade de relações humanas acolhedoras, transparentes, sinceros”.7 O Papa Francisco, na Carta Apostólica às Pessoas Consagradas, reafirma: “Numa sociedade marcada pelo conflito, a convivência difícil entre culturas diversas, a prepotência sobre os mais fracos, as desigualdades, somos chamados a oferecer um modelo concreto de comunidade que, mediante o reconhecimento da dignidade de cada pessoa e a partilha do dom que cada um é portador, permita viver relações fraternas”.8
“O encontro e o acolhimento de todos, a solidariedade e a fraternidade, são os elementos que tornam a nossa civilização verdadeiramente humana. Temos de ser servidores da comunhão e da cultura do encontro!”.9
Se vamos deixando o encontro comunitário, esvaziamo-nos, tornamo-nos áridos e ficamos cada vez mais sem face e irreconhecíveis uns aos outros e nos tornamos vulneráveis, quando a esperteza herodiana e seus profetas tentarem mudar nossas convicções por meio das profecias estéreis ou do comodismo. Os magos eram uma comunidade, um só coração e uma só alma (At 4,32), que foram louvar o Menino de Belém. A Vida Consagrada Redentorista é vivida por pessoas que se encontram e confluem-se na amizade com o Redentor, para proclamar sempre o ano da graça do Senhor.
 
O encontro entre os confrades é sempre jubilar e proclama o tempo novo N’Ele. Precisamos reavivar nossos encontros cotidianos: liturgia das horas,
eucaristias e realçar as celebrações de nossos santos e beatos por meio de suas hagiografias e textos espirituais; recordar as datas especiais de nossa
Congregação e Província, os aniversários dos confrades; participar das profissões religiosas, das ordenações, assim como dos momentos dolorosos de nossos confrades doentes e daquele do despedir-se da vida, fazendo-se presente nos funerais dos confrades e também dos seus familiares mais próximos. Como me solidarizo com os nossos doentes? Visito-os? A Vida Consagrada não é feita muitas vezes das grandes realizações, e sim dos pequenos encontros sinceros e cotidianos da vida. “A atual fragilidade da vida consagrada deriva também de ter perdido a alegria das pequenas coisas da vida”.10
Deste modo, é muito importante cada um de nós revermos a qualidade dos nossos encontros. Como tenho deixado me encontrar pelo outro? Tenho me colocado a caminho para caminhar com os confrades que não escolhi, mas que Deus colocou em meu caminho? Quais os encontros significativos vivi com meus/minha confrades/comunidade até hoje? Que desencontros vivenciei que me feriram profundamente? Por que e quais vezes feri os meus confrades? Como está a minha/nossa capacidade de perdoar? Temos, de fato, gastado o tempo uns com os outros? “A comunidade que senta à mesa e reconhece o Cristo ao partir o pão (cf. Lc 24,13-35) é também lugar no qual cada um reconhece as fragilidades. A fraternidade não produz a perfeição das relações, mas acolhe o limite de todos e o carrega no coração e o leva na oração como ferida infligida ao mandamento do amor (cf. Jo 13,31-35): lugar
onde o mistério pascal opera a cura e fermenta a unidade”.11
 
3. Os caminhos do Senhor 
Os magos experimentaram o Senhor em primeira pessoa, adoraram-no. Tiveram um encontro significativo. Ao oferecerem a riqueza que tinham, voltam por outro caminho. “E, sendo por divina revelação avisados num sonho para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para a sua terra por outro caminho” (Mt 2,12 ). Seguindo a lógica do texto, isso se dá, obviamente, pelos perigos que Herodes representava. No entanto, há muito o que extrair daí. Quem experimenta o Senhor sempre se coloca em itinerância, disponibilidade e sempre percorre novos caminhos e ouve o Senhor (sonho). Não retorna por aquelas estradas que não levam à conversão e ao novo do Reino. Há caminhos que nos distanciam do Senhor e daquilo que professamos publicamente. São eles o individualismo, o orgulho, o denominar-se melhor que o outro, o ativismo, o conformismo, o apego aos bens materiais, o aburguesamento, o desejar mal ao outro, a maledicências, etc. Escolher estes caminhos é desobedecer à voz de Deus que fala ‘por meio do sonho’ e se perder nas encruzilhadas das estradas de Herodes que visa nos impedir de encontrar o Senhor que se revela nos confrades e em nossos destinatários.
Depende de cada um de nós escolher o caminho da vida ou o caminho da morte (Dt 30,15;Jr 21,8). O caminho da morte é aquele do pessimismo e da falta de esperança, da crítica que destrói e fere e não apresenta nenhuma alternativa viável, a não ser aquela de uma mera aparência que não faz o coração arder, mas doer. O caminho da vida é o que se coloca na itinerância da fé e leva ao encontro do Senhor e de cada confrade, com sua história, suas alegrias e dores. Precisamos melhorar a nossa visão em relação aos outros, sermos capazes de reconhecer e de elogiar a riqueza que o outro tem. Isto é ver a vida por outro prisma, o da caridade fraterna. Olhando para a Província e seus trabalhos, quanta vida podemos identificar, quanta esperança! Quanto bem foi feito! Somos trabalhadores da messe do Senhor. Nesta seara, a cada um é atribuído um serviço e nenhum é mais importante do que o outro. São interdependentes e sem isto, não se chega ao objetivo final. O importante é servir ao Senhor para que o seu Reino aconteça! Quantos confrades são santos anônimos e dão o seu sim cotidiano a este projeto do Espírito que tocou o coração de Afonso. Este projeto veio de Deus e somos continuadores. Por isso, devemos ser “fortes na fé, alegres na esperança, fervorosos na caridade, inflamados no zelo, humildes e sempre dados à oração” (Const. 20).
O Senhor se manifesta a todos nós! Nós o experimentamos e quem o faz, muda o seu percurso, não faz o mesmo caminho! Não é mais o mesmo, porque é provocado a sair de si, a manifestar-se e dar uma resposta concreta: “‘Anunciar o Evangelho de modo sempre novo’ (São Clemente) com renovada esperança, corações renovados e estruturas renovadas para a missão”, conforme nos recorda o XXIV Capítulo Geral. Os magos, ao retornarem, não tinham mais a estrela, e sim uma estrada diferente. Tiveram que reestruturar o próprio itinerário. Aqueles homens sem nome do Evangelho somos nós redentoristas que queremos encontrar o Senhor. Ao fazê-lo, o Menino de Belém nos provoca para o distacco/kenosis para o novo caminho e isto depende de cada um. Podemos deixar nossos caminhos completamente desobstruídos e seremos livres, uma vez que o nosso norte é o Evangelho. Para isso professamos e escolhemos Aquele que não tinha onde repousar a sua cabeça (Mt 8,20). Assim, podemos cantar o cântico de Simeão: “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar o teu servo partir em paz. Porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo, Israel” (Lc 2,29-32). 
Nesta missão de animar a Vida Consagrada Redentorista da Província de São Paulo, o Governo Provincial, escolhe quatro caminhos com o objetivo de que possamos encontrar o Verdadeiro Caminho, o Redentor. São eles:
 
1) O caminho da animação da Vida Religiosa Consagrada. O Governo Provincial, agindo como Corpo Missionário e considerando ser ele a primeira
comunidade da Província quer exercer bem o seu múnus de Animador da Vida Consagrada Redentorista pela presença do Governo Provincial como um todo ou por representação nas comunidades; pelo favorecimento conhecimento e vivência da Espiritualidade Redentorista; por meio do incentivo de todos os confrades no desempenho da centralidade da Missão Redentorista na vida e no agir pastoral; no exercício colegiado da autoridade como serviço; pela ação dos superiores locais; e tendo os Secretariados e Comissões como instâncias de participação e de exercício da corresponsabilidade.
2) O caminho da Vida Fraterna Redentorista. É primordial recuperar os valores fundamentais de nossa Vida Comunitária e de nossa Espiritualidade,
conforme nossas Constituições e Estatutos propõem. O objetivo maior deste quadriênio deverá ser a Vida Fraterna Redentorista, num processo de
reencantamento para a missão por meio da dinamização da Vida Comunitária; dos Encontros das Diversas Idades, dos retiros, da revitalização do ano sabático, do Ano Pastoral e de outras estratégias.
3) O caminho da Dimensão Missionária. Somos chamados para a missão e esta nos dá a verdadeira identidade de redentorista. Assim, buscaremos
recuperar os elementos específicos de nosso carisma missionário, conforme nossa história e tradição, e buscando uma atenção redobrada aos sinais dos
tempos e aos apelos de nossa realidade. Isso se dará pela atualização de nossa Legislação Ordinária; pela definição de nossas Prioridades Pastorais;
Favorecendo as Parcerias, Integração e capacitação das diversas frentes missionárias da Província.
4) O caminho da Identidade Pastoral Redentorista. Temos um ‘jeito de ser’ dentro da Igreja. Desde o sonho de Afonso, Geraldo, Clemente e de tantos
confrades até os dias de hoje, cumprimos uma função importante, a de sermos pastores, educadores na fé e curadores dos corações feridos que passam
cotidianamente pelos nossos confessionários. Mas isto só é possível à medida que a Vida Religiosa Redentorista se encontra animada e se enxerga a preciosidade de cada confrade em suas fraquezas e limitações e da importância de nossos destinatários, os mais pobres e mais abandonados, os cabreiros de hoje.
 
Conclusão
Celebramos a Epifania do Senhor. Exortamos todos os confrades, do mais jovem ao mais idoso para sermos lugar da manifestação do Senhor. Que a partir de nossa intimidade com Ele irradie sobre o nosso apostolado aquele vigor que encoraja e nutre as pessoas para descortinarem novos horizontes de esperança.
Deus nos cobriu/cobre de muitas bênçãos: nossa vocação, nossa entrega, nossa inteligência, bens materiais e conforto. Isto deve ser uma plataforma para nos lançar audazmente às águas mais profundas do serviço que obedientemente à Palavra do Senhor nos dispomos (Lc 5,4-5), como “servos humildes e audazes do Evangelho de Cristo, Redentor e Senhor, princípio e modelo da nova humanidade” (Const. 6). Não tenhamos medos de anunciar o Evangelho!
Esta manifestação do Senhor se dá por meio de nossa alegria incontida em sermos redentoristas, em sermos a estrela de Belém aos corações feridos e que ainda não descobriram a luz do Senhor; em sermos misericordiosos como o Pai Misericordioso (Lc 15,11-32) e Samaritanos (Lc 10, 25-37) quando somos capazes de curar as feridas dos nossos irmãos de comunidade e também dos nossos destinatários. Por fim, por ser quem somos, aceitando-nos com nossos limites e, a cada dia, com a Graça do Senhor, convertendo-se para que em nós se faça a vontade de Deus.
 
Encerramos esta Carta Circular com os Cânticos de Cecília Meireles: Não sejas o de hoje./Não suspires por ontens.../Não queiras ser o de amanhã./Faze-te sem limites no tempo./Vê a tua vida em todas as origens./Em todas as existências./Em todas as mortes./E sabe que serás assim para
sempre./Não queiras marcar a tua passagem./Ela prossegue: É a passagem que se continua./É a tua eternidade.../É a eternidade./És tu.(Canto II) [...]
Tu tens um medo: Acabar./Não vês que acabas todo o dia./Que morres no amor./Na tristeza./ Na dúvida./No desejo./Que te renovas todo o dia./No
amor./Na tristeza./Na dúvida./No desejo./ Que és sempre outro./Que és sempre o mesmo./Que morrerás por idades imensas./Até não teres medo de morrer./E então serás eterno. (Canto VI) [...]
Não fales as palavras dos homens./Palavras com vida humana./Que nascem, que crescem, que morrem./Faze a tua palavra perfeita./Dize somente coisas eternas./Vive em todos os tempos pela tua voz./Sê o que o ouvido nunca esquece./Repete-te para sempre./Em todos os corações./Em todos os mundos. (Canto XII)12
Renova-te/Renasce em ti mesmo./Multiplica os teus olhos para verem mais./Multiplica os teus braços,/para semeares tudo./Destrói os olhos que tiverem visto./Cria outros, para visões novas./Destrói os braços que tiverem semeado,/Para enriquecerem de colher./Sê sempre o mesmo./Sempre outro./Mas sempre alto./Sempre longe/E dentro de tudo. (Canto XIII)
Que o Senhor que se manifesta a todos os povos e culturas nos ajude a manifestar a sua Luz aos sem luz, a sua ternura aos esquecidos, o seu Amor aos que odeiam e a sua Humanidade àqueles que perderam a esperança no humano! Maria, Mãe da Esperança e Madre Provincial, ajude-nos a ter a sua sensibilidade como em Caná, a sua disponibilidade em acolher o Verbo Encarnado, a sua perseverança no Calvário e nos pés da Cruz e a sua crença na manhã da ressurreição! Amém.
 
Dos Irmãos 
 
 Pe. Rogério Gomes, C.Ss.R
        Superior Provincial
 
Pe. José Inácio de Medeiros, C.Ss.R                                Pe. João Batista de Almeida, C.Ss.R
           Vigário Provincial                                                            Conselheiro Provincial
 
Pe. Daniel Antonio da Silva, C.Ss.R                                  Pe. Luiz Cláudio Alves de Macedo, C.Ss.R
        Conselheiro Provincial                                                            Conselheiro Provincial
 
Aparecida, 04 de janeiro de 2015
 Solenidade da Epifania do Senhor.
 

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1 SANTO AGOSTINHO. Sermo 194, 3-4: PL 38, 1016-1017.3
2 CONGREGAÇÃO PARA OS INSTITUTOS DE VIDA CONSAGRADA E AS SOCIEDADES DE VIDA APOSTÓLICA.
Alegrai-vos: Carta circular aos consagrados e consagradas, nº 9, p. 46. Disponível em:
http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccscrlife/documents/rc_con_ccscrlife_doc_20140202
_rallegratevi-lettera-consacrati_po.pdfAcesso em: 11 novembro 2014.
3 AGOSTINHO. Confissões, 10,38: “Tarde te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Estavas
dentro de mim e eu estava fora, e aí te procurava... Estavas comigo e eu não estava contigo... Mas Tu me
chamaste, clamaste e rompeste a minha surdez. Brilhaste, resplandeceste e curaste a minha cegueira”.
4 PREFÁCIO DA EPIFANIA: Cristo, luz dos povos. In. MISSAL ROMANO. 15ª ed. São Paulo: Paulus, 2011, p.413.
5 LEÃO MAGNO. Sermo 3 in Epifhania Domini, 1-3.5: PL 54, 240-244.
6 CONGREGAZIONE PER GLI ISTITUTI DI VITA CONSACRATA E LE SOCIETÀ DI VITA APOSTOLICA.
Potissimum institutioni: direttive sulla formazione negli istituti religiosi, nº 8. Disponível em:
http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccscrlife/documents/rc_con_ccscrlife_doc_02021990
_directives-on-formation_it.html Acesso em: 10 novembro 2014.
7 CONGREGAZIONE PER GLI ISTITUTI DI VITA CONSACRATA E LE SOCIETÀ DI VITA APOSTOLICA.
Scrutate: ai consacrati e alle consacrate in cammino sui segni di Dio. Roma: Libreria Editrice Vaticana, nº 13, p. 73.
8 FRANCISCO. Carta Apostólica às pessoas consagradas. Para a proclamação do ano da Vida Consagrada, nº
2. Disponível em: http://m2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_letters/documents/papafrancesco_lettera-ap_20141121_lettera-consacrati.pdf.
Acesso em: 22 nov. 2014.
9 CONGREGAÇÃO PARA OS INSTITUTOS DE VIDA CONSAGRADA E AS SOCIEDADES DE VIDA APOSTÓLICA.
Alegrai-vos: Carta circular aos consagrados e consagradas, nº 10, p. 49.
10 CONGREGAZIONE PER GLI ISTITUTI DI VITA CONSACRATA E LE SOCIETÀ DI VITA APOSTOLICA.
Scrutate, nº 16, p. 88.
11 CONGREGAZIONE PER GLI ISTITUTI DI VITA CONSACRATA E LE SOCIETÀ DI VITA APOSTOLICA.
Scrutate, nº 13, p. 77.

Saudades Eternas

 


 
 
PAULO AUGUSTO PUGLIESE
 
OITO ANOS QUE PARTIU PARA JUNTO DO PAI!
 
Nossa lembrança e orações!


São João Nepomuceno Neumann 05/01

Santo do dia

           

João Nepomuceno nasceu na Boêmia, no dia 28 de março de 1811. Entrou para o seminário em 1831. Era autodidata e tornou-se fluente em vários idiomas. Por causa do grande número de padres de sua região, o bispo não queria ordená-lo sacerdote. João então resolveu mudar-se para os Estados Unidos da América.

A diocese de Nova Iorque possuía apenas três dúzia de padres para mais de duzentos mil católicos. Padre João recebeu uma paróquia onde a igreja não tinha torre e o chão era de terra. Mas isso não o preocupava muito, pois ele passava o seu tempo visitando doentes, ensinando e evangelizando.

Padre João tinha a intenção de participar de uma congregação, por isto procurou padres redentoristas, que se dedicavam aos pobres e abandonados. Foi aceito e ingressou na Congregação e se tornou o primeiro padre ordenado no novo continente a professar as Regras dos redentoristas na América, em 1842. Em 1847 foi eleito pela Congregação o superior geral dos redentoristas nos Estados Unidos.

O Padre Neumann foi nomeado Bispo de Filadélfia em 1852. Sua diocese era muito grande e se desenvolvia com muita rapidez. Por isto, decidiu introduzir no país as escolas católicas.

Ele morreu de repente, no dia 05 de janeiro de 1860, enquanto caminhava pela rua de sua cidade episcopal.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


Reflexão Padre João Neumann era um homem de estatura pequena e de saúde frágil, mas sempre se manteve muito ativo. Além das obrigações pastorais, achou tempo para a atividade literária. Foi um grande missionário e exemplo de disponibilidade e atenção pelos mais necessitados.
    
Oração Deus de amor e de bondade, cujo graça renova a vida humana a cada dia, concedei-nos, pela intercessão de João Neumann, as forças necessárias para enfrentar os desafios que pretendem enfraquecer nossa fé. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Fonte A12

Vivências - De perto @ De longe

Nº 1651  -  05/01/2015

6938. Evangelho de 2ª feira (05-01-2015) - S. João Nepomuceno Neumann - 1Jo 3, 22 - 4, 6; Sl 2; Mt 4, 12-17.23-25 - Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: “erra de abulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. E sua fama espalhou-se por toda a Síria. Levavam-lhe todos os doentes, que sofriam diversas enfermidades e tormentos: endemoninhados, epilépticos e paralíticos. E Jesus os curava. Numerosas multidões o seguiam, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia, e da região além do Jordão.
 
Recadinho: Jesus deu-se a conhecer para que a humanidade acreditasse nele. Cada um de nós tem uma missão: mostrar Jesus ao mundo! Dar a conhecer o amor de Deus para conosco! Levar a mensagem do Evangelho com nossas palavras mas, principalmente, com nossos exemplos!
 
6939. S. João Nepomuceno Neumann - Hoje, 5 de janeiro, a Igreja celebra S. João Neumann, missionário redentorista. Ele nasceu no dia 28 de março de 1811, em Prachatitz, na Boêmia (região histórica da Europa Central, na atual República Checa.) Quando Neumann foi declarado beato, o Papa Paulo VI resumiu sua vida em poucas palavras: “Ele se fez próximo dos doentes, sentia-se à vontade com os pobres, era amigo dos pecadores, e hoje é a glória dos imigrantes e, do ponto de vista das bem-aventuranças, o símbolo do êxito cristão”
 
6940. Neumann: dados biográficos - No dia 02 de junho de 1836, Neumann partiu de navio para Nova York, USA. No dia 25 de junho de 1836, foi ordenado sacerdote. Vendo o trabalho dos missionários redentoristas, entusiasmou-se pelo que faziam e entrou para a Congregação no dia 18 de outubro de 1840. No dia 16 de junho de 1848, foi escolhido como superior dos redentoristas na América. Não parou aí. No dia 28 de março de 1852, foi ordenado bispo. Faleceu repentinamente no dia 05 de janeiro de 1860, em Filadélfia, USA. Foi declarado beato pelo Papa Paulo VI, no dia 13 de outubro de 1963, e declarado santo pelo mesmo Papa no dia 19 de junho de 1977. Nos Estados Unidos, como um imigrante a mais, sentiu-se sempre em casa com os imigrantes pobres e abandonados que encontrou e dedicou-se totalmente ao acompanhamento e ao serviço deles, no amor. Sua experiência refletia a experiência de inúmeros outros imigrantes, que vão pelo mundo afora em direção ao desconhecido e tentando acalentar sonhos de felicidade, que podem se realizar ou não!
 
6941. Neumann: fundador da Congregação das Irmãs da Ordem Terceira de São Francisco - Padre Neumann foi nomeado Bispo de Filadélfia, USA, em 1852. Sua diocese era muito grande e se desenvolvia com muita rapidez. Por isto, decidiu introduzir no país a educação católica. Organizou um sistema diocesano de escolas católicas, fundou a congregação das Irmãs da Ordem Terceira de São Francisco para ensinarem nas escolas, que na sua diocese em pouco tempo duplicaram. Durante seu episcopado, Neumann construiu mais de oitenta igrejas e cerca de cem colégios; até a catedral de Ss. Pedro e Paulo foi construída por ele.
 
6942. Neumann: preocupava-se com a saúde do corpo e da alma! - Como pároco, foi muito zeloso. Condoía-se com as privações a que estavam sujeitos os emigrantes europeus na América. Essa pobre gente ia fazer a vida e muitas vezes a perdia, sem falar do grande abandono religioso numa região tão grande e tão desprovida de sacerdotes. Por isso, Neumann procurava ajuntar ervas medicinais, que conhecia, para curar seus paroquianos. Chegou mesmo a manusear compêndio de medicina para os casos mais urgentes. Queria ajudar o próximo, os colonos da América. Botânico como era, arrumou uma bela coleção de plantas medicinais, mandando outra para Munique, na Alemanha. Sua preocupação com os emigrantes era extraordinária.
 
Pe. Geraldo Rodrigues, CSsR

Reflexão do dia

A reflexão seguinte supõe que você
antes leu o texto evangélico indicado

5 ‒ Segunda-feira ‒ Santos: Emiliana, João Nepomuceno Neumann

Evangelho (Mt 4,12-17.23-25) "Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a
Galileia. Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum..."

 

Preciso aprender a ser a ser prudente como Jesus. Sentindo-se em perigo na Judeia, voltou para a Galileia. A prudência é uma forma de coragem, que nos ensina a evitar perigos não necessários. Na mesma ocasião, porém, Jesus ensina-me que devo aceitar mudanças, de todo tipo, sempre que isso for útil ou necessário para eu poder desempenhar minhas responsabilidades na vida.

Oração

Senhor, geralmente é o orgulho e não a coragem que me impede de evitar os perigos na vida. Fazei-me prudente, para não correr riscos desnecessários no trabalho, na saúde, no trânsito... Ajudai-me também a vencer meus apegos e aceitar todas as mudanças necessárias para que vos possa servir de modo mais eficiente. Dai-me a disponibilidade que pedistes a vossos discípulos. Amém.

Pe. Flávio Cavalca de Castro, Redentorista
flcastro@redemptor.com.br

4 de janeiro de 2015

Evangelho do dia (Mt 2, 1-12) - Epifania do Senhor

 
Jesus se manifesta!
Os magos não vão até Jesus de mãos vazias!
Ninguém aparecia diante de um rei sem lhe oferecer presentes!
E nós, que nos apresentamos diante deste Rei, o que temos a lhe oferecer?